09 novembro 2019

TURIMENHA, UM GENUINO TINTO DO POTE COM PAIXÃO!

No site da Turimenha de Carlos Sequeira, encontramos o título "TURIMENHA, UM GENUINO TINTO DO POTE"... acrescento eu: COM PAIXÃO!

Eu, que não bebia vinho tinto, só às vezes um branco, não pela sua qualidade mas pelo facto de o beber bem gelado, comecei há alguns meses a beber uns tintinhos. Garanto que foi conselho médico. Agora dou por mim a escolher vinhos para me deliciar aos almoços de sábados e domingos.

Ontem, por ocasião do lançamento do novo romance de Florival Lança, em Marvão, tive pela primeira vez o privilégio de visitar a adega familiar do Dr. Carlos Sequeira em São Salvador da Aramenha. Um espaço com história, um espaço de negócio, um espaço de paixão.

Vinhos que ali são produzidos por amor à tradição, por homenagem ao avô paterno e ao pai, Manuel Carlos. Uma paixão de Carlos Sequeira que honra a tradição familiar.

Provei e comprovei a qualidade dos vinhos ali produzidos. 

Obrigado pelo acolhimento e simpatia. 

"Desinfete, desinflame, cicatrize e não irrite, ilumine a nossa consciência, abra o nosso coração e nos dê temperança!"

06 novembro 2019

Novo romance de Florival Lança apresentado em Marvão (É Marvanense quem ama Marvão)

É já no próximo dia 08 de Novembro que Florival Lança apresenta o seu último romance.

Mais um romance que o autor faz questão de situar na zona de Marvão.

Não só é Marvanense quem nasce e vive em Marvão.

É Marvanense quem ama Marvão!

18 outubro 2019

XVI Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP no INATEL da Foz do Arelho

Aqui deixo notícia da CSS da CGTP-IN sobre a realização do seu Congresso.

A Corrente Sindical Socialista da CGTP vai organizar nos dias 26 e 27 de Outubro de 2019 o seu XVI Congresso no INATEL da Foz do Arelho.

Um Congresso subordinado ao tema:
CONTINUAR A DESENVOLVER SOCIALMENTE PORTUGAL, NUMA EUROPA PROGRESSISTA - POR UM MUNDO EM PAZ

Na CGTP-IN, reforçar o combate ao sectarismo - por um sindicalismo democrático, autónomo e reivindicativo

Um Congresso de especial importância pois antecede o da CGTP-IN a realizar em Fevereiro de 2020.

O Congresso é para todos os membros da Corrente, simpatizantes e militantes, e as inscrições decorrem até 21 de Outubro.

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN é a organização que agrupa delegados, dirigentes e activistas sindicais socialistas e independentes que desenvolvem a sua actividade no âmbito dos Sindicatos, Uniões e Federações da CGTP-IN e nos órgãos centrais da Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional.

04 outubro 2019

Eu voto no Partido Socialista


Não há conquistas sociais à esquerda sem o Partido Socialista.

Bem sei o que foram os governos do PS em que predominaram políticas apelidadas de direita.

Todos sabemos a decepção que essas políticas causaram nas pessoas. Creio mesmo, que se o PS tivesse em 2015, viabilizado um governo da direita, teria corrido o risco de desaparecer como aconteceu com outros Partidos Socialistas e Social Democratas por essa Europa fora.

Também sabemos que na área laboral a herança da legislação da direita dos governos PSD/CDS não foi abolida.

Mas o que foi feito de positivo supera em muito o negativo. Desde o salário mínimo, passando pelas pensões e manuais escolares, acabando naquela que é para mim a política pública mais importante desta governação: a redução dos preços dos passes sociais.

Valeu a pena o entendimento entre o PS, BE, PCP e os Verdes. Obrigado a António Costa por ter liderado este processo.

Espero que com ou sem maioria absoluta o PS não volte aos tempos das “políticas de direita”, até porque, como disse há dias Pedro Nuno Santos num programa televisivo, “o PS é um Partido de esquerda que tem uma minoria de direita”.

Domingo lá estarei em Marvão a votar na lista de candidatos do PS ao circulo eleitoral de Portalegre encabeçada pelo Luís Testa. O deputado que melhor representou o distrito nas últimas décadas.

03 outubro 2019

Sindicalistas Socialistas e Independentes da CGTP-IN apoiam Partido Socialista

Aqui deixo o Manifesto de apoio ao Partido Socialista que a Corrente Sindical Socialista da CGTP acabou de divulgar:


MANIFESTO DE APOIO
DOS SINDICALISTAS SOCIALISTAS E INDEPENDENTES DA CGTP-IN AO PARTIDO SOCIALISTA NAS ELEIÇÕES DE 6 DE OUTUBRO DE 2019

Para bem dos trabalhadores, é necessário que Portugal continue a desenvolver-se:
em 6 de Outubro vamos tod@s votar PS

O Governo PS vai ser avaliado nas próximas eleições pelos portugueses e portuguesas - o verídico final vai ser dado pelo Povo, democraticamente, em de 6.Outubro.

O Governo PS, sustentado na Assembleia da Republica pelo PCP, o Bloco de Esquerda e o PEV, parou e superou a política de austeridade que o PSD e o CDS implementaram em Portugal durante cinco anos e que provocou uma crise económica, um elevado desemprego, uma grande pobreza e, em geral, uma profunda regressão económica e depressão social.

O Governo PS realizou políticas publicas de que resultaram a recuperação de direitos sociais e laborais retirados pelo governo do PSD/CDS (como foi o caso, entre muitos outros, dos quatro feriados), a evolução dos rendimentos (particularmente do Salário Mínimo Nacional e de outros salários e de pensões) e a criação de novos direitos sociais (muito em especial o novo sistema de passes sociais).

O mais relevante é que estas políticas progressistas acompanharam em linha o crescimento económico, o aumento do PIB, a redução do desemprego e de recuperação face á União Europeia, contrariando em absoluto o fatalismo da Direita.

O Primeiro-ministro António Costa, ultrapassou a desesperança dos trabalhadores e reformados, provocadas pelo desemprego, a exclusão e as desigualdades criadas pelo Governo da Direita.

Com a sua acção politica, António Costa e o Governo do Partido Socialista contribuíram decisivamente para o ambiente global de Bem-estar que vivemos em Portugal, o que é ainda mais significativo perante o surgimento da extrema-direita populista na Europa e no Mundo.
O Governo PS e o Primeiro-ministro António Costa, com as politicas progressistas que realizaram em Portugal, demonstraram que existe um outro caminho possível e totalmente contrário ao realizado pela Direita, de generalização do empobrecimento económico e de um profundo retrocesso social.

Mas, se o Governo PS demonstrou que este é “o caminho” que é necessário trilhar, a verdade é que ainda falta muito “caminho para caminhar” – necessitamos de continuar no futuro o que o presente tem de positivo!

Os trabalhadores e as trabalhadoras:
  • Compreendem que os perigos e obstáculos políticos, de carácter conservador, neoliberal e populista continuam a existir a nível nacional, europeu e internacional, sendo necessário consolidar o que já foi realizado – e unicamente o Partido Socialista assegura esta consolidação;
  • Necessitam que os problemas sociais e laborais que ainda não puderam ser resolvidos nesta legislatura o sejam na próxima – e só um Governo do Partido Socialista o pode fazer;
  • Ambicionam que, em Portugal, se continue a efectivar políticas de crescimento económico e de progresso social - e apenas um Governo do Partido Socialista garante que tal sucederá;
  • Desejam que as graves assimetrias sociais que persistem na Sociedade portuguesa sejam solucionadas – e somente um governo do Partido Socialista o pode realizar;
  • Entendem que a União Europeia necessita urgentemente de um novo e forte impulso progressista, que afaste as políticas conservadoras e neoliberais predominantes nos últimos anos e combata decisivamente a extrema-direita populista – e apenas o Partido Socialista assegura a concretização deste objectivo;
  • Sabem que somente um político sério, inteligente, corajoso e progressista tem condições para enfrentar, com êxito, os enormes desafios que se colocam actualmente a Portugal e aos portugueses – e António Costa, Secretário-geral do PS e Primeiro-Ministro, já demonstrou ter estas características pessoais!
É por estas razões que os sindicalistas socialistas e independentes da CGTP-IN
MANIFESTAM TODO O SEU APOIO AO PARTIDO SOCIALISTAS NAS ELEIÇÕES DE 6 DE OUTUBRO e, certos de interpretar os sentimentos da larga maioria dos trabalhadores afirmam convictamente que,
EM 6 DE OUTUBRO, VAMOS TOD@S VOTAR
Partido Socialista,
PARA BEM DOS TRABALHADORES!

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

31 agosto 2019

Elsa Figueiredo e Maria da Luz Nogueira doaram espólios documentais à CGTP-IN

Aqui deixo notícia sobre doação de espólios documentais à CGTP-IN:

Elsa Figueiredo e Maria da Luz Nogueira doaram espólios documentais à CGTP-IN
© CGTP-IN/Jorge Caria
A 29 de Agosto de 2019, pelas 15h00, na sede da CGTP-IN, em Lisboa, Elsa Figueiredo e Maria da Luz Nogueira formalizaram a doação de dois acervos documentais a esta confederação sindical.

Elsa Figueiredo doou uma vasta colecção de recortes de imprensa e de boletins, circulares e outros documentos produzidos por sindicatos, federações, uniões e CGTP-IN que testemunham a actividade laboral e sindical nos vários sectores da economia portuguesa entre 1944 e 1997. Foi funcionária da biblioteca do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas e delegada sindical do CESP.

Maria da Luz Nogueira doou um conjunto de 24 números do Interjovem: Boletim da CGTP-IN para os Jovens publicados entre Dezembro de 1986 e Janeiro/Fevereiro de 1993. Maria da Luz participou na criação da Interjovem, em 1989, da qual foi coordenadora até 1992. A Interjovem é a organização de jovens trabalhadores da CGTP-IN responsável por dinamizar acções e iniciativas reivindicativas que promovam a melhoria das condições de trabalho e de vida dos jovens.

Na sessão em que Elsa Figueiredo e Maria da Luz assinaram os respectivos autos de doação, Fernando Gomes, membro da Comissão Executiva e do Secretariado do Conselho Nacional da CGTP-IN responsável pelo Centro de Arquivo e Documentação desta Central, apresentou ao público que enchia a sala uma breve nota biográfica das doadoras e abordou sucintamente o conteúdo e dimensão dos acervos em questão.

As antigas dirigente da Interjovem e funcionária da biblioteca do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas intervieram de seguida para contextualizarem o processo de constituição destes fundos documentais, salientando a importância de deixar testemunho, acessível a actuais e futuros dirigentes, funcionários e activistas sindicais, trabalhadores e sociedade em geral, do que foram períodos de luta e conquista de direitos fundamentais para os trabalhadores em Portugal, antes e depois da revolução de 25 de Abril de 1974.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, encerrou a sessão, sublinhando a importância destes acervos para a preservação, valorização e divulgação da memória do movimento sindical português junto dos trabalhadores e da sociedade em geral. Esta actividade de recolha de acervos que a CGTP-IN tem vindo a fazer no âmbito do seu Centro de Arquivo e Documentação, aliada ao restante trabalho em curso neste sector, contribui para, de forma mais sustentada e contextualizada, perspectivar o presente e o futuro da actividade sindical. Destacou ainda a coincidência de ambos os espólios terem em comum, nos documentos que os constituem, duas criações: a da Intersindical, em 1970, e a da Interjovem, em 1989, dois momentos marcantes na vida democrática e sindical do nosso país.

01 maio 2019

A minha intervenção no jantar de sindicalistas com Pedro Marques no Porto

A minha Intervenção, em nome da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, no jantar de sindicalistas socialistas e independentes com Pedro Marques, cabeça de lista do Partido Socialista às eleições europeias de 26 Maio, na Sala dos Despachantes da Alfândega do Porto que se realizou a 30 de Abril de 2019.

25 abril 2019

JANTAR DE SINDICALISTAS SOCIALISTAS COM PEDRO MARQUES

Segundo informação do Blogue da CSS da CGTP:

A Tendência Sindical do Partido Socialista, que integra a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, no âmbito das eleições europeias, promove um jantar de apoio ao Partido Socialista e à lista encabeçada por Pedro Marques.

Este jantar, comemora também o 1.º Maio, dia do trabalhador, e está aberto a sindicalistas socialistas e independentes da CGTP-IN que participam na actividade da CSS da CGTP-IN.

O Jantar realiza-se dia 30 de Abril, pelas 20 horas, na Sala dos Despachantes da Alfândega do Porto.

O Jantar tem um custo de 10 €, Para esclarecimentos e inscrições poderão usar o e-mail da CSS da CGTP-IN: (correntesindicalsocialista.cgtp@gmail.com)

20 dezembro 2018

Boas Festas

Com o Postal de Natal da minha Comissão de Trabalhadores, desejo a todas e todos umas festas felizes.

Bom ano 2019

16 novembro 2018

PROGRAMA RISCO E PREVENÇÃO DA RTP

Programa Risco e Prevenção da RTP onde, na qualidade de responsável pela Segurança e saúde no trabalho da CGTP-IN, tive oportunidade de participar e que foi para o ar a 12 de Novembro de 2018, na RTP3.

05 novembro 2018

A MINHA HOMENAGEM A MARIA GUINOT E A SUA PARTICIPAÇÃO NUM DUPLO LP DA CGTP-IN

Em 1986, Maria Guinot compôs "Homenagem às mães da Praça de Maio", nos dez anos do início da concentração das mulheres que, em Buenos Aires, exigiam saber dos filhos desaparecidos durante a ditadura militar argentina (1976-1983).

A canção foi incluída no duplo álbum da CGTP-Intersindical "Cem anos de Maio" e foi uma das 'bandeiras' do programa "Deixem Passar a Música", da RTP, no qual Maria Guinot foi acompanhada por José Mário Branco, que produziu e dirigiu a orquestra.

08 outubro 2018

Saramago recebeu o prémio nobel da literatura há vinte anos

Há vinte anos, a Academia Real das Ciências da Suécia atribuía o Prémio Nobel da Literatura a José Saramago.
Lembrar a atribuição do Prémio a Saramago é lembrar o escritor e a sua obra de génio, é homenagear a literatura. É recordar o homem e o escritor que evoca singularmente a causa e a obra dos que nem sempre figuram, com o devido destaque, nos livros de História e na memória colectiva.
O autor de Memorial do Convento sublinha-o em Cadernos de Lanzarote, nas palavras que recupera de uma comunicação que proferiu na biblioteca de Mafra: «A satisfação de estar vivo e de criar durante o pouco tempo que por cá andamos torna-se em autocomplacência mesquinha se de caminho olvidamos ou maltratamos a herança multímoda de quem antes de nós viveu e criou, fossem eles os ignorados operários de Mafra ou o arquitecto que desenhou a obra.»
A 14 de Outubro, mês em que lhe foi atribuído o Prémio Nobel, a CGTP-IN prestou-lhe singela homenagem no decurso de uma vigília em defesa da Segurança Social e contra a revisão da legislação laboral. A vigília decorreu no Terreiro do Paço e contou com a sua presença.
Renovamos hoje a nossa homenagem.
Obrigado, José Saramago!
08.10.2018
Departamento de Cultura e Tempos Livres da CGTP-IN
 

01 outubro 2018

INTERVENÇÃO DE FERNANDO GOMES NA SESSÃO COMEMORATIVA DO 48.º ANIVERSÁRIO DA CGTP-IN

ENCONTRO NACIONAL DE DELEGADOS, DIRIGENTES E ACTIVISTAS SINDICAIS
CINEMA SÃO JORGE, LISBOA
01.10.2018
Camaradas,
 
Assinalamos hoje os 48 anos desta central sindical.
 
São 48 anos com muita história, de muitas lutas, de muitas conquistas, de construção permanente e incansável da unidade dos trabalhadores em torno da afirmação dos seus direitos e dignidade.
 
Porque é dia de aniversário, nunca é demais sublinhar as agruras por que passaram aqueles que, arriscando a vida, ousaram defender os seus ideais, a democracia, a liberdade, o livre pensamento, a dignidade do ser humano, a unidade dos trabalhadores em torno de uma central sindical que os, que nos representasse, que desse voz às injustiças, que alavancasse a sua força e determinação em construir um país mais justo, mais igual, democrático, livre, sem o cutelo da exploração do Homem pelo Homem.
 
Nós, os que aqui estamos, sabemos que assim foi. Temos o dever de saber que assim foi, que assim deve ser. Temos o dever, todos os dias, nos locais de trabalho, nos sindicatos, nas federações, nas uniões, na CGTP-IN, onde quer que um trabalhador esteja presente, onde quer que a sua luta se apresente, de honrar este percurso, aqueles que perderam a vida a lutar por esta causa, aqueles que construíram este movimento sindical que hoje celebramos e honramos.
 
Pois é, camaradas, nós que aqui estamos sabemos, nós que aqui estamos devíamos saber.
E os que aqui não estão? Os trabalhadores no local de trabalho, outros dirigentes, activistas, delegados e funcionários sindicais, a sociedade em geral?

Não podemos, não devemos deixar que esta memória seja contada apenas por terceiros.
Temos de assumir claramente esta responsabilidade.
 
E como o podemos fazer?
 
Nos locais de trabalho, nos plenários, nas inúmeras sessões de formação que pontuam a actividade anual da estrutura sindical que aqui representamos, através de iniciativas culturais, desportivas e de ocupação dos tempos livres? Sim. Nestes e noutros fóruns, sempre que a ocasião o proporcione.
 
Mas não basta a memória dos que ajudaram a construir este movimento sindical, esta CGTP-IN. Muitos encontram-se aqui hoje. A sua memória é muito importante, sem dúvida. Mas é preciso registá-la. É preciso transcrevê-la. É preciso organizá-la. É preciso armazená-la. É preciso divulgá-la.
 
Não basta a memória dos que optam por partilhar, em livro ou noutros meios, o seu percurso, as suas experiências. Ao fazê-lo, é certo, estão também a falar do seu local de trabalho, do seu sector de actividade, dos trabalhadores e das suas lutas e conquistas neste âmbito, das estruturas sindicais em que militaram. Mas não basta. É preciso complementar esta informação.
 
Porque, caros e caras camaradas,
«A memória é um espelho velho, com falhas no estanho e sombras paradas: há uma nuvem sobre a testa, um borrão no lugar da boca, o vazio onde os olhos deviam estar. Mudamos de posição, ladeamos a cabeça, procuramos [...] recompor uma imagem que nos seja possível reconhecer como ainda nossa, encadeável com esta que hoje temos, quase já de ontem. A memória é também uma estátua de argila. O vento passa e leva-lhe, pouco a pouco, partículas, grãos, cristais. A chuva amolece as feições, faz descair os membros, reduz o pescoço. Em cada minuto, o que era deixou de ser, e da estátua não restaria mais do que um vulto informe, uma pasta primária, se também em cada minuto não fôssemos restaurando, de memória, a memória.»
 
Saberá boa parte dos camaradas que estou a citar José Saramago, nos seus Cadernos de Lanzarote. E conclui assim o seu pensamento, ainda sobre a memória:
«[...] pergunto-me que inquietante memória é a que às vezes me toma de ser eu a memória que tem hoje alguém que já fui, como se ao presente fosse finalmente possível ser memória de alguém que tivesse sido.»
 
Pelo que fica dito, talvez possamos dizer que é, pelo menos, prudente, que nos acautelemos e auxiliemos esta memória.
 
E como podemos contribuir para isso? 
  • . salvaguardando o património documental e museológico que as estruturas sindicais foram acumulando ao longo do seu período de actividade;
  • não eliminando este património às cegas, sem critérios bem claros e fundamentados, na azáfama de uma mudança de instalações, na pressa em libertar espaço para um novo gabinete ou uma máquina de café, no corrupio ou no entusiasmo de uma fusão, na ressaca de uma suspensão de actividade...
E de que património falamos?
Falamos do incorrectamente chamado “arquivo morto”, de cartazes, vídeos, fotos, medalhas, pins, pinturas, bandeiras, galhardetes e outras peças de natureza museológica, livros, boletins e folhetos editados pelos sindicatos, federações, uniões, entre outra documentação.
 
Aproveito para recordar que a CGTP-IN dispõe, desde 1975, de um Centro de Arquivo e Documentação e que, desde 2006, tem vindo a prestar especial atenção aos seus arquivos e espólio museológico, identificando, organizando, preservando, divulgando. E que poderá prestar apoio técnico na medida das suas possibilidades.
 
Seria fastidioso e talvez pretensioso enumerar o resultado do trabalho realizado desde então nesta área. Desafio-vos apenas a visitar o site do Centro de Arquivo e Documentação, através do site da CGTP-IN ou em cad.cgtp.pt.
 
Camaradas,
Na CGTP-IN, estamos determinados, apesar das inúmeras dificuldades, a dar continuidade a este trabalho.
 
Mas é preciso ir mais além.
A documentação até pode existir, algures em alguma cave húmida ou algum tórrido sótão, e ser valiosa e extensa. Mas se não a identificarmos, se não a organizarmos e não a preservarmos, é como se não existisse.
 
É, por isso, fundamental conhecer a realidade da estrutura sindical no que respeita ao seu património documental com valor histórico: que documentação existe, onde se encontra, em que condições se encontra, quais as suas dimensões.
 
É por isso, também, que estamos já há algum tempo a trabalhar para reunir este património no mesmo espaço, com a dignidade que merece, com as condições de organização e preservação adequadas e com a capacidade para permitir a sua consulta e promover a sua divulgação. Como é do conhecimento público, este espaço, que será o Espaço Memória – Centro de Arquivo, Documentação e Audiovisual da CGTP-IN, situar-se-á nas instalações das oficinas da antiga Fábrica da Mundet, no Seixal, numa parceria com a Câmara Municipal do Seixal que muito agradecemos!
 
Camaradas,

Este é um trabalho difícil, moroso, muitas vezes tão pouco compreendido e pouco visível; escasseiam recursos humanos, financeiros e materiais.
 
O que há em abundância é determinação e sentido de responsabilidade.
 
A alternativa é fiarmo-nos na memória, o tal “espelho velho”, a tal “estátua de argila” a que a equipara Saramago, e deixar que outros, fora do movimento sindical, contem como foi...
 
Não me parece que queiramos que outros contem como foi…
 
Identificar, organizar, preservar. É este o nosso desígnio, para transmitir às novas gerações a história desta central sindical.
 
Viva a CGTP-IN!
 
Fernando Gomes
Comissão Executiva e Secretariado do Conselho Nacional

27 setembro 2018

Comemorações do 5 de Outubro em Marvão

Comemorações do 5 de Outubro em Marvão na antiga Sala da Sessões do Tribunal de Marvão - Casa da Cultura.

Uma tertúlia com António Canêdo Berenguel, advogado, que na TSF conta histórias com mais de 100 anos, no programa "Histórias da Justiça".

A não perder!

11 setembro 2018

Segurança e Saúde no Trabalho em debate

A participar, em representação da CGTP, no seminário europeu sobre estratégias nacionais de segurança e saúde no trabalho a decorrer em Atenas, Grécia, aqui com a companheira da UGT España, Ana Garcia de la Torre.

29 agosto 2018

Vida nova...

1) A mudança correu bem;
2) Primeira noite a dormir em Massamá;
3) O Benfica passou à fase de grupos da Liga dos Campeões;

Afinal o dia correu bem!
Sejam felizes!!

10 agosto 2018

A CGTP E O CENTRO DE RELAÇÕES LABORAIS

Texto publicado no Blogue da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN e que aqui partilho:
 
"O EXPRESSO de 7-7-2018 publicou um interessante artigo da jornalista Rosa Pedroso Lima intitulado “Patrões ameaçam despedir CGTP”, sobre a decisão da CGTP-IN em não assumir a presidência do Centro de Relações Laborais (CRL). Como consequência, as confederações pretenderiam propor a saída da confederação sindical desta instituição, refere o artigo, que expõe também as (inacreditáveis) declarações de João Torres, dirigente da CGTP-IN, sobre o assunto.

Esta deliberação da CGTP-IN foi tomada contra a nossa opinião. Pior, esta é uma decisão contrária aos interesses dos trabalhadores e à estratégia confederal adoptada desde há muitos anos quanto à intervenção nas instituições de participação, informação e consulta.
Estas instituições, criadas nas Sociedades Democráticas para permitir a participação dos sindicatos, são espaços privilegiados de representação de interesses, de acesso a informações, de auscultação sobre temáticas relevantes e/ou de negociações de nível superior económico e social, conforme o respectivo estatuto. 

A sua composição tripartida, com empresários, governo e, consoante os casos, organizações da Sociedade Civil, fazem destas instituições importantes fóruns de influência e de visibilidade pública dos sindicatos.

Neste quadro, a CGTP-IN integra o Conselho Permanente de Concertação Social, o Comité Económico e Social, o Centro de Relações Laborais, em Portugal, e o Comité Económico e Social Europeu, em Bruxelas, entre várias outras, cada uma com atribuições próprias.
A participação da CGTP-IN nestas instituições (e noutras de igual composição e semelhante missão, como a Organização Internacional do Trabalho, OIT) tem um objectivo – defender os interesses de quem trabalha, de acordo com os seus princípios e valores, o seu quadro de análise e as suas propostas. 

Esta participação é um direito inquestionável – ser feita de “corpo inteiro” é um dever indiscutível! Ninguém pode impedir a participação da CGTP-IN nestas instituições - mas também esta não se pode eximir de assumir as responsabilidades que lhe competem!
Mesmo no Conselho Permanente de Concertação Social, se constatamos que o histórico da sua participação é de (quase) ausência de subscrição de Acordos de Concertação, verificamos, porém, que, ao longo dos anos e em todos os casos, sempre interveio activamente e apresentou argumentos para não os subscrever, fossem eles quais fossem - inclusivamente, no caso dos três últimos Acordos de Concertação sobre os aumentos do Salário Mínimo Nacional, que tão importantes têm sido para fazer progredir os rendimentos mínimos e médios do Trabalho!

A deliberação da CGTP-IN (e as declarações de João Torres, que demonstram uma inaceitável arrogância), prejudicam os interesses de quem trabalha. A melhor prova é que as confederações patronais as utilizaram imediatamente para tentar concretizar um seu velho objectivo – afastar a CGTP-IN destas instituições, por agora do CRL!
A CGTP-IN tem que assumir, de “corpo inteiro” a responsabilidade da sua participação no CRL - chegado o momento de assumir a respectiva presidência, deve-o fazer com todo o respeito aos interesses de quem trabalha e à instituição em que participa por direito próprio!
O saudoso Manuel Lopes afirmava: “A CGTP-IN está em todos os locais para defender os trabalhadores – desde os locais de trabalho até ás instituições. A CGTP-IN está em todos os locais em que os outros estão mas está também num local onde mais ninguém está a não ser a CGTP-IN - o do campo do conflito sindical”. 

Recusar o exercício da presidência do CRL expressa exclusivamente uma deriva esquerdista e inconsequente da maioria dos dirigentes da CGTP-IN – coerentemente, nós vamos continuar a defendê-lo!"
Carlos Trindade
Fernando Gomes
Fernando Jorge
Carlos João Tomás
Vivalda Silva
Jornal Expresso, edição de 21 de Julho de 2018

17 julho 2018

Marvão: leituras ao entardecer

A terminar o livro, Os Romanov, vol. 2: Declínio, de Simon Sebag Montefiore, neste paraíso que é Marvão. Curiosamente, segundo o autor, no dia em que passam 100 anos sobre o assassinato do Czar Nicolau II e da sua família (17.07.1918-17.07.2018).