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19 julho 2016

METRO DE QUALIDADE PRECISA-SE

Avaria de comboio na linha amarela, perturbações na linha verde.

Ainda estamos a viver as consequências dos cortes e ataques aos direitos dos trabalhadores das empresas de transporte feitos pelo Governo PSD/CDS.

Só tinham um intuito. Enfurecer os utentes dos transportes públicos para justificarem a entrega a privados. 

O Governo do PS, com o apoio do BE, PCP e PEV, reverteu as concessões aos privados, mas agora é hora de garantir transportes públicos de qualidade. 

É hora de ter noção que em dias de eventos especiais e em horários específicos é preciso reforçar o número de carruagens a circular. 

19 junho 2016

Marcha em defesa da escola pública...

Decorreu ontem a Marcha em defesa da escola pública com a concentração e algumas intervenções a decorrerem no Marquês de Pombal e o desfile a realizar-se até ao Rossio.

Uma marcha que serviu para afirmar princípios em defesa da escola pública. Os colégios privados são complementares e não substitutos do ensino público. Quem quer escolher um colégio privado, tem que pagar, pois o Estado garante uma rede de ensino público de qualidade e universal que promove a igualdade.

A Marcha contou com a participação da CGTP-IN.

Estiveram também presentes muitos dirigentes sindicais da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN que depois de terem participado a 17 e 18 de Junho no Curso de Verão da Escola Sindical do Instituto Ruben Rolo fizeram questão de participar na Marcha.
Foto de Henrique Borges
Foto de Henrique Borges
Foto de Henrique Borges
Foto de Henrique Borges

01 maio 2016

FELIZ DIA DO TRABALHADOR

Se em tantos dias festivos, desejamos tudo e mais alguma coisa aos outros, hoje, neste dia do trabalhador, desejo a todas e todos um feliz dia.

25 abril 2016

25 ABRIL SEMPRE

25 de Abril, sempre, e em todo o lado. Não só onde as hipocrisias o permitem. 

Por isso presto homenagem aos povos, aos trabalhadores e trabalhadoras, que não vivem em plena liberdade e a todos os que são oprimidos, nomeadamente, aos activistas Angolanos, do Tibete, Palestina, Síria e Líbia. Entre outros...

Viva o 25 Abril

21 dezembro 2015

SINDICALISTAS SOCIALISTAS DA CGTP DEFENDEM ACORDO SOBRE AUMENTO SMN

APOIAMOS CONVICTAMENTE O AUMENTO DO SALÁRIO MINIMO NACIONAL (SMN) PARA 530 €
ESTE É O PRIMEIRO PASSO PARA ALCANÇARMOS OS SEISCENTOS EUROS

No âmbito da Comissão Permanente Concertação Social (CPCS) está em debate um aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) para 530 euros a partir de 1 de Janeiro de 2016 proposto pelo Governo de António Costa.

O aumento de 25 euros mensais (dos actuais 505 euros para os 530 euros) representa um incremento de 4.95%.

A reivindicação da CGTP-IN, que apoiamos, é que o SMN tenha o valor de 600 euros.

Este é o primeiro passo do Governo do Partido Socialista para se vir a concretizar o valor de 600 euros.

É fundamental que as confederações patronais assumam este aumento para 530 euros a partir de 1 de Janeiro e, sem dramas, resistências ou chantagens, o cumpram.

A forma como este aumento for acordado e aplicado terá naturalmente consequências positivas na concretização das próximas negociações na Concertação Social para os futuros aumentos plurianuais, até alcançarmos o SMN de 600 euros.

Com a participação de todos e sem a exclusão de ninguém, integrada numa estratégia global de negociação, a Concertação Social é um factor de progresso social.

Por isto, apoiamos convictamente o aumento do Salário Mínimo Nacional para 530€ e a celebração de um Acordo nesse sentido.

Este processo tem, porém, um factor negativo, porque toca no princípio da sustentabilidade financeira da Segurança Social – referimo-nos à continuação, em 2016, da medida de excepção da redução em 0,75 pontos percentuais da TSU das empresas para os trabalhadores que auferem o SMN.

Contudo, este factor negativo, que reivindicamos desde já que seja eliminado definitivamente em 2016, não nos impede de considerar globalmente positivo este aumento do SMN e que a sua concretização, projectando o futuro, seja fixada num Acordo de Concertação Social.


O SMN de 600 euros vem a caminho!
Sector têxtil, onde predomina o salário mínimo nacional

20 novembro 2015

CGTP-IN SAÚDA A APROVAÇÃO, NO PARLAMENTO, DOS PROJECTOS QUE PERMITEM A ADOPÇÃO POR CASAIS DO MESMO SEXO

Comunicado de Imprensa n.º 060/15

A CGTP-IN saúda a aprovação pela Assembleia da República dos vários projectos que reconhecem aos casais do mesmo sexo a possibilidade de acesso à adopção, pondo termo a uma situação que não só discrimina as pessoas em função da sua orientação sexual, como põe em causa o direito de muitas crianças a uma família e a uma parentalidade positiva.

O reconhecimento legal da parentalidade de pessoas do mesmo sexo significa o reconhecimento de que o desejo e a capacidade para a parentalidade nada têm a ver com a orientação sexual: Trata-se de um passo da mais extrema importância para a conquista da plena igualdade de direitos e para a concretização dos direitos fundamentais das pessoas com outra orientação sexual, que vai contribuir para a melhor protecção das crianças já hoje criadas por estas mesmas pessoas e simultaneamente abrir a muitas crianças institucionalizadas mais e melhores oportunidades de virem a ser integradas numa família.

Saudações Sindicais,
Fernando Gomes 
Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN
Departamento de Igualdade e Combate às Discriminações

14 julho 2015

DEBATE, LGBT - VIVÊNCIAS E DIREITOS

Está a decorrer nos jardins da Sede Nacional do Partido Socialista um debate sobre vivências e direitos LGBT.

O debate é moderado pela Deputada do Partido Socialista, Isabel Moreira, e tem como oradores/as Gustavo Briz, da Rede Ex-aequo, Margarida Lima de Faria e Maria da Luz Góis da AMPLOS e Paulo Corte-Real da ILGA Portugal.

O encerramento do debate estará a cargo de Wanda Guimarães, Secretária Nacional para o Trabalho do Partido Socialista.

01 maio 2015

GREVE DOS TRABALHADORES DO PINGO DOCE DE CASTELO DE VIDE

Neste 1.º de Maio, dia do trabalhador, nada como saber que os trabalhadores e trabalhadoras do Pingo Doce de Castelo de Vide estão em greve lutando pelos seus direitos. 

Em resposta a empresa está a violar a lei da greve com a substituição dos grevistas. 

Cabe-nos a nós consumidores ter uma atitude solidariedade não frequentando estes tipo de estabelecimento comercial por violação do direito dos trabalhadores.

Os trabalhadores, organizados no âmbito do CESP - Sindicato Comércio e Serviços de Portugal (CGTP-IN), encontram-se concentrados à porta do Pingo Doce.

15 setembro 2014

35 ANOS DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (1979-2014)

Assinala-se hoje, 15 de Setembro de 2014, o 35.º aniversário do SNS-Serviço Nacional de Saúde.

Instituído pela Lei n.º 56/79, de 15 de Setembro, o SNS criou uma rede de órgãos e serviços prestadores de cuidados de saúde a toda a população, através da qual o Estado salvaguarda o direito à protecção da saúde. O acesso é garantido a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica e social.

A criação do SNS está associada a um Governo de coligação liderado pelo Partido Socialista cujo Ministro era António Arnaut, ainda hoje conhecido como o pai do Serviço Nacional de Saúde.

Como referia António Arnaut por ocasião do 30.º aniversário, em 2009, "Há 30 anos, 90% das unidades e dos profissionais de saúde estavam no Litoral, 80% dos quais em Lisboa, Porto e Coimbra, e o resto do País era uma mancha negra que não tinha nada, a não ser as misericórdias e um ou outro médico".

Como sabemos, esta é uma das principais componentes do Estado Social, construído após o 25 de Abril, que este Governo neoliberal do PSD/CDS está a destruir.

Cabe-nos a nós a defesa intransigente do Serviço Nacional de Saúde. Por isso reafirmo, é melhor acabarmos com este Governo do PSD/CDS antes que este "desgoverno" acabe com o País.
Fotografia © Carlos Jorge Monteiro/Global Imagens

28 abril 2014

POSIÇÃO DA CGTP-IN SOBRE O DIA 28 DE ABRIL: DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO E SEGURANÇA NO TRABALHO

Num momento em que todas as políticas públicas apontam para a desvalorização do trabalho e dos trabalhadores, a CGTP-IN considera particularmente importante a comemoração de todos os eventos e datas que, tal como a que hoje assinalamos, têm a sua génese na dignificação do trabalho, dos trabalhadores e dos seus direitos.

O direito à prestação de trabalho em condições de segurança e saúde é um direito laboral fundamental, que está a ser constantemente posto em causa pelas condições de trabalho hoje oferecidas aos trabalhadores, que, pressionados pelo espectro do desemprego e do empobrecimento, se vêem forçados a tudo aceitar. A precariedade dos vínculos laborais, o aumento do tempo de trabalho e a redução dos tempos de descanso, a intensificação dos ritmos de trabalho, em paralelo com o desinvestimento na formação e qualificação e na prevenção dos riscos profissionais são tudo factores que contribuem para um retrocesso visível nesta área essencial para a humanização do trabalho e para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

Neste tempo de profundo retrocesso social e económico, a prevenção dos riscos profissionais e a promoção da segurança e saúde dos trabalhadores tendem, novamente, a ser vistas como um “luxo” que acarreta custos que as empresas não podem, alegadamente, suportar, determinando também nesta matéria um recuo de vários anos, ao tempo em que os riscos laborais e as suas consequências – acidentes e doenças profissionais – eram vistos como uma inevitabilidade acerca da qual pouco ou nada havia a fazer.

É claro que, como qualquer actividade humana, o trabalho envolve riscos, mas tais riscos podem e devem ser eliminados, evitados ou reduzidos ao mínimo mediante o desenvolvimento de determinadas actividades orientadas para esse fim – as actividades de prevenção de riscos profissionais, que são o campo privilegiado do combate à sinistralidade e à morbilidade no trabalho.

Neste contexto, a CGTP-IN considera inaceitável os retrocessos em matéria de segurança e saúde no trabalho (SST) e de prevenção de riscos profissionais, principalmente considerando que Portugal é, desde há muito (e continua a ser), um dos países da UE com mais elevadas taxas de sinistralidade e de morbilidade laboral e, por outro lado, um país onde o desenvolvimento das áreas da prevenção e da saúde e segurança no trabalho tem sido particularmente lento, com avanços e recuos marcantes, que condicionam decisivamente a concretização deste direito fundamental dos trabalhadores.

No entanto, as políticas anti-sociais e anti-laborais que o Governo do PSD/CDS tem vindo a adoptar estão a provocar uma degradação progressiva das condições de trabalho e a relegar para um plano muito secundário a adopção de medidas de prevenção dos riscos profissionais e de promoção da segurança e saúde no trabalho.

Desde logo, o claro desinvestimento público em segurança e saúde no trabalho é um sinal claro da pouca importância que este Governo lhe atribui.

Neste aspecto, assume particular relevo a paralisação da actividade da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) – entidade à qual compete, além da fiscalização do cumprimento das normas laborais e sancionamento da sua violação, a promoção de “formação especializada nos domínios de segurança e saúde no trabalho” e o desenvolvimento de “acções de sensibilização, informação e aconselhamento no âmbito das relações de trabalho”. Efectivamente, a redução progressiva dos meios humanos, técnicos e financeiros ao dispor da ACT está a impedir esta entidade de desempenhar cabalmente as suas funções em todas as áreas, incluindo a da prevenção dos riscos profissionais. Nomeadamente, a diminuição das verbas orçamentadas para a ACT está a colocar em causa, entre outras actividades, a realização de campanhas de informação e sensibilização relativas à Segurança e Saúde no Trabalho e a continuidade do Programa Operacional de Apoio à promoção da Segurança e Saúde no Trabalho.

Em segundo lugar, a recente revisão do Regime Jurídico para a Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho no sentido do aligeiramento e/ou supressão de algumas das obrigações dos empregadores em matéria de segurança e saúde no trabalho em nada contribui para a melhoria das condições de trabalho e da prevenção dos riscos profissionais, e configura-se como mais um indicador para as empresas de que esta é uma área de menor importância na qual podem deixar de investir.

Igualmente denunciadora da atitude complacente deste Governo em matéria de segurança e saúde dos trabalhadores tem sido a sua conduta relativamente à presença do amianto em edifícios públicos e às suas consequências para a saúde quer dos trabalhadores, quer dos utilizadores desses mesmos edifícios públicos.

Apesar das muitas notícias e informações relativas à presença de amianto em vários edifícios públicos, incluindo escolas, e do registo de um número inusitadamente elevado de casos de cancro entre os trabalhadores de alguns deles, o Governo tem demonstrado uma passividade quase criminosa perante este grave problema de saúde pública, não dando mostras de pretender solucionar o problema com a rapidez e urgência impostas pelo facto de a saúde de inúmeros trabalhadores e cidadãos estar a ser posta diariamente em risco, com potenciais efeitos irreparáveis a longo prazo.      

Neste quadro particularmente gravoso, a CGTP-IN considera que é mais importante do que nunca celebrar este Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho, assinalando a importância fundamental do direito de todos a trabalhar em condições que garantam a sua saúde e segurança e contribuam para a dignificação do trabalho e dos trabalhadores, sem esquecer que este Dia é também dedicado à memória de todos aqueles que perderam a vida no trabalho ou por causa do trabalho, mortes tantas vezes evitáveis e cujo número será sempre excessivo.

A CGTP-IN reafirma ainda a sua profunda convicção de que a persistência da luta dos trabalhadores por melhores condições de vida e de trabalho será a força decisiva para a inversão da actual situação de degradação das condições de trabalho e de desvalorização do trabalho e, nesse sentido, este dia é para nós, também, mais um dia de luta pela concretização e afirmação dos direitos dos trabalhadores e, neste caso particular, do direito à segurança e saúde no trabalho.

E com esta finalidade de continuação da luta, a CGTP-IN reafirma mais uma vez as seguintes reivindicações:

  • Reforço da ACT, dotando-a dos meios humanos, técnicos e financeiros adequados e indispensáveis ao desempenho cabal das suas funções em matéria de SST, nomeadamente, com o reforço de 50 novos inspectores em cada ano, de 2014 a 2017;
·         Valorização do papel dos parceiros sociais, em particular dos sindicatos, assumindo a sua importância na denúncia e combate a práticas laborais que, para além de representarem uma ofensiva grave à dignidade do ser humano nos locais de trabalho, constituem, também, práticas danosas que, em muitos aspectos, prejudicam a imagem e a competitividade económica das nossas empresas;
·         Articulação da actuação da ACT com o Ministério Público, no sentido de responsabilizar aqueles que, ilegal e imoralmente, continuam a violar os mais básicos direitos humanos nos locais de trabalho;
·         Reestruturação do sistema estatístico de acidentes de trabalho e de doenças profissionais;
·         Elaboração de plano e implementação de medidas para o efectivo rastreio e notificação das doenças profissionais;
·         Valorização da contratação colectiva como instrumento essencial também na área da segurança e saúde no trabalho;

·         Revisão do actual processo de eleição dos Representantes dos Trabalhadores para a SST, agilizando-o e simplificando-o, de modo a facilitar a realização dos processos eleitorais.

14 abril 2014

SESSÃO ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA "EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES"

A sessão de encerramento da Conferência “em defesa da segurança social pública - a questão das pensões”, dirigida por António Lima do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços do Minho, teve as intervenções de Henrique Sousa, grupo de trabalho sobre Segurança Social do Congresso Democrático das Alternativas e António Avelãs, presidente do SPGL, em nome da Comissão Promotora.

 


Uma conferência que discutiu, que teve contraditório e que assume que apresentará os resultados da discussão.


Henrique Sousa, grupo de trabalho sobre Segurança Social do Congresso Democrático das Alternativas



António Avelãs, presidente do SPGL, em nome da Comissão Promotora

EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES: VÍDEOS DO PAINEL 2

No painel II, “sustentabilidade do sistema público de pensões”, moderado por Ulisses Garrido, sindicalista e director da Formação no Instituto Sindical Europeu, assistimos à intervenção de José António Vieira da Silva, economista e professor universitário; José Luís Albuquerque, economista e investigador da Segurança Social e Pedro Nogueira Ramos, economista e professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

José António Vieira da Silva, economista e professor universitário


José Luís Albuquerque, economista e investigador da Segurança Social


Pedro Nogueira Ramos, economista e professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES: VÍDEOS DO PAINEL 1

Aqui ficam os vídeos das intervenções do Painel 1 da Conferência "EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES", organizada por 19 sindicatos da CGTP-IN, UGT e Independentes, realizada a 05 de Abril de 2014. Esta sessão foi dirigida por Mário Jorge Neves, médico e dirigente da FNAM.

José Barrias, ex-director do Centro Nacional de Pensões


Maria Clara Murteira, professora universitária

OS VÍDEOS DA CONFERÊNCIA: EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES: SESSÃO DE ABERTURA

Aqui ficam os vídeos das intervenções da Sessão de abertura da Conferência "EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES", organizada por 19 sindicatos, da CGTP-IN, UGT e Independentes, realizada a 05 de Abril de 2014. Esta sessão foi dirigida pela Maria de Fátima Carvalho, Presidente da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores dos Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro.

Sérgio Monte, secretário-geral do SITRA, em nome da Comissão Promotora


Manuel Campos, sindicalista da IG Metall (Fundação Friedrich Ebert)


Ricardo Paes Mamede, professor de Economia Política no ISCTE-IUL

05 abril 2014

SESSÃO DE ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA, EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIALPÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES

Um intenso dia de debates com uma elevada participação e um conjunto excepcional de intervenções que a todos os presentes fornecem ferramentas para a luta que é necessário fazer.

Salientar a presença de Catarina Catarina Albergaria em representação oficial da UGT e de delegações da APRE e dos Precários e Inflexíveis.

Esta sessão foi moderada pelo António Lima do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços do Minho. Interveio também Henrique Sousa, coordenador do grupo de trabalho sobre Segurança Social do Congresso Democrático das Alternativas e António Avelãs, do SPGL, em nome da Comissão Promotora. 

2.º PAINEL DA CONFERÊNCIA EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES

Continua a decorrer a conferência, com o 2.º Painel: SUSTENTABILIDADE DO SISTEMA PÚBLICO DE PENSÕES 

Ulisses Garrido, ex-dirigente da CGTP-IN e actual Director da Formação do Instituto Sindical Europeu (ETUI) é o moderador deste painel, que conta com as intervenções de José António Vieira da Silva, economista e professor universitário; José Luís Albuquerque, economista e investigador da segurança social e Pedro Nogueira Ramos, economista e professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. 

CONFERÊNCIA: EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES

Uma conferência oportuna, abrangente, com sindicatos da CGTP-IN, UGT e Independentes, que discutem com especialistas em diversas áreas. 

A conferência contou na sessão de abertura com a moderação de Maria Fátima Carvalho do Sindicato dos Trabalhadores dos Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro, com a intervenção de Sérgio Monte do SITRA; de Manuel Campos da IG METALL Alemanha e Ricardo Pais Mamede, professor de economia política no ISCTE-IUL.

Painel I - ARQUITECTURA E PRINCÍPIOS DO SISTEMA PÚBLICO DE PENSÕES 

Neste painel, durante a manhã, interveio José Barrias, ex-director do Centro Nacional Pensões e Maria Clara Murteira, professora universitária. Contou com a moderação do médico e dirigente da FNAM Mário Jorge Neves.

É em torno de questões concretas que a unidade na acção faz sentido, é precisa, pois só assim poderemos combater esta política e este governo que destrói pessoas, famílias e o país. 

Uma conferência organizada para discutir as pensões. Interessa aos pensionistas e reformados mas também aos trabalhadores no activo. 

É portanto um assunto que a todos e todas diz respeito, mas há quem teime em afunilar em vez de alargar a sua influência. Há que sair das zonas conforto pois só assim serviremos com eficácia os trabalhadores e trabalhadoras e a população em geral.

17 janeiro 2014

ISABEL MOREIRA: CO-ADOPÇÃO: TRÊS RAZÕES PARA SE VOTAR CONTRA UM REFERENDO


SE A ÉTICA PARLAMENTAR PREVALECER, A RESOLUÇÃO DEVE SER CHUMBADA

Esta sexta-feira, a Assembleia da República (AR) vai votar uma resolução inédita: propõe a realização de um referendo nacional sobre a coadoção em casais do mesmo sexo e a adoção por casais do mesmo sexo.

Se a ética parlamentar prevalecer, esta resolução deve ser chumbada. E por três razões facilmente apreensíveis: 1) trata-se de um expediente assente na deslealdade parlamentar e não na convicção; 2) a resolução que propõe o referendo é ilegal; 3) seria um precedente ético que, se acolhido pela AR, inverteria a lógica de reconhecimento de direitos fundamentais a minorias.

Começando pela primeira razão, não houve nenhuma falha no único processo legislativo em curso (o da coadoção), antes pelo contrário, que decorreu até à marcação da respetiva votação final global sem se ouvir uma sugestão de referendo. O projeto de referendo deu subitamente entrada no dia 22 de Outubro de 2013, cinco meses, cinco meses (!), depois da aprovação, no dia 17 de Maio de 2013, na generalidade, do projeto de lei sobre a coadoção.

Foi constituído um grupo de trabalho (GT) – o que não é obrigatório –, para que o processo na especialidade fosse particularmente exigente. Durante quase dois meses, os trabalhos decorreram sem se ouvir uma sugestão de referendo. O GT cumpriu a sua função ouvindo entidades e recolhendo depoimentos escritos de todas as áreas científicas e sociais relevantes. Todas as audições e toda a documentação recolhida foram disponibilizadas online, para que não só os deputados, como também os cidadãos, pudessem seguir os trabalhos. Mais de um mês de audições sem se ouvir uma sugestão de referendo.

Ao longo dos meses em questão, houve amplo debate na sociedade. Hoje, dado o material recolhido, só de má-fé pode afirmar-se que os deputados não têm condições de tomar uma decisão informada. Iniciada a nova sessão legislativa, foi decidido por unanimidade que a votação da coadoção teria lugar no dia 25 de Novembro, sem se ouvir uma sugestão de referendo.

Dias antes da votação democrática final, foi apresentado este projeto de resolução. Os seus proponentes apareceram do nada, como se nada se tivesse passado, afastando a democracia representativa em nome de um referendo sobre duas matérias distintas, tão distintas que uma foi chumbada duas vezes (adoção) e uma foi aprovada na generalidade (coadoção), momentos em que os agora inimigos súbitos da democracia representativa não se coibiram de participar na mesma, votando, sem uma sugestão de referendo.

Moral da história: há quem queira um referendo consoante o ocorrido na votação na generalidade, e não por consciência, ou teriam falado mais cedo. Esquecem a lealdade devida ao trabalho desenvolvido na especialidade por deputados do PSD, do PS, do CDS, do PCP e do BE; esquecem a lealdade devida às instituições e personalidades a quem a AR solicitou a participação nos trabalhos; esquecem, assim, a lealdade devida à AR. Esquecem as famílias concretas a quem se criou a convicção de que haveria uma votação final global, aprovando ou não a coadoção, mas que haveria essa votação. Isto não é um comportamento democrático.

A segunda razão para se votar contra esta resolução reside no facto de a mesma ser ilegal: a falta de convicção substituída por uma lógica antiparlamentar levou ao esquecimento da própria lei. Querem referendar duas matérias ao mesmo tempo, que são distintas, o que não é permitido pela lei orgânica do referendo, que restringe a sua possibilidade a uma única matéria. Mais: dá-se a invulgar situação de se propor um referendo sobre duas matérias quando só uma delas tem um processo legislativo em curso, o da coadoção. Isto diz tudo acerca do súbito apego ao referendo aliado ao desprezo pela própria lei.

Em terceiro lugar, esta resolução deve ser chumbada por representar um precedente ético perigosíssimo. Esperamos que seja a última vez que se defende o referendo de direitos fundamentais de minorias; esperamos que a AR não se demita de decidir democraticamente questões complexas que envolvem dificuldades práticas e emocionais na vida de cidadãs e de cidadãos; esperamos que a AR não fique na história como tendo aderido ao argumento que sempre tentou travar o evoluir dos direitos humanos, esse mítico consenso social, alegado para negar os direitos dos negros e das mulheres; esperemos que a AR não dê um sinal de cruzada contra uma pretensa democracia enfraquecida de países que discutiram e votaram direitos de minorias nas respetivas casas da democracia; esperemos que prevaleça o respeito institucional entre todos nós, entre todos os grupos parlamentares, entre todos os deputados, contra, a favor ou numa posição de abstenção, mas que votaram no dia 17 de Maio e que trabalharam muito na especialidade para que, mais uma vez, em votação final, cada um e cada uma vote livremente. Mas sem manchas na consciência quanto ao processo legislativo decorrido de forma exemplar.

Isabel Moreira
Deputada do PS
Jornal "O Público"
16.01.2014