29 janeiro 2016

Perfeito de Carvalho: um sindicalista da Primeira República (1908-1922)


Notícia publicada no site da CGTP-IN:


SAM 1340
A CGTP-IN lançou ontem, dia 28 de Janeiro, no auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, o livro intitulado Perfeito de Carvalho: um sindicalista da Primeira República (1908-1922), da autoria de Francisco Canais Rocha.

A obra apresentada tem como protagonista Francisco Perfeito de Carvalho (1893-1958). Tipógrafo de profissão, surge na actividade sindical com 15 anos e nela se destacaria como um dos mais notáveis sindicalistas da Primeira República. Autodidacta e personagem multifacetada, Perfeito de Carvalho não foi apenas um distinto sindicalista dos gráficos, mas também uma figura de relevo do jornalismo, da cultura operária e da política neste período (1908-1922).
O autor do livro, Francisco Canais Rocha, celebraria 86 anos neste mês de Janeiro. Foi o primeiro coordenador da CGTP-IN após o 25 de Abril, um activo combatente antifascista, dinamizador da luta sindical, com participação diversificada na vida associativa local, além da sua importante actividade como historiador do movimento operário e sindical.
Na cerimónia de lançamento da obra, perante um auditório quase lotado, intervieram o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, o membro da Comissão Executiva desta confederação responsável pelo departamento de Cultura e Tempos Livres, Fernando Gomes; o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, a vereadora da Cultura desta edilidade, Elvira Sequeira; e Maria Manuela Canais Rocha, representando a família de Canais Rocha. Paulo Sucena, autor do prefácio, apresentou o livro.
A obra está à venda no Instituto Bento de Jesus Caraça (IBJC), pelos preços de 10,00€, para o MSU, e de 12,00€, para o público em geral.
Contactos: sandra.mendes@ibjc.pt | marta.curto@cgtp.pt | 21 323 65 00

26 janeiro 2016

APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE FRANCISCO CANAIS ROCHA

No mês em que Francisco Canais Rocha celebraria 86 anos, a CGTP-IN homenageia o combatente antifascista, dinamizador da luta sindical e primeiro Coordenador da CGTP-IN, após o 25 de Abril de 1974.

Sindicalista empenhado na construção e afirmação do projecto sindical da CGTP-IN, Francisco Canais Rocha teve uma forte participação na vida associativa local e uma importante actividade como historiador do Movimento Operário e Sindical.

Neste quadro, a CGTP-IN lançará, no próximo dia 28, no auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, cidade em que nasceu Canais Rocha, o seu livro intitulado Perfeito de Carvalho: um sindicalista da Primeira República (1908-1922).

Francisco Perfeito de Carvalho (1893-1958), tipógrafo de profissão, surge na actividade sindical com 15 anos e nela se destacaria como um dos mais destacados sindicalistas da Primeira República. Autodidacta e personagem multifacetada, Perfeito de Carvalho não foi apenas um destacado sindicalista dos gráficos, mas também uma figura de relevo do jornalismo, da cultura operária e da política neste período (1908-1922).

24 janeiro 2016

No 118.º aniversário da restauração do Concelho, Marvão necessita de um novo 24 de Janeiro

Informação prestada pelo PS Marvão:

O ciclo de 10 anos de governação do PSD em Marvão está esgotado. O Concelho está estagnado e sem estratégia. É necessário um “novo” 24 de Janeiro para que se devolva a esperança no desenvolvimento do Concelho.

No 118.º aniversário da restauração do Concelho de Marvão, não tendo havido qualquer evento ou manifestação oficial por parte da Câmara Municipal, nem sequer no seu site, o Partido Socialista lembra, mais uma vez, a importância desta data, para o concelho, para a sua população e para o seu futuro.

Há um ano, o PS lembrou os desafios que o Executivo PSD tinha pela frente. A falta de compromisso com os Marvanenses, o final de ciclo do actual Presidente e a total ausência de ideias novas que têm votado ao retrocesso o Concelho de Marvão.

A menos de dois anos das próximas eleições autárquicas, os Marvanenses sabem quem esteve sempre do lado de todos os Marvanenses, sem exclusões e com propostas inovadoras para o futuro de Marvão.

É preciso construir uma alternativa, o mais abrangente possível, que inverta a queda do nosso Concelho e devolva a esperança de um futuro melhor a todos quantos vivem e trabalham no Concelho.

21 janeiro 2016

NUNO TEOTÓNIO PEREIRA FALECEU, PORTUGAL PERDEU UMA REFERÊNCIA ÉTICA, MORAL E POLITICA FUNDAMENTAL

Informação prestada pelo Blogue da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN:


Faleceu Nuno Teotónio Pereira.

Homem integro e de fé, profissionalmente realizado e reconhecido pelos seus pares, Nuno Teotónio Pereira teve um empenhamento total na luta por um Mundo Novo no qual exista Justiça Social e os seres humanos tenham uma vida digna.

Neste projecto de vida, Nuno Teotónio Pereira colocou a sua inteligência e dedicação e empenhou todas as suas capacidades e conhecimentos. 

Estas características pessoais e esta disponibilidade estava sempre presente nas suas acções mas sempre cerzida com a sua fé – por isso, está no cerne da constituição dos designados “católicos progressistas” e da importância social e politica que esta sensibilidade religiosa teve durante décadas em Portugal.

Primeiramente contra a Ditadura fascista e a Guerra Colonial, em que a sua participação e empenhamento deu um contributo indispensável para a Revolução do 25 de Abril e a Liberdade.

Em seguida, depois do 25 de Abril, em que se empenhou politicamente, sendo um dos fundadores do então MES – Movimento da Esquerda Socialista.

A sua personalidade e activismo influenciou decisivamente os movimentos católicos e, muitos dos militantes que neles participavam, foram contagiados pela sua visão da fé e do Mundo.

A CGTP-IN é tributária deste movimento e, por esta razão, da própria acção de Nuno Teotónio Pereira.

Em particular na década de sessenta do século passado e aquando da sua fundação, em 1 de Outubro de 1970, os sindicalistas católicos progressistas estiveram na primeira linha da defesa dos direitos dos trabalhadores e da luta anti-fascista. Muitos participaram nas acções e lutas então existentes e, inclusive, integraram as direcções dos sindicatos da época.

O exemplo mais relevante deste movimento é o de Manuel Correia Lopes, presidente da Direcção do então Sindicato dos Lanifícios de Lisboa, que foi um dos sindicatos fundadores da Intersindical em 1970, e que durante muitos anos foi membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, até à sua morte, em 15 de Maio de 1999.

Este papel de Nuno Teotónio Pereira era incontestado e por todos reconhecido e respeitado – por isso ele foi um dos oradores no primeiro 1º. Maio em Liberdade, logo em 1974.

Nuno Teotónio Pereira, em época recente, aderiu ao Partido Socialista. 

Com a morte de Nuno Teotónio Pereira, Portugal perdeu uma referência ética, moral e política fundamental!

A Corrente Sindical Socialista presta sentida homenagem ao Homem de fé, ao militante anti-fascista e ao cidadão empenhado cujo exemplo guardaremos na memória. 

À família enlutada a CSS da CGTP-IN endereça as suas condolências.

Paz à sua alma!
Lisboa, 20 e Janeiro de 2016

O Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN

19 janeiro 2016

Faleceu António de Almeida Santos, Presidente Honorário do Partido Socialista

Nota de pesar que consta do Blogue da Concelhia de Marvão do Partido Socialista:

Subscrevendo a nota emitida pela Comissão Permanente do Partido Socialista, a Comissão Política Concelhia do PS de Marvão, dá conhecimento da mesma e associa-se a todos quantos neste momento evocam a vida e obra de Almeida Santos.


Nota de pesar do PS

O Partido Socialista manifesta a sua profunda consternação e choque com a notícia da morte do nosso querido camarada e presidente honorário, António de Almeida Santos.

Portugal perdeu um príncipe da sua Democracia e os socialistas sofreram uma perda irreparável.

Combatente desde sempre pelos valores da Democracia, nos tempos da ditadura e depois do 25 de Abril, António de Almeida Santos granjeou a admiração e o respeito, não apenas de amigos e camaradas, mas também dos adversários políticos, devido à enorme elevação e ao humanismo sempre demonstrados no exercício dos mais variados cargos públicos que desempenhou ao longo de uma vida tão preenchida e tão ativa até ao fim.

A sua muito distinta capacidade tribunícia fez dele um terrível adversário da ditadura, também na defesa de presos políticos, designadamente em Moçambique, e depois do 25 de Abril um parlamentar incomparável, tendo-o demonstrado como deputado, presidente do Grupo Parlamentar do PS e, mais tarde, como um notável presidente da Assembleia da República, cargo que moldou como ninguém.

Foi – como jurista de exceção - o artífice de uma parte substancial da malha legislativa no dealbar da Democracia portuguesa, contribuindo decisivamente para a construção do Estado de Direito Democrático no nosso país. Na sua ação fez da capacidade de diálogo, da consensualização e da concertação política – sem abdicar da firmeza das suas ideias - uma verdadeira arte e uma das suas imagens distintivas.

Ministro dos primeiros quatro governos provisórios (viria ainda a fazer parte do VI), desempenhou um papel crucial nas negociações com os movimentos de libertação das antigas colónias portuguesas com vista à sua independência. Viria ainda a ser ministro de três governos constitucionais liderados por Mário Soares.

Presidente do Partido Socialista entre 1992 e 2011, cargo que exerceu sempre de forma exemplar, merecendo o apoio e o carinho de todos os socialistas, foi eleito em Congresso como presidente honorário, numa justa e unânime homenagem a alguém capaz de reunir um conjunto de qualidades dificilmente igualável. Um verdadeiro príncipe da Democracia, que perdurará na memória de todos.

O seu contributo para a construção da Democracia em Portugal, os relevantíssimos serviços prestados ao seu Partido e ao seu País, fazem dele uma figura de referência inesquecível para todos os socialistas, em particular, e para os democratas em geral.

Neste momento de tanto pesar para todos os socialistas, o PS apresenta as suas mais sentidas condolências à família do nosso querido camarada Almeida Santos, associando-se à sua dor, que é também a nossa.

A Comissão Permanente do Partido Socialista deu instruções para que a bandeira do PS seja colocada a meia-haste nas nossas sedes até ao final das cerimónias fúnebres do nosso presidente honorário.

Lisboa, 19 Janeiro 2016
Foto de José da Costa Velho
Foto de José da Costa Velho