30 abril 2014

SINDICALISTAS SOCIALISTAS DA CGTP-IN E UGT JUNTOS A COMEMORAR O 1.º MAIO COM ANTÓNIO JOSÉ SEGURO

Vai decorrer amanhã, pelas 12 horas na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, um encontro organizado pelo Partido Socialista, com os sindicalistas da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN e da Tendência Sindical Socialista da UGT que visa comemorar o 1.º Maio.

O Encontro, "Sindicalistas pela Mudança", contará com as intervenções de Carlos Trindade, Carlos Silva, Francisco Assis e António José Seguro.

Mais tarde, pelas 14:30 horas, os Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN estarão a partir das 14:30 h no Martim Moniz para integrarem o desfile que decorrerá até à Alameda e transformar as comemorações dos 40 anos do primeiro 1.º Maio em Liberdade no maior desfile de sempre. 

Todos e todas ao 1.º Maio da CGTP-IN. Em defesa das conquistas de Abril.
Encontro de Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN e UGT pela mudança comemorativo do primeiro maio

29 abril 2014

40 ANOS DO PRIMEIRO 1.º MAIO EM LIBERDADE

O tradicional desfile da CGTP-IN comemorativo do 1.º Maio reveste-se este ano de grande importância. Comemoram-se os 40 anos do primeiro 1.º Maio em Liberdade.
Como habitualmente o desfile decorre entre o Martim Moniz, de onde sairá pelas 14:30 horas, e a Alameda.
A luta de ontem continua a ser a luta de hoje. A valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras, a luta por uma vida melhor.
Não faltes!

Desfile com saída do Martim Moniz pelas 14:30 horas.

28 abril 2014

POSIÇÃO DA CGTP-IN SOBRE O DIA 28 DE ABRIL: DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO E SEGURANÇA NO TRABALHO

Num momento em que todas as políticas públicas apontam para a desvalorização do trabalho e dos trabalhadores, a CGTP-IN considera particularmente importante a comemoração de todos os eventos e datas que, tal como a que hoje assinalamos, têm a sua génese na dignificação do trabalho, dos trabalhadores e dos seus direitos.

O direito à prestação de trabalho em condições de segurança e saúde é um direito laboral fundamental, que está a ser constantemente posto em causa pelas condições de trabalho hoje oferecidas aos trabalhadores, que, pressionados pelo espectro do desemprego e do empobrecimento, se vêem forçados a tudo aceitar. A precariedade dos vínculos laborais, o aumento do tempo de trabalho e a redução dos tempos de descanso, a intensificação dos ritmos de trabalho, em paralelo com o desinvestimento na formação e qualificação e na prevenção dos riscos profissionais são tudo factores que contribuem para um retrocesso visível nesta área essencial para a humanização do trabalho e para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

Neste tempo de profundo retrocesso social e económico, a prevenção dos riscos profissionais e a promoção da segurança e saúde dos trabalhadores tendem, novamente, a ser vistas como um “luxo” que acarreta custos que as empresas não podem, alegadamente, suportar, determinando também nesta matéria um recuo de vários anos, ao tempo em que os riscos laborais e as suas consequências – acidentes e doenças profissionais – eram vistos como uma inevitabilidade acerca da qual pouco ou nada havia a fazer.

É claro que, como qualquer actividade humana, o trabalho envolve riscos, mas tais riscos podem e devem ser eliminados, evitados ou reduzidos ao mínimo mediante o desenvolvimento de determinadas actividades orientadas para esse fim – as actividades de prevenção de riscos profissionais, que são o campo privilegiado do combate à sinistralidade e à morbilidade no trabalho.

Neste contexto, a CGTP-IN considera inaceitável os retrocessos em matéria de segurança e saúde no trabalho (SST) e de prevenção de riscos profissionais, principalmente considerando que Portugal é, desde há muito (e continua a ser), um dos países da UE com mais elevadas taxas de sinistralidade e de morbilidade laboral e, por outro lado, um país onde o desenvolvimento das áreas da prevenção e da saúde e segurança no trabalho tem sido particularmente lento, com avanços e recuos marcantes, que condicionam decisivamente a concretização deste direito fundamental dos trabalhadores.

No entanto, as políticas anti-sociais e anti-laborais que o Governo do PSD/CDS tem vindo a adoptar estão a provocar uma degradação progressiva das condições de trabalho e a relegar para um plano muito secundário a adopção de medidas de prevenção dos riscos profissionais e de promoção da segurança e saúde no trabalho.

Desde logo, o claro desinvestimento público em segurança e saúde no trabalho é um sinal claro da pouca importância que este Governo lhe atribui.

Neste aspecto, assume particular relevo a paralisação da actividade da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) – entidade à qual compete, além da fiscalização do cumprimento das normas laborais e sancionamento da sua violação, a promoção de “formação especializada nos domínios de segurança e saúde no trabalho” e o desenvolvimento de “acções de sensibilização, informação e aconselhamento no âmbito das relações de trabalho”. Efectivamente, a redução progressiva dos meios humanos, técnicos e financeiros ao dispor da ACT está a impedir esta entidade de desempenhar cabalmente as suas funções em todas as áreas, incluindo a da prevenção dos riscos profissionais. Nomeadamente, a diminuição das verbas orçamentadas para a ACT está a colocar em causa, entre outras actividades, a realização de campanhas de informação e sensibilização relativas à Segurança e Saúde no Trabalho e a continuidade do Programa Operacional de Apoio à promoção da Segurança e Saúde no Trabalho.

Em segundo lugar, a recente revisão do Regime Jurídico para a Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho no sentido do aligeiramento e/ou supressão de algumas das obrigações dos empregadores em matéria de segurança e saúde no trabalho em nada contribui para a melhoria das condições de trabalho e da prevenção dos riscos profissionais, e configura-se como mais um indicador para as empresas de que esta é uma área de menor importância na qual podem deixar de investir.

Igualmente denunciadora da atitude complacente deste Governo em matéria de segurança e saúde dos trabalhadores tem sido a sua conduta relativamente à presença do amianto em edifícios públicos e às suas consequências para a saúde quer dos trabalhadores, quer dos utilizadores desses mesmos edifícios públicos.

Apesar das muitas notícias e informações relativas à presença de amianto em vários edifícios públicos, incluindo escolas, e do registo de um número inusitadamente elevado de casos de cancro entre os trabalhadores de alguns deles, o Governo tem demonstrado uma passividade quase criminosa perante este grave problema de saúde pública, não dando mostras de pretender solucionar o problema com a rapidez e urgência impostas pelo facto de a saúde de inúmeros trabalhadores e cidadãos estar a ser posta diariamente em risco, com potenciais efeitos irreparáveis a longo prazo.      

Neste quadro particularmente gravoso, a CGTP-IN considera que é mais importante do que nunca celebrar este Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho, assinalando a importância fundamental do direito de todos a trabalhar em condições que garantam a sua saúde e segurança e contribuam para a dignificação do trabalho e dos trabalhadores, sem esquecer que este Dia é também dedicado à memória de todos aqueles que perderam a vida no trabalho ou por causa do trabalho, mortes tantas vezes evitáveis e cujo número será sempre excessivo.

A CGTP-IN reafirma ainda a sua profunda convicção de que a persistência da luta dos trabalhadores por melhores condições de vida e de trabalho será a força decisiva para a inversão da actual situação de degradação das condições de trabalho e de desvalorização do trabalho e, nesse sentido, este dia é para nós, também, mais um dia de luta pela concretização e afirmação dos direitos dos trabalhadores e, neste caso particular, do direito à segurança e saúde no trabalho.

E com esta finalidade de continuação da luta, a CGTP-IN reafirma mais uma vez as seguintes reivindicações:

  • Reforço da ACT, dotando-a dos meios humanos, técnicos e financeiros adequados e indispensáveis ao desempenho cabal das suas funções em matéria de SST, nomeadamente, com o reforço de 50 novos inspectores em cada ano, de 2014 a 2017;
·         Valorização do papel dos parceiros sociais, em particular dos sindicatos, assumindo a sua importância na denúncia e combate a práticas laborais que, para além de representarem uma ofensiva grave à dignidade do ser humano nos locais de trabalho, constituem, também, práticas danosas que, em muitos aspectos, prejudicam a imagem e a competitividade económica das nossas empresas;
·         Articulação da actuação da ACT com o Ministério Público, no sentido de responsabilizar aqueles que, ilegal e imoralmente, continuam a violar os mais básicos direitos humanos nos locais de trabalho;
·         Reestruturação do sistema estatístico de acidentes de trabalho e de doenças profissionais;
·         Elaboração de plano e implementação de medidas para o efectivo rastreio e notificação das doenças profissionais;
·         Valorização da contratação colectiva como instrumento essencial também na área da segurança e saúde no trabalho;

·         Revisão do actual processo de eleição dos Representantes dos Trabalhadores para a SST, agilizando-o e simplificando-o, de modo a facilitar a realização dos processos eleitorais.

27 abril 2014

JUNTAR FORÇAS É PRECISO, 25 DE ABRIL SEMPRE

Jantar organizado pelo Congresso Democrático das Alternativas "Juntar forças é preciso, 25 de Abril sempre

Dizem-nos que não há alternativa. Que a austeridade é perpétua.
Que é preciso empobrecer. Que a desigualdade é natural.
Que é preciso comer e calar. Que quem não quiser, vá embora.
Que é proibido assustar os mercados.
Que se suspenda o futuro, a cidadania e, se preciso for,
a democracia.

40 anos depois do 25 de Abril,
este é o discurso de um poder determinado em proceder ao ajuste de contas com esse
«dia inicial inteiro e limpo» de que nos fala Sophia.
40 anos depois, é preciso
«incendiar de astros e canções as pedras do mar,
o mundo e os corações», como no canto do poeta José Gomes Ferreira.

Erguer a voz. Sempre e sempre resistir. Não desistir.
Juntar forças, soltar amarras, construir pontes.
E assim erguer as alternativas
que cumpram a estrada da democracia que Abril abriu.


JANTAR
cantina velha da cidade universitária
quarta-feira, 30 abril 2014, 19h30

INTERVENÇÕES
MÁRIO SIMÕES TELES militar de Abril
SOFIA ROQUE investigadora/bolseira
EDUARDO PAZ FERREIRA professor universitário

23 abril 2014

Em reunião do Conselho de Administração do IEFP: Informação mensal do mercado de emprego

A propaganda do governo fascista do PSD/CDS tem passado para a sociedade a diminuição do desemprego como um feito assinalável da sua governação.

A seguir, os papagaios do costume, replicam a mensagem transformando uma mentira numa verdade conveniente.

Nada melhor do que analisar os dados e perceber que infelizmente a diminuição se dá devido às medidas de apoio do IEFP, que não são empregos, são programas para amortecer as consequências do desemprego.

Vejamos então os dados:

No final de Março de 2014 havia 689.825 desempregados registados nos centros de emprego do IEFP, uma diminuição de 6,1% face ao mês homólogo e de 1,6% face ao mês anterior.

Se juntarmos os 161.371 desempregados ocupados (em contractos emprego-inserção, estágios e formação profissional), o desemprego chega a 851.196 indivíduos, mais 23.095 (+2,8%) que há um ano.
Dados do desemprego registado e desempregados ocupados

E mesmo este número está aquém da verdadeira dimensão do desemprego pois não inclui os desempregados desencorajados e os desempregados sem acesso a prestações de desemprego (mais de metade) que já nem se inscrevem nos centros de emprego, nem tão pouco a emigração que está a aumentar, ultrapassando os níveis da década de 60 do séc. XX.

Em 2011 e 2012 saíram do país mais de 220 mil portugueses por motivo de emigração, aos quais se juntaram mais 100 mil em 2013.

Deu para perceber a mentira que nos querem vender?

É preciso acabar com este governo do PSD/CDS que destrói pessoas, famílias e o país.

Posição da CGTP-IN sobre o relatório do FMI e a 12ª avaliação da troika

CGTP-IN LUTARÁ CONTRA O NOVO PACOTE LABORAL E O TERRORISMO SOCIAL DO GOVERNO E DA TROIKA

Numa semana em que se comemoram os 40 anos do 25 de Abril, o relatório do FMI confirma que o Governo do PSD-CDS se prepara para promover um novo atentado contra os direitos laborais e sociais dos trabalhadores dos sectores público e privado. As medidas agora divulgadas são demonstrativas de uma submissão confrangedora e de uma ingerência grosseira que se condena e repudia.

São inaceitáveis e antidemocráticos os ataques ao Tribunal Constitucional, os recados e pressões sobre os partidos políticos, os ataques à contratação colectiva, a exigência do embaratecimento do despedimento ilícito, a insistência numa nova redução da retribuição, a ofensiva contra os pensionistas e reformados, mais despedimentos sob a capa de rescisões na Administração Pública.

Esta é uma postura ditatorial que faz tábua rasa dos direitos fundamentais dos povos e das Constituições que os regem, procurando transformar Portugal e outros países do Sul da Europa como novas colónias do século XXI.

Entre os compromissos estabelecidos pelo Governo com a troika, nas costas do povo, e que constam da Carta de Intenções de 28 de Março, destacam-se:

A “reforma das pensões” para as fazer baixar de novo, através da ligação do valor da pensão a factores económicos e demográficos, o que confirma serem verdadeiras as notícias antes consideradas pelo Primeiro-Ministro como “especulativas”;

A reforma dos salários (“tabela única”) e dos suplementos remuneratórios na Administração Pública, com vista a uma nova redução da retribuição;

A redução da indemnização por despedimento ilícito, o que significa premiar os patrões e os empregadores que violam as leis (procurando “embrulhar” esta medida, por razões tácticas, na discussão sobre o cumprimento do acordo sobre o salário mínimo nacional e a respectiva reposição do poder de compra);

A suspensão de convenções colectivas, a aceleração dos prazos para a caducidade e as restrições à extensão dos contratos colectivos a pretexto do argumento hipócrita da “revitalização” da contratação colectiva, quando a troika e o Governo sabem que foi a sua intromissão ilegítima no direito de contratação colectiva que levou ao seu bloqueio quase total nos últimos anos;  

O novo programa de despedimentos, apresentados como rescisões na Administração Pública quando, já depois disso, a Ministra das Finanças disse exactamente o oposto;

A denominada “reforma do Estado”, com o objectivo de reconfigurar o papel do Estado, transformando-o em mínimo para o povo e máximo para os grupos económicos e financeiros.

Estamos assim perante o que o FMI denomina de “nova fase de reformas” e que se traduz em um novo pacote laboral para os trabalhadores dos sectores público e privado e mais medidas para a fragilização da Administração Pública e o enfraquecimento dos serviços públicos. Num momento em que se celebram os 40 anos do 25 de Abril, a CGTP-IN considera esta atitude como de provocação aos trabalhadores, ao povo e ao país e uma nova declaração de guerra à Constituição da República Portuguesa.

Os documentos agora divulgados mostram também que afinal foi o Governo que solicitou a extensão do programa da troika até final de Junho, quando antes a sua finalização fora demagogicamente apresentada pelo Vice-Primeiro-Ministro para Maio, a pretexto da recuperação da soberania. Ao fazê-lo, o Governo apostou claramente em tentar esconder dos trabalhadores esta nova agressão contra os seus direitos laborais e sociais, antes das eleições do dia 25 de Maio, para o Parlamento Europeu. Os dados, os factos e os números confirmam que com esta política, o tratado orçamental e os juros agiotas a que o País é sujeito, a saída pela via dos “mercados” ou de um programa cautelar, terá como consequência a perpetuação dos cortes e mais sacrifícios para os trabalhadores e as suas famílias.

No momento em que se celebram 40 anos da conquista da liberdade, da democracia e direitos sociais e civilizacionais, a CGTP-IN tudo fará para combater e derrotar esta política desumana, de revanchismo social, de crescente autoritarismo, de culpabilização dos trabalhadores, dos jovens e dos desempregados e de estigmatização social dos idosos, dos pensionistas e dos reformados.

Nunca como hoje foi tão gritante o contraste entre os ideais – de liberdade, de dignidade, de justiça social, de progresso, de direitos sociais – que Abril e Maio simbolizam e a realidade de uma governação que tão brutalmente as contradiz e sistematicamente as põe em causa.

Lutar para acabar com a política de direita e mudar de política e de Governo é um imperativo de todos quantos se identificam com os valores de Abril e pugnam por uma política de esquerda e soberana que coloque o país no rumo do desenvolvimento, do progresso e justiça social.

A participação massiva nas Manifestações do 25 de Abril e do 1º de Maio da CGTP-IN é o próximo passo de uma luta que é de todos e para todos. Pela defesa dos direitos dos trabalhadores, das novas gerações, do futuro do Portugal de Abril.
Reunião entre a troika e os parceiros sociais sobre a 12.ª avaliação do memorando de entendimento

14 abril 2014

SESSÃO ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA "EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES"

A sessão de encerramento da Conferência “em defesa da segurança social pública - a questão das pensões”, dirigida por António Lima do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços do Minho, teve as intervenções de Henrique Sousa, grupo de trabalho sobre Segurança Social do Congresso Democrático das Alternativas e António Avelãs, presidente do SPGL, em nome da Comissão Promotora.

 


Uma conferência que discutiu, que teve contraditório e que assume que apresentará os resultados da discussão.


Henrique Sousa, grupo de trabalho sobre Segurança Social do Congresso Democrático das Alternativas



António Avelãs, presidente do SPGL, em nome da Comissão Promotora

EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES: VÍDEOS DO PAINEL 2

No painel II, “sustentabilidade do sistema público de pensões”, moderado por Ulisses Garrido, sindicalista e director da Formação no Instituto Sindical Europeu, assistimos à intervenção de José António Vieira da Silva, economista e professor universitário; José Luís Albuquerque, economista e investigador da Segurança Social e Pedro Nogueira Ramos, economista e professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

José António Vieira da Silva, economista e professor universitário


José Luís Albuquerque, economista e investigador da Segurança Social


Pedro Nogueira Ramos, economista e professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES: VÍDEOS DO PAINEL 1

Aqui ficam os vídeos das intervenções do Painel 1 da Conferência "EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES", organizada por 19 sindicatos da CGTP-IN, UGT e Independentes, realizada a 05 de Abril de 2014. Esta sessão foi dirigida por Mário Jorge Neves, médico e dirigente da FNAM.

José Barrias, ex-director do Centro Nacional de Pensões


Maria Clara Murteira, professora universitária

OS VÍDEOS DA CONFERÊNCIA: EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES: SESSÃO DE ABERTURA

Aqui ficam os vídeos das intervenções da Sessão de abertura da Conferência "EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES", organizada por 19 sindicatos, da CGTP-IN, UGT e Independentes, realizada a 05 de Abril de 2014. Esta sessão foi dirigida pela Maria de Fátima Carvalho, Presidente da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores dos Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro.

Sérgio Monte, secretário-geral do SITRA, em nome da Comissão Promotora


Manuel Campos, sindicalista da IG Metall (Fundação Friedrich Ebert)


Ricardo Paes Mamede, professor de Economia Política no ISCTE-IUL

13 abril 2014

11 abril 2014

FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE MARVÃO – CARTA ABERTA AO MAESTRO POPPEN

Aqui deixo, por subscrever inteiramente, esta carta aberta da autoria de Luísa Assis, Miguel Teotónio Pereira e Vera Assis Fernandes.

"Maestro:

Goethe escreveu: “[a música] é completamente forma e conteúdo e eleva e enobrece tudo quanto exprime” (“Os anos de viagem de Wilhelm Meister”).

A música, como toda a Arte, como toda a actividade humana, não escapa à polémica e à controvérsia. Mas, dada a natureza que lhe foi assinalada por Goethe, mesmo na controvérsia ela é universalmente aceite como uma linguagem universal. Os séculos são testemunha dessa qualidade da música. Essa mesma qualidade, como de igual modo os séculos sempre foram testemunha eloquente, é causa de uma outra qualidade da música: ela promove a união – a união das comunidades e dos povos –, mas também a união do indivíduo consigo próprio, e a união do indivíduo com o outro indivíduo. Na sua “imaterialidade”, a música teve sempre força bastante para vencer os particularismos, fossem eles históricos, geográficos ou étnicos. A música enobrece, porque reconcilia e resgata, eleva, porque liga e une. Quando a música desunir e aviltar, quando for instrumento de dominação ou de arrogância, ela trair-se-á a si mesma.

As pedras de Marvão são lindas, as paisagens encantadoras. Se isso é verdade, é porque elas vivem num contexto humano. As pedras e as paisagens de Marvão são mais obra das mulheres e dos homens do que de Deus. A paisagem humana é a maior riqueza de Marvão. As pedras são consequência desta, e é só graças a ela que brilham. Quem a ela não for sensível, das pedras e da Natureza só poderá ter aquela visão que se tem das coisas mortas. E desperdiçará a grande oportunidade: a de se incluir, harmoniosamente, nessa grande harmonia. Como as coisas mortas, pôr-se-á a si próprio de fora, tal uma excrescência. Ora, essa fatalidade está proibida a um espírito musical, que verdadeiramente o seja.

“Toda a música não é mais do que uma sucessão de impulsos que convergem para um definitivo ponto de repouso”. Esta frase é extraída da segunda das seis lições proferidas por Stravinsky na Universidade de Harvard. Como seria belo que o Festival Internacional de Música programado para Marvão para os finais de Julho deste ano pudesse ser ele próprio um “ponto de repouso” de um conjunto de actividades – de “impulsos” – de dinamização e de animação musicais que para ele convergissem! Actividades locais, ligando e unindo colectividades populares, associações, organismos juvenis. Seria talvez pedir muito. Mas seria talvez pedir muito aos homens, não à música. Esta, enobrecendo, seria enobrecida.

A população de Marvão foi totalmente arredada da preparação daquele Festival. Mas verdadeiramente lamentável é o facto de a sua presença nesse festival não ser, aparentemente, desejada. O cartaz que há cerca de um mês por todo o lado (espaços públicos, cafés, etc), em Marvão, em Castelo de Vide, e noutros locais, promove o Festival, é totalmente escrito em inglês – nem uma só palavra na língua “nativa”. Ou seja: aparentemente, o Festival destina-se exclusivamente a “estrangeiros”.

Sereis o primeiro a reconhecê-lo: nunca o povo de Marvão fez qualquer distinção entre “nativos” e “estrangeiros”. Essa distinção é agora introduzida a propósito de um Festival de Música, e é introduzida por quem se sente em Marvão como em sua própria casa, porque foi esse o espírito com que foi acolhido. Pergunte-se a si próprio: tal cartaz seria tolerado no vosso país?

Esse cartaz constitui uma ofensa ao povo de Marvão, mas isso não é tudo; constitui uma ofensa ao povo português, mas isso não é tudo; constitui uma ofensa às organizações locais e nacionais que acolheram e viabilizaram o Festival, mas ainda isso não é tudo; constitui, acima de tudo, uma ofensa à própria Música, à essência da Música. Em síntese: constitui uma ofensa ao Festival, porque este Festival de Música está a ser promovido por um cartaz que é, basicamente, antimusical.

Não avaliamos o grau dessa ofensa porque em tudo o que diga respeito à Arte não há ofensas mínimas e máximas; em Arte, qualquer ofensa, mínima que pareça, é máxima. Qualquer espírito musical, que verdadeiramente o seja, facilmente o reconhecerá.

Maestro:

Em Maio de 1906 um outro poeta de língua alemã – Rilke – escreveu uma dolorosa carta ao seu venerado Mestre – Rodin –, em qual carta o Poeta tentou desagravar uma ofensa que teria sofrido daquele. No final dessa carta, escreveu: “Nós estávamos de acordo em que há uma justiça imanente na vida, justiça essa que se cumpre lentamente mas sem falta; é nessa justiça que eu ponho toda a minha esperança”.

Por nosso lado, esperamos dos homens a reparação da ofensa que motivou a presente carta; todavia, em caso de não ser suficiente a grandeza dos homens para que isso aconteça, estamos certos de que as pedras de Marvão serão o garante de que, tarde ou cedo, essa reparação se cumprirá.

Respeitosamente,

Marvão, 9 de Abril de 2014

Luísa Assis
Miguel Teotónio Pereira

Vera Assis Fernandes"

10 abril 2014

BENFICA -AZ ALKMAAR

No Benfica - AZ Alkmaar com a Liliana a ver um jogo do Benfica pela primeira vez no Estádio da Luz, em que o Benfica ganhou por 2 a 0, passando às meias finais da Liga Europa.
No Benfica - AZ Alkmaar com a Liliana a ver um jogo do Benfica pela primeira vez no Estádio da Luz, em que o Benfica ganhou por 2 a 0, passando às meias finais da Liga Europa.
No Benfica - AZ Alkmaar com a Liliana a ver um jogo do Benfica pela primeira vez no Estádio da Luz, em que o Benfica ganhou por 2 a 0, passando às meias finais da Liga Europa.
No Benfica - AZ Alkmaar com a Liliana a ver um jogo do Benfica pela primeira vez no Estádio da Luz, em que o Benfica ganhou por 2 a 0, passando às meias finais da Liga Europa.
No Benfica - AZ Alkmaar com a Liliana a ver um jogo do Benfica pela primeira vez no Estádio da Luz, em que o Benfica ganhou por 2 a 0, passando às meias finais da Liga Europa.
No Benfica - AZ Alkmaar com a Liliana a ver um jogo do Benfica pela primeira vez no Estádio da Luz, em que o Benfica ganhou por 2 a 0, passando às meias finais da Liga Europa.

09 abril 2014

O PÓS TROIKA EM DISCUSSÃO ENTRE O GOVERNO E A CGTP-IN

Está a decorrer na residência oficial do Primeiro-Ministro uma reunião entre o governo e a CGTP-IN para uma discussão sobre o pós Troika. 

Passados três anos o Produto Interno Bruto (PIB) diminuiu 5,7%, ou seja, o governo do PSD/CDS reduziu a riqueza criada no país em 8,5 milhões de euros por dia. 

A pobreza generaliza-se. Com o rendimento mediano de 2009, a taxa de pobreza atinge em 2012 uma taxa de 24,7%, o que significa que um quarto da população vivia com menos de 434 euros mensais. Com os cortes de 2013 e 2014 a pobreza aumentará ainda muito mais. 

O desemprego é insustentável. A política do Governo do PSD/CDS originou 665 mil novos desempregados entre 2011-2013. A taxa desemprego jovem atingiu 37,7%, máximos históricos e incomportáveis para a sustentabilidade social e económica do país.

Em 2011 e 2012 saíram do país mais de 220 mil pessoas, 190 mil jovens altamente qualificados, com graves consequências na capacidade produtiva nacional, presente e futura, na aceleração do envelhecimento da população e na base de financiamento do sistema social.

Todos sabemos e sentimos o efeito dos cortes de salários e pensões. Então como é que o país está melhor?? Alguém me diz??

É preciso acabar com este ciclo de destruição do país, das pessoas e das famílias.  
Reunião entre o governo e a CGTP-IN para uma discussão sobre o pós Troika.

08 abril 2014

A LUTA CONTINUA, CGTP-IN NA RUA

Concentração da CGTP-IN no Saldanha e cujo percurso será até ao ministro do emprego e solidariedade social. 

É preciso lutar pelo aumento do salário mínimo nacional, pela publicação portarias extensão e pelo reforço meios humanos e financeiros da Autoridade para as condições de Trabalho (ACT). 

05 abril 2014

SESSÃO DE ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA, EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIALPÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES

Um intenso dia de debates com uma elevada participação e um conjunto excepcional de intervenções que a todos os presentes fornecem ferramentas para a luta que é necessário fazer.

Salientar a presença de Catarina Catarina Albergaria em representação oficial da UGT e de delegações da APRE e dos Precários e Inflexíveis.

Esta sessão foi moderada pelo António Lima do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços do Minho. Interveio também Henrique Sousa, coordenador do grupo de trabalho sobre Segurança Social do Congresso Democrático das Alternativas e António Avelãs, do SPGL, em nome da Comissão Promotora. 

2.º PAINEL DA CONFERÊNCIA EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES

Continua a decorrer a conferência, com o 2.º Painel: SUSTENTABILIDADE DO SISTEMA PÚBLICO DE PENSÕES 

Ulisses Garrido, ex-dirigente da CGTP-IN e actual Director da Formação do Instituto Sindical Europeu (ETUI) é o moderador deste painel, que conta com as intervenções de José António Vieira da Silva, economista e professor universitário; José Luís Albuquerque, economista e investigador da segurança social e Pedro Nogueira Ramos, economista e professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. 

CONFERÊNCIA: EM DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL PÚBLICA - A QUESTÃO DAS PENSÕES

Uma conferência oportuna, abrangente, com sindicatos da CGTP-IN, UGT e Independentes, que discutem com especialistas em diversas áreas. 

A conferência contou na sessão de abertura com a moderação de Maria Fátima Carvalho do Sindicato dos Trabalhadores dos Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro, com a intervenção de Sérgio Monte do SITRA; de Manuel Campos da IG METALL Alemanha e Ricardo Pais Mamede, professor de economia política no ISCTE-IUL.

Painel I - ARQUITECTURA E PRINCÍPIOS DO SISTEMA PÚBLICO DE PENSÕES 

Neste painel, durante a manhã, interveio José Barrias, ex-director do Centro Nacional Pensões e Maria Clara Murteira, professora universitária. Contou com a moderação do médico e dirigente da FNAM Mário Jorge Neves.

É em torno de questões concretas que a unidade na acção faz sentido, é precisa, pois só assim poderemos combater esta política e este governo que destrói pessoas, famílias e o país. 

Uma conferência organizada para discutir as pensões. Interessa aos pensionistas e reformados mas também aos trabalhadores no activo. 

É portanto um assunto que a todos e todas diz respeito, mas há quem teime em afunilar em vez de alargar a sua influência. Há que sair das zonas conforto pois só assim serviremos com eficácia os trabalhadores e trabalhadoras e a população em geral.