31 julho 2015

Aquilo que eu não fiz - Tiago Bettencourt

Ouvir e ler... basta!


Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Não fui eu que gastei
Mais do que era para mim
Não fui eu que tirei
Não fui eu que comi

Não fui eu que comprei
Não fui eu que escondi
Quando estavam a olhar
Não fui eu que fugi

Não é essa a razão
Para me querem moldar
Porque eu não me escolhi
Para a fila do pão
Este barco afundou
Houve alguém que o cegou
Não fui eu que não vi

Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Talvez do que não sei
Talvez do que não vi 
Foi de mão para mão
Mas não passou por mim
E perdeu-se a razão
Todo o bom se feriu
foi mesquinha a canção
Desse amor a fingir
Não me falem do fim
Se o caminho é mentir
Se quiseram entrar
Não souberam sair
Não fui eu quem falhou
Não fui eu quem cegou
Já não sabem sair

Meu sonho é de armas e mar
Minha força é navegar
Meu Norte em contraluz

Meu fado é vento que leva e conduz.

29 julho 2015

OS CANTOS DE LISBOA

Hoje decidi visitar os cantos do Carmo. Vi a inauguração do espaço pelo Presidente da Câmara, Fernando Medina, e lá fui eu. 

Uma zona que esteve tantos anos ao abandono foi devolvida à cidade e ficou disponível para os turistas... 

Lisboa merece. 

CGTP-IN visitou Arquivo Municipal de Lisboa

Uma delegação da CGTP-IN liderada por Fernando Gomes, responsável pelo Centro de Arquivo e Documentação, visitou, no dia 20 de Julho, as instalações do Arquivo Municipal de Lisboa, situadas no Bairro da Liberdade, em Lisboa.

A visita, que teve por anfitriãs a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, e a chefe de divisão do Arquivo Municipal de Lisboa, Inês Viegas, pretendia conhecer o trabalho efectuado pelo Arquivo e a metodologia e as técnicas empregues no sentido de concretizar uma das vertentes essenciais da sua missão: «recolher, guardar, tratar e preservar a memória da cidade».

O percurso pelas instalações do Arquivo proporcionou o contacto com os seus serviços especializados, desde aqueles que se dedicam à conservação e restauro, até aos que desempenham tarefas de digitalização, indexação, avaliação e descrição, entre outras.
O Arquivo Municipal de Lisboa tem sob sua responsabilidade um acervo documental com uma dimensão estimada em 24 km, tendo à sua guarda documentos que remontam ao século XIII.»

25 julho 2015

RECORDO O PRIMEIRO PORQUE ESTE ANO NÃO DEVO CONSEGUIR ESTAR NA 2.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE MARVÃO

Por diversas razões não devo conseguir assistir a nenhum concerto do 2.º Festival Internacional de Música de Marvão que se iniciou ontem.

Ao ver as fotos e vídeos que estão a surgir no Facebook tenho recordado a emoção que senti ao participar em todos os concertos do ano anterior.

Longe, mas aqui fica mais uma vez o agradecimento ao Maestro Christoph Poppen​, que tornou possível este acontecimento musical que engrandece Marvão. Obrigado!

Uma ilação que fica. Tal como o ano passado estarei férias em 2016 para que não me estraguem o fim semana do Festival.

22 julho 2015

SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA, BENFICA-SPORTING

Aproveitando os dias de férias que irei passar no Algarve, tenho encontro marcado com o Glorioso. 
A supertaça a despertar interesse em função da transferência de Jorge Jesus para o Sporting.
Venha de lá mais uma Supertaça. Nem faço isto por menos... Viva o Benfica.

União dos Sindicatos de Santarém doou colecção de documentos à CGTP-IN

Os documentos testemunham a actividade sindical e laboral no distrito de Santarém, bem como em outros locais e noutras iniciativas em que aquela União participou desde a década de 1980.

A doação formalizou-se no passado dia 22 de Julho, com a assinatura do auto de doação, na sede da CGTP-IN, por parte de Fernando Gomes, responsável pelo Centro de Arquivo e Documentação (CAD), e de Rui Aldeano, coordenador da união sindical do distrito escalabitano.

Esta documentação será sujeita a tratamento arquivístico no CAD, sendo depois disponibilizada a sua descrição para consulta no sítio web deste Centro.

20 julho 2015

Texto de Ricardo Paes Mamede para percebermos como funciona o sistema financeiro....

Aqui publico um texto de Ricardo Paes Mamede para percebermos melhor como funciona o sistema financeiro e a quantidade de dinheiro que circula em moedas e notas...
"Embora os bancos comerciais não estejam autorizados a produzir notas e moedas, eles criam dinheiro de uma forma que não é muito evidente. Fazem-no através dos depósitos bancários. Vejamos como.
Imaginem que o Banco Central Europeu (que é quem produz notas e moedas na zona euro) empresta 10 mil milhões de euros ao banco comercial “Banco que Empresta”. Com esse dinheiro, o “Banco que Empresta” pode conceder crédito aos seus clientes. Acontece que, habitualmente, os clientes do banco não levantam logo todo o seu dinheiro – e se o levantarem será para comprar um bem – por exemplo, uma casa – sendo provável que quem vende esse bem coloque de imediato o dinheiro que recebeu nalgum banco (normalmente o pagamento é feito por cheque ou por transferência, pelo que na verdade o dinheiro nunca sai dos bancos).
Ou seja, só uma pequena parte do dinheiro que as pessoas, as empresas e o Estado têm assume a forma de notas e moedas – o resto são depósitos bancários. Suponham que a proporção de dinheiro que habitualmente assume a forma de notas e moedas é 5%. Isto significa que dos 10 mil milhões de euros emprestados pelo BCE ao “Banco que Empresta” 9,5 mil milhões permanecem sob a forma de depósitos. Ora, os bancos usam esses depósitos para conceder novos empréstimos, sendo apenas limitados pelas regras prudenciais do sistema financeiro. Imaginem que essas regras estabelecem que os bancos têm de manter reservas equivalentes a 10% dos seus depósitos. Tal implica que o “Banco que Empresta”, para além dos 10 mil milhões iniciais vai poder emprestar mais 9,5 mil milhões menos 0,95 mil milhões (que têm de ficar de reserva), o que dá mais 8,55 mil milhões. E já vamos em 10+8,55=18,55 mil milhões de euros. Mas, lembrem-se, daqueles 8,55 mil milhões só 5% se transformarão em notas e moedas. O resto fica sob a forma de depósitos, que o “Banco que Empresta” pode conceder aos seus clientes sob a forma de crédito… E por aí fora.
Resumindo, um empréstimo do BCE de 10 mil milhões de euros poderá transformar-se, na verdade, em cerca 70 mil milhões de euros, a maioria deles criados sob a forma de depósitos pelos bancos comerciais. Assim conseguimos compreender que grande parte da liquidez existente nas nossas economias é criada pelos bancos comerciais - e não pelo Banco Central. Daí a importância de o sector bancário ser fortemente regulado (o que nem sempre acontece).
O exemplo acima também permite perceber que as reservas que os bancos comerciais têm na sua posse é uma pequena parte do que os seus clientes detêm em depósitos. Logo, se por algum motivo os clientes começarem a temer que o banco vai falir (como aconteceu na Grécia desde 2010) ou que o valor do seu dinheiro pode diminuir (porque há a possibilidade de os depósitos serem convertidos numa nova moeda desvalorizada, como acontece na actualidade), tenderão a preferir ter o seu dinheiro sob a forma de notas e moedas (ou outros bens), levantando todos os seus depósitos (ou seja, os 5% do exemplo acima passam a 100%). Como os bancos detêm em reservas apenas uma pequena parte dos depósitos, basta que uma proporção relativamente pequena de clientes levante todo o seu dinheiro para que o banco fique insolvente.
Ora, os bancos gregos já estavam muito descapitalizados antes da crise actual, pois desde o início da crise da zona euro, em 2010, que paira no ar o risco de falência dos bancos gregos e de uma eventual saída da Grécia da zona euro, o que levou muita gente a retirar o seu dinheiro dos bancos. Até há pouco tempo não houve grande problema porque o BCE foi aumentando os empréstimos aos bancos gregos, permitindo-lhes ir compensando a saída dos depósitos. Porém, a tensão que se gerou nas negociações dos últimos meses e as restrições do BCE ao financiamento dos bancos gregos precipitaram a situação, levando à necessidade de imposição de restrições aos levantamentos bancários e aos movimentos de capitais para fora da Grécia.
Concluindo, os bancos na Grécia ficarão fechados até que os seus clientes suspeitem que a Grécia sairá do euro. Ou até que uma nova moeda seja introduzida, permitindo ao novo Banco Central da Grécia assegurar o financiamento necessário aos bancos gregos, que o BCE deixou de fornecer. Quanto mais tempo demorar a surgir uma solução negociada, mais provável será o segundo cenário. E tanto as instituições europeias como o governo grego sabem disso.

14 julho 2015

DEBATE, LGBT - VIVÊNCIAS E DIREITOS

Está a decorrer nos jardins da Sede Nacional do Partido Socialista um debate sobre vivências e direitos LGBT.

O debate é moderado pela Deputada do Partido Socialista, Isabel Moreira, e tem como oradores/as Gustavo Briz, da Rede Ex-aequo, Margarida Lima de Faria e Maria da Luz Góis da AMPLOS e Paulo Corte-Real da ILGA Portugal.

O encerramento do debate estará a cargo de Wanda Guimarães, Secretária Nacional para o Trabalho do Partido Socialista.

10 julho 2015

Partido Socialista denuncia compadrio no CLDS em Marvão. Mais um tacho para militante do PSD

Aqui deixo comunicado da Concelhia de Marvão do Partido Socialista:

"A Concelhia de Marvão do Partido Socialista vem a público denunciar a forma como foi designada a Coordenação do futuro Contrato Local de Desenvolvimento Social de 3ª Geração, projecto de 3 anos, que poderá ter um investimento de 450 mil euros. Esta imposição teve lugar na reunião de dia 8 de Julho do CLAS (Conselho Local de Acção Social) de Marvão, quando os parceiros naquele órgão apresentaram outra proposta que foi rejeitada sem fundamento legal.

A Reunião do CLAS que tinha como pontos da Ordem de Trabalhos: a criação da parceria do Contrato Local de Desenvolvimento Social, escolha da Entidade Gestora, e por fim da Coordenação Técnica, ficou marcada pela imposição de uma militante do PSD para estas funções, Esmeralda de Fátima Caldeira Rato. Se este deveria ser apenas um processo técnico, com base na concertação com as várias Instituições que fazem parte do CLAS de Marvão, tornou-se num caso político pela imposição de uma militante activa do PSD, facto que o Partido Socialista de Marvão lamenta e do qual vai pedir explicações.

Quando se fala em “imposição” é a verdade dos factos! Vários parceiros do CLAS de Marvão apresentaram outra pessoa para estas funções, uma pessoa com raízes em Marvão, sem quaisquer ligações partidárias, com experiência nestes projectos e que está neste momento desempregada. Este que é um cargo importante na definição do Contrato Local de Desenvolvimento  Social de Marvão de 3ª Geração, que tem remuneração de técnico superior e com a duração de 3 anos.

Quando o PS fala em imposição e favorecimento partidário resulta da recusa de votação entre as duas técnicas, com base na exclusão da alternativa apresentada segundo o n.º 1 do art.º 11 da Portaria 179-B de 17 de Junho de 2015. Este argumento foi usado de forma manipuladora pela Dra. Eunice Gueifão, representante da Segurança Social, que utilizou um excerto da legislação para defender esta tese “experiência na coordenação e na dinamização de parcerias”. Pois bem, esta responsável da Segurança Social esqueceu-se de ler este artigo até ao fim “experiência na coordenação e na dinamização de parcerias, reconhecida por parte dos atores locais” e havia pelo menos 3 Instituições que reconheciam na alternativa apresentada estas mesmas competências. Aqui o procedimento mais claro e transparente seria colocar à votação as duas propostas para a coordenação técnica, o que não aconteceu dado que o compadrio com os responsáveis do PSD local e distrital estava feito.

O Partido Socialista de Marvão vai naturalmente pedir explicações na Câmara e Assembleia Municipal de Marvão, ao Centro Distrital da Segurança Social e IEFP de Portalegre, e exorta também para que estes responsáveis venham dar explicações à população de Marvão, nem que em última instância o façam como responsáveis do PSD.

Em política não pode valer tudo. Nada nos move contra pessoas, o que nos move é o interesse público, o bem comum."

Marvão, 9 de Julho de 2015

A Concelhia de Marvão do Partido Socialista

05 julho 2015

RELATOS IMPRESSIONANTES SOBRE AS DIFICULDADES DAS PESSOAS QUE VIVEM NO INTERIOR NO DEBATE EM FRONTEIRA

Falta de especialidades no hospital de Portalegre, acessos difíceis aos hospitais, centros de saúde com horários reduzidos, uma população muito envelhecida e encerramento de escolas por falta crianças suficientes para abrir turmas.
Um cenário comum a muitos Concelhos que exige uma resposta de todas as populações do interior.
Um agradecimento ao Álvaro BelezaEurico Brilhante Dias e Francisco Cabral pela disponibilidade e militância em vir a um Concelho do Interior falar de saúde e democracia de proximidade numa zona cada vez mais distante de tudo.

04 julho 2015

DEBATE EM FRONTEIRA SOBRE DEMOCRACIA DE PROXIMIDADE E O ACESSO AOS CUIDADOS SAÚDE

Está a decorrer em Fronteira um debate sobre democracia de proximidade e o acesso aos cuidados saúde.
O debate, organizado pelo “Grupo de Cidadãos Fronteira Merece”, tem como oradores o médico Álvaro Beleza, o Professor e economista Eurico Brilhante Dias, e Francisco Cabral, gestor hospitalar e especialista em Saúde Pública. A moderação é de António Luís Palrão. Eu próprio fiz uma pequena introdução.

03 julho 2015

CGTP-IN reuniu com o Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual (CENA)

O departamento de Cultura e Tempos Livres da CGTP-IN reuniu ontem, dia 2 de Julho, com o Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual (CENA), na sede deste sindicato, em Lisboa. A reunião solicitada pela CGTP-IN, no âmbito da preparação do XIII Congresso desta Central sindical, tinha como objectivo ouvir o sindicato sobre os problemas, as iniciativas e as lutas em curso neste sector.


O Estatuto Profissional de Bailarino da Companhia Nacional de Bailado; o "trabalho voluntário" em espectáculos e em outras actividades de índole cultural promovidos por câmaras municipais e por outras entidades; o questionário que o CENA está a enviar aos trabalhadores do sector visando «criar bases sustentáveis para a exigência de maior regulamentação profissional»; entre outros, foram alguns dos temas abordados.

Estiveram presentes na reunião, em representação da CGTP-IN, Fernando Gomes, membro da Comissão Executiva do Conselho Nacional e responsável pelo departamento de Cultura e Tempos Livres, e Filipe Caldeira, técnico desta unidade orgânica; representando o CENA, estiveram os membros da direcção André Albuquerque, Luís Pacheco Cunha e Margarida Barata.

ÁLVARO BELEZA, EURICO BRILHANTE DIAS E FRANCISCO CABRAL NUM DEBATE EM FRONTEIRA SOBRE DEMOCRACIA DE PROXIMIDADE E O ACESSO AOS CUIDADOS DE SAÚDE

Fronteira debate democracia de proximidade e o acesso aos cuidados de saúde mas também a actualidade política.

Amanhã, 4 de Julho, a vila de Fronteira vai falar de democracia de proximidade e de acesso aos cuidados de saúde.

O debate, organizado pelo “Grupo de Cidadãos Fronteira Merece”, vai ter como oradores o médico Álvaro Beleza, o Professor e economista Eurico Brilhante Dias, e Francisco Cabral, gestor hospitalar e especialista em Saúde Pública. A moderação é de António Luís Palrão e Fernando Gomes, e a entrada é livre.

Fronteira, que é sede de um município com 3 freguesias e cerca de 3500  habitantes, é afectada pelos problemas da interioridade, que se agudizaram com a crise, e que não garantem à população uma situação de igualdade no acesso à saúde e a outros serviços públicos. Esta situação de desgaste do Estado Social, aliada ao desencantamento dos portugueses com a política, agudiza o afastamento das populações relativamente às instituições democráticas e seus representantes.

Assim, um dos objectivos deste debate é discutir caminhos de reaproximação dos cidadãos à política e conhecer melhor as novas ferramentas de contacto com os eleitores. Aliás, o facto de estes encontros decorrerem fora de Lisboa integra-se na estratégia de descentralização política e aproximação às populações defendida pelos oradores.


Hora e local – 4 de Julho, sábado, 21:30h,  Centro Cultural de Fronteira.