19 dezembro 2013

Vigília de indignação e protesto da CGTP-IN

Está a decorrer a Vigília de indignação e protesto junto ao Palácio de Belém no momento em que o Tribunal Constitucional chumbou o corte com vista à convergência das pensões. 

Com a CGTP-IN a luta contra este governo continua. 

17 dezembro 2013

Geocaching: Convento Nossa Senhora da Estrela

A geocache "Convento de Nossa Senhora da Estrela" foi instalada a 15 de Dezembro e activada pelos voluntários do Geocaching a 16 de Dezembro de 2013. 

É uma cache que irá sofrer alterações na sua descrição no sentido de enriquecer a sua história, pois o que coloquei é manifestamente insuficiente. 

Na sua descrição consta:

O Convento de Nossa Senhora da Estrela, localiza-se na Vila de Marvão, distrito de Portalegre, Portugal.
O convento foi fundado em 1448, segundo autorização do Papa Nicolau V, no local onde existia uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Estrela.
De acordo com a lenda local, a imagem de Nossa Senhora foi oculta por D. Rodrigo, último rei dos visigodos, quando da invasão muçulmana da península Ibérica (711), sendo descoberta apenas quando a vila de Marvão foi libertada do domínio islâmico, à época da Reconquista.

16 dezembro 2013

Geocaching: "Marvão - Visita ao Castelo", a minha primeira cache

No âmbito do jogo que ando a fazer, geocaching, que me obriga a andar quilómetros à procura de caches, instalei a primeira cache a 14 de Dezembro de 2013, no Castelo de Marvão, que foi aprovada pelos voluntários do Geocaching em poucas horas e que está activa desde 16 Dezembro de 2013.

Informação e agradecimentos:

A descrição desta cache, para além do Português, será feita em diversas línguas.
Agradeço ao Jorge Alberto, Jorge Rosado e Tiago Pereira a colaboração na instalação desta cache que muito valoriza o jogo.
Ao Centro Cultural de Marvão que tem feito um trabalho extraordinário na preservação e valorização do Castelo de Marvão desde que ganhou o concurso municipal para a sua gestão.

Aqui deixo o nome da cache e a sua descrição:

Marvão - Visita ao Castelo

Esta cache é destinada a divulgar o guia de visita ao Castelo de Marvão cuja responsabilidade é do Centro Cultural de Marvão.


Sentinela da Raia [síntese histórica]


Embora possa ter havido ocupações anteriores deste espaço, a fundação de Marvão está associada ao último quartel do século IX e à figura de Ibn Maruán, que durante a sua revolta contra o Emirato de Córdova se refugiou nestas terras. Aproveitando as características excepcionais do sítio, terá mandado construir este castelo, que se foi transformando e adaptando ao longo de mais de 1000 anos.


Foi uma praça fundamental durante a Reconquista, e depois de ter sido tomada aos Muçulmanos por D. Afonso Henriques e integrada no novo reino de Portugal – na segunda metade do século XII – Marvão não perdeu a sua importância. Pelo contrário, evidenciou-se como bastião essencial para o controlo e povoamento da linha de fronteira, recebendo de D. Sancho II, em 1226, o seu primeiro foral.
Finda a Reconquista cristã, a defesa continuou a fazer parte e a pautar o quotidiano da vila, sobretudo devido à constante ameaça castelhana. Para melhor garantir a protecção do país, D. Dinis mandou dotar o burgo de uma cerca urbana no início do século XIV e reforçar o seu castelo.
Por diversas vezes esta praça se destacou na defesa das fronteiras de Portugal. Importa lembrar o papel decisivo que teve, entre outros conflitos, na Guerra da Restauração (1640-1668), na Guerra da Sucessão de Espanha (1701-1715), na Guerra Fantástica (1762-1763), na Guerra das Laranjas (1801), nas Guerras Peninsulares/Invasões Francesas (1807-1811), na Guerra Civil (1832-1834) ou após a Revolta de Maria da Fonte e da Patuleia (1846-1847).
Guia de visita
Bem-vindo ao castelo de Marvão! Neste espaço pode encontrar uma fortaleza bem preservada e que guarda muita História. Venha explorá-la!
Comece a sua visita pela cisterna, junto à entrada principal do recinto. Esta é uma das maiores cisternas dos castelos portugueses, com cerca de 10 metros de altura e 46 de comprimento. Esta estrutura acumulava água para cerca de 6 meses, o que era essencial para que a vila pudesse resistir a um cerco prolongado, pois no cume do monte, a quase 900m, não existia água disponível. Este é o sítio certo para cantar a sua canção favorita, experimente!
De regresso ao exterior, avance pelo caminho principal, atravessando a 2.ª porta do primeiro recinto. Faça um desvio à direita e em frente à imponente torre da bandeira, pode ver outra entrada para a cisterna. À direita e atravessando a entrada na muralha, encontra um terreiro – ojogo da bola – que serve de cobertura à cisterna e que antigamente era um espaço de divertimento e recreio. Não deixe de subir à muralha e observar a vila aqui de cima.
De regresso à calçada, entre no primeiro recinto do castelo, que é constituído pelas estruturas mais antigas do castelo, anteriores ao século XIV. Aqui pode ver algumas construções, como a casa da guarda, à esquerda ou o forno, à direita. Hoje em dia têm novas funções, venha descobri-las!
Avance pelo recinto, o antigo albacar ou pátio de armas, e aproveite para ver a magnífica vista de que pode disfrutar enquanto caminha. Suba às muralhas e faça o caminho da ronda, suba às torres (a da bandeira é obrigatória), entre nas guaritas e imagine que a segurança deste castelo e de todo um país depende do seu olhar atento sobre o horizonte!
Siga em direcção a um novo recinto, dominado pela majestosa torre de menagem. Repare como a entrada se faz “em cotovelo”, uma solução que permitia ganhar tempo e confundir os invasores, se fosse necessário. Quando passar a segunda porta, irá entrar num recinto mais abrigado, rodeado de altas muralhas e antigos paióis e armarias. Não deixe de descobrir o que estes espaços guardam agora para si!
No centro da praça, outra cisterna, esta mais pequena e que se assemelha a um poço. Existe, muito provavelmente, desde os tempos da ocupação muçulmana.
Avance pela estreita passagem entre as duas casas ao fundo e, passando a antiga porta da traição do castelo, irá entrar numa zona de baluartes, construídos a partir do século XVII e que permitiam o uso e manobra de artilharia mais pesada, como canhões. No baluarte da direita tem uma vista esplêndida sobre parte da vila, Espanha (mais perto Valência de Alcântara, Cáceres a maior distância, mas também Albuquerque, entre outras localidades) e para toda a raia até a vista se perder na Serra da Estrela (repare em Castelo Branco na mesma direcção) e na Serra da Lousã. A vista no baluarte da esquerda é dominada pela Serra de São Mamede, pelo vale da Aramenha e pelo vale da Escusa, que se estende até Castelo de Vide. Entre os dois baluartes existe outra porta da traição, que permitia a evacuação do castelo em caso de invasão. No entanto, dada a sua localização podemos dizer que esta fortaleza era praticamente inexpugnável!
De regresso ao pátio principal, pode aceder pelas escadas adossadas à parede à torre de menagem, a mais alta do castelo e aquela que seria mais difícil de tomar. Terá sido reconstruída pelos cristãos após a Reconquista. Tem apenas uma sala e não tem janelas, apenas estreitas seteiras verticais. A entrada na torre faz-se através de uma ponte de madeira, que antigamente poderia ser levantada de modo a isolar a torre para melhor a defender. A subida é íngreme e exigente mas lá em cima, o panorama é dos mais deslumbrantes que pode admirar. Como disse José Saramago, na suaViagem a Portugal, “ de Marvão vê-se o Mundo”, por isso vale a pena o esforço e a visita!

12 dezembro 2013

POSIÇÃO DA CORRENTE SINDICAL SOCIALISTA DA CGTP-IN SOBRE O AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL

Para conhecimento de todos e todas aqui deixo a posição que consta em: http://corrente-css.blogspot.pt/


POSIÇÃO DA CORRENTE SINDICAL SOCIALISTA DA CGTP-IN SOBRE O AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN:

1) Tendo presente as dificuldades que centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras tem no seu dia a dia em função dos baixos salários, nomeadamente, aqueles e aquelas que ganham o salário mínimo nacional (SMN);

2) Conscientes que todos e todas os que recebem o SMN auferem um rendimento abaixo de um nível considerado digno;

3) Preocupados pelo facto de haver largas centenas de milhares de trabalhadores, que trabalhando, são pobres;

4) Sendo certo que o SMN não é aumentado desde 2011 e que é um meio de combate à pobreza;

5) Tendo a noção que há um certo consenso na sociedade da necessidade de aumentar o SMN, nomeadamente, no cumprimento do acordo da concertação social que estabelecia os 500,00 € em 2011;

6) Finalmente, a valorização do SMN, para além de representar o necessário aumento do salário e consequente combate à pobreza, estimula também a própria economia através do consumo de bens e serviços de primeira necessidade.

Reivindica o seguinte:

1) Estabelecer o salário mínimo nacional (SMN) a 1 de Janeiro de 2014 em 500,00 € (aumento 15 € por mês).

2) Que a 1 de Julho de 2014 aumente para 515,00 € (um novo aumento de 15 € mensais).

3) Que a 1 Janeiro de 2015 o SMN seja estabelecido em 550,00 € (um aumento de 35 € mensais).

A presente posição visa contribuir para desbloquear a discussão em torno do aumento do salário mínimo nacional, essencial para aumentar o rendimento das famílias.

11 dezembro 2013

Observatório sobre crises e alternativas coordenado por Manuel Carvalho da Silva apresenta relatório

Está a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian a apresentação  do relatório "A anatomia da crise: identificar os problemas para construir as alternativas" pelo Observatório sobre crises e alternativas coordenado por Manuel Carvalho da Silva.

O relatório aborda as questões em vários temas (1) Compreender a Crise: A economia portuguesa num quadro europeu desfavorável, (2) A União Europeia e Portugal entre os resgates bancários e a austeridade: um mapa das políticas e das medidas, (3) Austeridade, reformas laborais e desvalorização do trabalho, (4) O Estado Social, crise e reformas e ainda (5) Estado de Direito ou Estado de Exceção: A justiça constitucional face ao questionamento do Estado Social. 

Com este relatório temos acesso a uma outra narrativa da crise e dos efeitos da austeridade que aconselho todas e todos a ler. 

O relatório Identifica também propostas para a construção de uma alternativa.

10 dezembro 2013

Benfica - Paris Saint-Germain

O Benfica já joga na Luz com o Paris Saint-Germain com a seguinte composição: Artur; Maxi Paris Pereira, Luisão, Garay, e Sílvio; Matic, Fejsa, Gaitán e Enzo Perez; Lima e Markovic.

08 dezembro 2013

GEOCACHING: UM JOGO PLANETÁRIO...

Há já algum tempo que tenho estado a fazer um jogo super engraçado, que estimula a actividade fisica e que me faz recordar as velhas caças ao tesouro e os tempos do Corpo Nacional de Escutas (CNE).

O Geocaching é um jogo mundial para utilizadores de GPS (Global Positioning System). Este jogo envolve um “tesouro” (um recipiente e o que ele contém) que é escondido por um utilizador GPS, o qual depois publica as coordenadas exactas do local para que outros utilizadores GPS o possam procurar numa “caça ao tesouro”. As únicas regras são: se retirar-mos algum objecto do recipiente que encontramos, de todos os tamanhos e feitios, devemos colocar outro em sua substituição; registar a visita no caderno de apontamentos e posteriormente na página oficial do jogo.

O Geocaching está aberto a qualquer um com GPS e um certo sentido de aventura. Há recipientes por todo o mundo! A organização do jogo está na Internet e pode ser visto em GEOCACHING.


Aqui ficam algumas fotos de caches que fui encontrando desde que estou a jogar.

A primeira cache em Bruxelas

No Concelho de Marvão: Fonte dos Coelhos

Uma das peças que se podem encontrar e que viaja pelo mundo inteiro, tem um código, que permite seguir o seu percurso no site que lhe está associado. Esta veio do Luxemburgo.

O meu primeiro Travel Bug (Marvão.The First) que deixei numa cache no Luxemburgo e que foi encontrado por alguém que deixou registado que vai viajar para os Estados Unidos

Um dos tipos de cache que existem...

A cache mais original que encontrei...

A primeira nano cache que encontrei...

A primeira nano cache que encontrei... o dedo é mesmo maior...

EM MARVÃO ACONTECE...

FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE MARVÃO



07 dezembro 2013

Artigo de Manuel Carvalho da Silva a propósito dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo: "Para o mar sem barcos?"

Nas últimas décadas, assistimos ao aniquilamento de capacidades instaladas em atividades no setor do mar - transportes marítimos, reparação naval, pescas - no contexto de uma política de desindustrialização. Entretanto, os mesmos governantes que "apadrinharam" tal rumo não se cansaram de fazer discursos sobre a importância do mar. E diga-se, por uma questão de dar "mérito" a quem o tem, que o atual presidente da República é o campeão desses discursos. 

Sem dúvida, o mar significa para o nosso país uma possibilidade de criação de atividades múltiplas, produtoras de imensa riqueza. Portugal tem extensa costa e imensa zona marítima. Mas não se vai para o mar, desenvolver o fundamental dessas atividades, a nado.

Os transportes marítimos estão em crescimento e vão continuar a crescer para se resolverem problemas ambientais e de custos de circulação de produtos e de bens no mundo. Vai ser preciso construir barcos, reparar, adaptar e modernizar os que existem. A proteção da costa e das nossas águas vai exigir novas e inovadas frotas. A pesca, não estou a ver que se faça à cana, com os portugueses empoleirados nas falésias. Noutras atividades novas, como a produção de energia, a investigação e o turismo ligados ao cuidado e ao usufruto do mar, por muito que se possa trabalhar em terra, será sempre indispensável utilizar barcos. 

Como podemos admitir a destruição dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo? Como é possível o presidente da República não ter uma palavra de alerta forte, que ponha termo às trapalhadas e aos envolvimentos em negócios suspeitos ou de mera contabilidade mesquinha, em que o Governo está envolvido?

Exige-se rigor, defesa dos interesses dos portugueses e do país. Todos sabemos que a União Europeia tem seguido políticas de desindustrialização, aplicadas em vários países, secundarizando criminosamente atividades como a construção e a reparação naval. É vergonhoso ver o ministro do setor a proteger-se nessa orientação, que jamais devíamos seguir, para justificar o negócio de ocasião que oferece à Martifer, empresa que parece estar em grande fragilidade financeira.

A Lisnave, durante muitos anos líder mundial na reparação naval, não foi esfrangalhada por não ter futuro, mas sim porque a desativação da Margueira - com o Estado a executar uma cláusula estabelecida com Salazar, pois os direitos dos capitalistas são sempre adquiridos - propiciou uma forte base de capitalização à família Melo que, entretanto, entrou em força na formação e "rentabilização" do "mercado da saúde". Outros estaleiros foram desativados em resultado de comportamentos de incúria e, às vezes, como aconteceu noutros setores de atividade, para propiciar negócios de oportunidade.

Desde o início dos anos 2000, a postura dos governos foi de grande desleixo para com os interesses dos Estaleiros de Viana. Sucederam-se administrações que ou embarcaram no afundamento da empresa ou quiseram agir e não encontravam condições e meios da parte das tutelas.

Dói, e obriga-nos à revolta, ver, durante dois anos, o Governo a não arranjar dinheiro para a empresa cumprir encomendas, mas, de um dia para o outro, encontrar 30 milhões para despedir e destruir a empresa. 

Dói ouvir a comunicação social noticiar este desastre camuflado no anúncio da "criação de cerca de 400 postos de trabalho", a face mentirosa desse processo destrutivo. A certeza que o Governo apresenta é a de despedir 609 trabalhadores qualificados. Tudo o resto é mais que nebuloso, incerto e precário.

Um governante que põe em andamento um caso destes, e nele utiliza a mentira e a manipulação, e outros que anunciam desemprego como algo empolgante deviam de imediato ser suspensos de funções e ser-lhes instaurado um processo com intenção de despedimento a ser executado em prazo muito curto.

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo têm capacidades adquiridas, têm trabalhadores qualificados e são necessários ao desenvolvimento económico, social e cultural da região e do país. Os trabalhadores e os seus sindicatos, a população da cidade e da região, as suas organizações e instituições merecem o apoio de todos os portugueses, na luta pela sua defesa.
Jornal de Notícias

05 dezembro 2013

MORREU NELSON ROLIHLAHLA MANDELA – MADIBA

Morreu Nelson Rolihlahla Mandela – Madiba. Um Homem que abraçou a luta de um povo pelo fim da segregação racial, contra o racismo, pela democracia. Uma referência para todos os democratas. Um líder que conduziu o seu povo para a democracia.

Hoje é um dia triste. A humanidade ficou mais pobre, mas o seu exemplo de luta perdurará para sempre.

Nelson Mandela Foundation

FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE MARVÃO

marvao music festival 2014O Festival Internacional de Música de Marvão está agendado para os dias 25, 26 e 27 de Julho de 2014. Este evento está a ser pensado e programado pelo maestro alemão Christoph Poppen, que desde 2011 tem residência na vila, em estreita colaboração com a autarquia local.

Este Festival de música clássica pretende atrair, todos os anos, durante um fim-de-semana de Julho, músicos de nível mundial para concertos em alguns dos locais mais emblemáticos da vila de Marvão, como os jardins do Castelo, as Igrejas de Nossa Senhora da Estrela, de Santiago e do Espirito Santo, ou a Cisterna.

“O pôr-do-sol em Marvão é inesquecível. Concertos ao entardecer, vão permitir ao público ouvir grandes nomes da música clássica mundial, à medida que o sol cai lentamente por detrás da orquestra”, explica Christoph Poppen, director artístico do evento.

O Festival vai contar com as presenças da Orquestra Gulbenkian, dirigida por Christoph Poppen, da soprano Juliane Banse, do clarinetista Jörg Widmann, da violinista Veronika Eberle, entre outros grandes nomes da música clássica.

04 dezembro 2013

EU TAMBÉM SOU UM MAU SOCIALISTA...

O bom e o mau socialista

Manuel Alegre,
Jornal O Público
03-12-2013 

O bom socialista é aquele que em diferentes circunstâncias diz as coisas sensatas que a direita gosta de ouvir: que é preciso rever a Constituição, fazer um pacto de regime, negociar um consenso com o governo sobre as medidas de austeridade.

O bom socialista defende que “o arco da governabilidade” se restringe à direita e ao PS.

O bom socialista revela abertura para um eventual governo de coligação com os partidos da direita, ou só com o CDS, ou uma reedição do “bloco central”.

O bom socialista é sensível, atento e moderno quanto à necessidade de imprescindíveis cortes e mudanças na Saúde, na Educação e na Segurança Social, tendo em vista diminuir o peso do Estado e dar lugar aos privados com apoio público.

O bom socialista aceita as “reformas” que tendem a transformar em assistencialismo a garantia de direitos sociais pelo Estado.

O bom socialista colabora em medidas que desvalorizam o trabalho em nome de um pretenso aumento da competitividade.

O bom socialista dá prioridade à estabilidade financeira em prejuízo do desenvolvimento económico e da coesão social.

O bom socialista aceita o aumento das desigualdades como consequência inevitável da globalização e considera que não há alternativa.

O bom socialista pensa que a divisão entre esquerda e direita não passa de um arcaísmo.

O bom socialista tem um vocabulário cuidado e evita palavras inconvenientes, não diz roubo, diz cortes, não diz desemprego, diz requalificação, não diz empobrecimento, diz ajustamento. E também não lhe ocorre falar em esquerda ou em socialismo, para além de se coibir, por uma questão de educação, de usar a palavra direita.

O bom socialista respeita a duração dos mandatos, haja o que houver, pois acha que a estabilidade política é um fim em si mesmo, ainda que à custa de instabilidade e crise em todos os sectores.

Obviamente o bom socialista não critica o senhor Presidente da República, nem a troika, nem os mercados, nem as instituições europeias, nem a bondade das políticas da senhora Merkel, mesmo que elas levem o país à ruína.

O bom socialista procura dizer frases que o ponham com setas para cima nos jornais ditos de referência. E acredita que o estatuto de bom político só lhe pode ser conferido pela direita.

O bom socialista não pode sequer ouvir falar de convergência com os partidos à esquerda do PS.

O bom socialista acha que o Dr. Mário Soares é o maior político português, mas não devia ir para a Aula Magna promover iniciativas tendentes à convergência e mobilização dos descontentes com a política do governo.

O mau socialista teima em defender a Constituição, o Tribunal Constitucional e coisas tão arcaicas com o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública, a Segurança Social, os direitos laborais, o direito à cultura, a igualdade de oportunidades.

O mau socialista persiste em dizer a palavra socialismo, repete constantemente a palavra esquerda, opõe-se a governo de coligação dentro do “arco da governabilidade” e recusa-se a fazer do PS o terceiro partido da direita.

O mau socialista acha que os direitos sociais são inseparáveis dos direitos políticos e que não há estabilidade política sem estabilidade e coesão social.

O mau socialista entende que nenhum órgão de soberania deve andar com outro ao colo e que o papel essencial do Presidente da República é ser o garante do regular funcionamento das instituições e o Presidente de todos os portugueses.

O mau socialista defende que a confiança dos eleitores é mais importante que a confiança dos mercados e que estes não podem sobrepor-se nem à democracia nem ao Estado.

O mau socialista vê a Europa como um projecto de paz e de prosperidade entre Estados soberanos e iguais e não como uma submissão dos mais frágeis ao mais forte.

O mau socialista tem a indiscrição de querer saber perante quem é que a troika responde e quem avalia as suas políticas. E pensa que neste momento o processo democrático e institucional da construção europeia está interrompido.

O mau socialista acredita que ser europeu não é dissolver a Pátria.

O mau socialista continua a considerar que a razão histórica de ser do socialismo é a emancipação politica, social, económica e cultural dos trabalhadores e de todos os desfavorecidos e oprimidos.

O mau socialista dá razão ao Papa Francisco quando este denuncia que o actual poder económico está a transformar-se numa nova tirania.

O mau socialista é politicamente incorrecto e sustenta que há sempre alternativas.

Eu, pecador, me confesso: sou um mau socialista.

Manuel Alegre

02 dezembro 2013

Em reunião da Comissão Permanente de Concertação Social

Está a decorrer uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social onde se discute a vinda da Troika para a 10.ª avaliação; as propostas do governo para alterar o regime de pensões e a garantia para a juventude. 

Esta garantia para a juventude decorre da recomendação do Conselho Europeu de 22 de Abril de 2013 e que estabelece todos os estados membros devem garantir aos jovens com menos de 25 anos uma "boa oferta de emprego, formação permanente, aprendizagem ou estágio, no prazo de quatro meses após terem ficado desempregados ou terem terminado o ensino formal."

29 novembro 2013

Agradecimento dos Multimilionários

Ora aqui está um agradecimento que todos merecemos.

Nós deixamos o governo roubar-nos por todos os meios e deixamos um punhado de gente enriquecer à nossa custa....

28 novembro 2013

Comissão Europeia fortemente criticada no Comité Europeu para a Segurança e Saúde no Trabalho

Ao longo da reunião de hoje a Comissão Europeia tem sido fortemente criticada por vários membros do Comité Europeu para a Segurança e Saúde no Trabalho, tanto governos como sindicatos.

A falta de estratégia europeia para a segurança e saúde no trabalho, as medidas em estudo que cortam nos custos resultantes da legislação europeia sobre a segurança e saúde no trabalho, tem estado na origem dessas criticas.

A Comissão foi mesmo acusada de estar a contribuir para o aumento das doenças profissionais e acidentes de trabalho por não ajudar a promover a existência de locais de trabalho seguros e saudáveis.

No que toca a Portugal o desastre está anunciado. Não só não há estratégia nacional como a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) desinveste na promoção da segurança e saúde no trabalho e não tem meios financeiros para desenvolver a sua função inspectiva aos locais de trabalho. São os custos da inaceitável austeridade que o governo do PSD/CDS nos está a impor, pois como é conhecido, há outros caminhos, tanto no campo das propostas sindicais como nas propostas dos Partidos à esquerda do governo.

Workshop - Regulamentação do controlo do acesso e consumo de álcool, drogas e tabaco nos locais de trabalho

Aprenda a regular o consumo de álcool, drogas e tabaco nos locais de trabalho de acordo com as normas legais em vigor.
Desenvolva e aplique regulamentos de controlo do consumo de álcool de acordo com, os pareceres da Comissão Nacional de Protecção de Dados Pessoais, as orientações da ACT - Autoridade para as Condições de Trabalho e de acordo com as exigências legais aplicáveis. Estabeleça uma Política de acesso ao tabaco na sua organização. Saiba como fazê-lo. Análise de casos concretos, análise de regulamentos, consulta de pareceres e documentação técnica diversa, resposta a questões colocadas por técnicos devidamente qualificados para o efeito.

Esta iniciativa é organizada pelo Instituto Bento de Jesus Caraça (IBJC).

Intervenção de Fernando Gomes na apresentação do CGTP Cultura

A minha intervenção enquanto membro do Secretariado e da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN e responsável do Departamento de Cultura e Tempos Livres, na sessão de apresentação do boletim CGTP Cultura dedicado a Manuel Tiago/Álvaro Cunhal que ocorreu no passado dia 21 de Novembro de 2013.

27 novembro 2013

Oferta formativa em Marvão

Oferta formativa no Concelho de Marvão promovida pelo Instituto Bento de Jesus Caraça a ser ministrada nas instalações da Junta de Freguesia de Santa Maria de Marvão.