26 julho 2013

Intervenção na apresentação dos candidatos do Partido Socialista aos órgãos autárquicos do Concelho de Marvão como mandatário

Caro Miguel Laranjeiro,
Secretário Nacional para a organização do PS
Luís Testa,
Presidente da Federação Portalegre do PS
António Miranda,
Secretário Coordenador da Secção de Marvão do Partido Socialista
Caro António Canedo Berenguel
Candidato a Presidente da Assembleia Municipal
Carlos Castelinho
Candidato a Presidente da Câmara


Caros amigos e camaradas,

A nossa presença aqui hoje tem um significado muito especial para muitos de nós. Depois de um processo eleitoral altamente participado e diversificado em 2009, as forças políticas e muitas das pessoas dos movimentos que então participaram nas eleições souberam encontrar um caminho comum, em torno do Partido Socialista, mas mantendo as ideias e princípios de participação cívica e política que então estiveram na sua origem.

É por isso que gostava desde já de saudar quem há 4 anos protagonizou estas candidaturas e através deles todos os candidatos e candidatas. O Nuno Lopes pelo Partido Socialista; a Madalena Tavares pelo movimento “Juntos por Marvão” e por intermédio da Jesus Garcia e Tiago Pereira saudar as pessoas do Movimento por Marvão.

Este projecto que hoje aqui apresentamos a todos e a todas é a consequência da responsabilidade, do enorme amor que todos e todas nutrimos pela nossa terra, pelo nosso concelho.

Ultrapassámos as diferenças e estamos aqui hoje para construir o futuro e mudar a história do nosso concelho.

Sabemos as responsabilidades acrescidas que esta convergência nos traz, mas os problemas que ainda afectam o Concelho de Marvão, o medo que continua instalado nas pessoas pelo receio desta Câmara liderada pelo PSD e por Victor Frutuoso as prejudicar é tanto, que é preciso colocar fim a esta governação que amedronta e é incompetente.

Neste trabalho de convergência fomos ao encontro de quem melhor poderia interpretar o espirito de unidade, responsabilidade, vontade de trabalhar, experiencia e juventude, candidatos com reconhecido mérito no desempenho de funções autárquicas ou nas suas profissões. Renovaremos profundamente as listas.

Queremos novos intérpretes que coloquem os interesses da população em primeiro lugar em detrimento dos interesses particulares ou de grupos.

Queremos dar voz através do nosso trabalho às pessoas, aos habitantes do nosso concelho, ouvir e resolver os seus problemas, construir dinâmicas que ajudem a criar emprego, a fixar os jovens no concelho mas também a acolher de forma digna quem escolhe o nosso concelho para viver e investir.

Queremos dar aos nossos idosos, que ao longo de anos contribuíram para o desenvolvimento do nosso concelho, condições para que tenham uma velhice activa e com qualidade.

É por isto e muito mais que aqui estamos!

O Tiago Pereira, nosso Director de Campanha, já aqui apresentou os nossos principais candidatos mas permitam-me que vos volte a fazer algumas considerações:

Silvestre Mangerona Andrade. Todos e todas o conhecemos. Sabemos da sua proximidade às pessoas reconhecida pelo trabalho desenvolvido ao longo de vários anos como vereador e acreditamos que a sua acção honrará o trabalho que o nosso Presidente Junta Santo António das Areias, José Luís Andrade, desenvolveu ao longo dos últimos 12 anos, que aproveito para homenagear.

José Vaz. Freguesia da Beirã. (Domingos Nunes e João Viegas) A sua candidatura é uma grande aposta. A competência com que sempre desempenhou as suas funções profissionais, mesmo que alguns de nós possam não ter gostado, são garantia de competência e honestidade no exercício das funções, que estou certo exercerá, de Presidente Junta, sempre ao serviço da sua população.

E porque dizem que as candidaturas nunca apostam nos jovens, aqui estamos nós para contrariar…

Joaquim Jorge Dias. Freguesia de São Salvador da Aramenha. (Vera Fonseca e João Amador) Tenho a certeza que não virará a cara à luta e que a sua candidatura é uma mais valia para este projecto de mudança.

Sandra da Paz. Freguesia Santa Maria de Marvão. (Dionísio Gomes e Manuel Casimiro Martins). Uma lutadora. Conhecemos a sua dedicação aos Bombeiros. Meteu mãos na recolha de assinaturas contra o encerramento da estação de correios de Marvão. Merece ser a primeira mulher a ser presidente da Junta de Santa Maria.

Como podem verificar, a experiencia de vida ou autárquica alia-se à juventude. É fundamental que se criem novas dinâmicas. Para isso é preciso inovar e renovar. Temos candidatos para ganhar as eleições em todas as freguesias. Tenho portanto a certeza que estas equipas trabalharão por muitos anos em prol das suas populações. Porque é esse o objectivo da actividade política. Melhorar as condições de vida das pessoas.


Caros amigos e amigas,

Apresentados que estão os nossos candidatos às assembleias de Freguesia quero agora dizer-vos algumas palavras sobre os nossos candidatos à Assembleia Municipal e Câmara Municipal de Marvão.

António Canêdo Berenguel. 58 anos de idade. Residente há vários anos no Concelho de Marvão. Advogado.

Presidente da Delegação de Portalegre da Ordem dos Advogados e do Agrupamento de Delegações de Portalegre da Ordem dos Advogados e Conselheiro da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores.

A sua experiência profissional e competência são garantia de que será um grande Presidente da Assembleia Municipal. A sua presença na actividade do Município marcará a diferença com a realidade que temos actualmente.

Carlos Castelinho. 46 anos. Durante treze anos, entre 1998 e 2011, exerceu funções na direcção da Escola da Portagem, quatro anos como vice-presidente, oito anos como presidente do conselho executivo e administrativo e, no ano lectivo 2010/2011, a convite da Direcção Regional de Educação do Alentejo, liderou a equipa que constituiu a comissão administrativa instaladora do Agrupamento de Escolas do Concelho de Marvão.

Gerador de consensos. Defensor do trabalho em equipa. É o candidato da convergência e do consenso estabelecido entre o Partido Socialista e as pessoas do movimento “Juntos por Marvão” e do Movimento por Marvão que participam nesta candidatura.

Ao aceitar este projecto fê-lo, tal como o disse, com a convicção de que “estão reunidas as condições para apresentar um projecto mobilizador que vá de encontro às reais necessidades da população”

Referia-se à candidatura que hoje aqui apresentamos e ao programa eleitoral que será apresentado oportunamente.

Uma candidatura e um projecto para dar voz a Marvão. Para desenvolver Marvão. Um projecto para transformar o concelho Marvão numa terra próspera e desenvolvida.

Estamos aqui por Marvão!

Viva Marvão!
26 Julho 2013, Salão Nobre, 18:30 horas

Fernando Gomes
Mandatário Político da Candidatura
e
Pedro Silvério
Mandatário Financeiro da Candidatura

25 julho 2013

PARTIDO SOCIALISTA APRESENTA CANDIDATOS EM MARVÃO

O partido Socialista apresenta amanhã no Salão Nobre da Câmara Municipal de Marvão os seus principais candidatos. A Sessão realiza-se pelas 18:30 horas.

17 julho 2013

Festival de Folclore em Santo António das Areias, Marvão

No próximo sábado o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Santo António das Areias organiza o seu XXXIII Festival de Folclore em Santo António das Areias.

O Festival terá início pelas 21 horas, realiza-se no Mercado Municipal, sendo antecedido pelo habitual desfile, e contará com a presença se 4 grupos de Portugal e Espanha.

As entradas são livres.

16 julho 2013

BLOCO PROPÕE NEGOCIAÇÃO A PS E PCP: JOÃO SEMEDO QUER ESTABELECER AS "BASES PROGRAMÁTICAS DE UM GOVERNO DE ESQUERDA" E NO "MAIS CURTO ESPAÇO DE TEMPO"

Ora aqui está uma atitude construtiva do Bloco de Esquerda, ao contrário do sectarismo do PCP que ontem convidou o BE, Verdes e Intervenção Democrática para reuniões e excluiu o Partido Socialista.

Excluir o Partido Socialista é excluir parte do país e não ajuda a encontrar soluções que ajudem a resolver o problema dos trabalhadores e do Povo. É fazer o frete à direita.

Aqui deixo a notícia conhecida à pouco publicada no Expresso Online

"É a resposta do Bloco de Esquerda ao "pântano político" em que o País caiu. João Semedo faz, esta manhã, uma declaração em nome da comissão política do BE, em que apela a PS e PCP para a abertura de "um processo de discussão e aprovação das bases programáticas de um Governo de esquerda".

Depois de, ontem, o PCP ter convidado os bloquistas para negociações, a comissão política do BE responde com a proposta de negociações alargadas aos socialistas, salientando que "são precisas soluções urgentes e nenhum esforço deve ser poupado para conseguir uma resposta à crise nacional".

O convite dos comunistas mereceu um comentário do BE: "Registamos positivamente que a direcção do PCP tenha proposto a realização de uma reunião".

Sem "tempo a perder", o Bloco diz que as negociações devem fazer-se "sem condições prévias e no mais curto espaço de tempo". No entanto, o programa está já balizado: o Governo de esquerda deve "terminar a austeridade e o memorando", conseguir "a reestruturação da dívida" e "recuperar o rendimento perdido pelas pessoas".

O mote para a iniciativa bloquista foi dado com a atual situação política. "Portugal está a entrar na terceira semana de uma crise governamental e política sem solução à vista", diz João Semedo, para quem "este curso desastroso deve ser interrompido"."

10 julho 2013

QUE PRESIDENTE É ESTE?

Não basta pedir a demissão do governo quando a solução constitucional para esta crise está nas mãos do Presidente da República.

Quando um presidente da república suspende a democracia e retira ao Povo a possibilidade do voto em eleições só há uma solução. Correr com o governo e exigir ao Presidente da República que resigne às funções de chefe de Estado que está provado não ter capacidade para exercer. 

GOVERNO E PRESIDENTE, RUA!

08 julho 2013

Artigo de Opinião de Carlos Trindade

Por Carlos Trindade
Membro da Comissão Executiva da CGTP-IN
Secretário-Geral da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN


COMBATER A DIREITA, DEMITIR ESTE GOVERNO, ELEIÇÕES JÁ!

Escrevia Camões no seu tempo: “Rei fraco faz fraca forte gente; rei forte faz forte fraca gente!”. Este verso nunca foi tão actual como agora!

Efectivamente, quem se encontra nos órgãos do Poder político, muito em especial, o PR, dão substância e actualidade à asserção política do L.V. Camões! O PR é o grande responsável pela rápida degradação da nossa “coisa pública”– sempre pensei que ele era o ideólogo e o estratega da actual situação politica, ou seja, da queda do governo do PS, da “negociação” do Memorando com a Troika e do Programa politico-governamental do governo PSD/CDS e da sua estratégia “de ir mais longe” do que as imposições que a Troika fez na altura ao José Sócrates.

Hoje, actualmente, a actuação de Cavaco Silva confirma esta análise. Aníbal Cavaco Silva é um dos poucos políticos que tem a consciência plena da importância de os três órgãos de soberania (presidência da republica, Assembleia da Republica, governo) estarem sintonizados ideológica, estratégica e politicamente. Ele adquiriu esta consciência não só por ter incorporado o pensamento politico de Sá Carneiro como de já ter tido a experiência, enquanto primeiro-ministro, de ter que se afrontar, de luva branca calçada, com um PR – Mário Soares – que tudo fez institucional e sibilinamente para lhe criar dificuldades politicas na aplicação do seu Programa.

Por isto, Cavaco Silva tudo fará, mas TUDO, para que o actual quadro politico não tenha alterações. Ele não está a deixar apodrecer a situação – ele está a gerir politicamente com pinças a actual situação para que ele se mantenha. A actual situação de verdadeiro apodrecimento é instrumental – o objectivo capital é manter o actual quadro pois a alternativa de convocar eleições é mil vezes pior porque provocará uma alteração profunda e substancial devido á previsível perda de maioria da Direita, o que impossibilitaria a aplicação do seu Programa politico! O apodrecimento político a que assistimos é um mal menor – o mal maior era a Direita perder o poder politico que actualmente possui e, consequentemente, tornar-se incapaz de concretizar a sua verdadeira “revolução” conservadora e neoliberal!

A este propósito poderemos comparar este comportamento com o que António Guterres teve quando, após perder as eleições autárquicas, se demitiu e requereu eleições. Dar a palavra ao Povo para que, conforme disse, ”não cairmos no pântano!” - é assim que um Homem com sentido de Estado actua: preocupa-se com a comunidade!

Pelo contrário, hoje, quem se encontra a comandar os três órgãos de poder político tem uma visão de grupo, de facciosismo, mais preocupado com o seu projecto ideológico do que com o Estado enquanto emanação organizada da comunidade politica. E Cavaco Silva tem uma aguda compreensão desta situação e é um homem de grupo, sectário, de amiguismos – e tudo fará para a manter!

Neste contexto, mais surpreendente (e merecedora de dura critica!) surge a posição do PCP e do BE quando, em 2011, votaram ao lado do PSD e do CDS contra o PEC IV e, consequentemente, contribuíram consciente e activamente para o afastamento da Esquerda socialista do Governo e para dar a vitória à Direita.

O PCP e o BE não perceberam os perigos reais que existiam ou foram enganados pela sua própria propaganda, quando repetidamente afirmavam que “o PS e a Direita são todos farinha do mesmo saco”? Mas, atenção, o tempo que nos espera é mais importante do que aquele que passou.

Hoje, a forte gente é comandada por fraca gente – e a forte gente, o Povo, torna-se fraca, ou seja, surpreendida e desorientada. O que se passa? Porquê que o governo está agarrado ao Poder? Porquê que o Presidente permite a continuação desta situação? Como é que vamos sair desta situação? Eles querem todos é tacho!

Este é o sentido geral as conversas de café ou nos transportes públicos, pouco reflectidas e sustentadas, é certo, mas são a voz da generalidade do Povo sofredor e revoltado, que vive, se está empregado, com 485 euros do SMN ou 500 ou 600 euros ou com o Subsidio de Desemprego, se for um dos cerca de um milhão de desempregados e tiver a sorte de ser um dos que o recebe.

É neste contexto que o exemplo de António Guterres deve ser relevado! É exactamente devido à sua afirmação, para sairmos do pântano em que os actuais governantes da Direita nos meteram e para o qual nos querem continuar a mergulhar cada vez mais, que a exigência de demissão do governo e a realização de eleições tem toda a actualidade e pertinência!

Naturalmente que Cavaco Silva tudo fará para que tal não suceda – mas quanto mais tempo durar a actual situação mais difícil será sairmos dela! Só com a demissão do governo e a convocatória de eleições, dando a palavra ao Povo, este afastará a fraca gente e recuperará a sua fortaleza! Cavaco Silva percebe isto – por isso não exerce a sua magistratura de influência! Por isto, para bem da Republica e do Povo, o combate do forte Povo tem que continuar para afastar a fraca gente que o empobrece e enfraquece – começando no PR!


06 julho 2013

GOVERNO COMPROMETE FUNDO DE ESTABILIZAÇÃO FINANCEIRA DA SEGURANÇA SOCIAL

Em tomada de posição anterior a CGTP-IN alertava para os perigos de descapitalização do (FEFSS), caso o Governo concretizasse uma operação cujo objectivo era facilitar a utilização dos respectivos activos para fins diferentes dos estabelecidos na Lei de Bases da Segurança Social.

A CGTP-IN considera que a não diversificação da carteira de investimentos expõe o Fundo a cenários que poderão originar consequências perversas, designadamente a irreversível degradação de parte substantiva do seu valor.

Com a publicação da Portaria nº 216/A/2013, de 2 de Julho, assinada por Vítor Gaspar, no dia em que se demitiu, e por Mota Soares quando badalava que se demitiria no dia seguinte, o Governo de Passos e Portas consumou tal operação a toda a pressa e de forma atabalhoada.

Assim, o diploma publicado ordena ao Conselho Directivo do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS) que proceda à substituição dos activos em outros estados da OCDE por dívida pública portuguesa até ao limite de 90% da carteira de activos do Fundo.

Para justificar esta ordem ferida de ilegalidade, o Governo revela que a medida se inscreve no denominado Programa de Assistência Económica Financeira imposto pela Tróica ou por iniciativa do Governo.

Perante esta ofensiva do Governo ao dinheiro dos trabalhadores, a CGTP-IN reafirma que tal medida subverte o objectivo legal do FEFSS, uma vez que não salvaguarda a estabilidade financeira da segurança social na cobertura das despesas previsíveis com pensões por um período mínimo de 24 meses.

Acresce ainda a tal despudor do Governo – reincidente no desprezo pelo quadro legal que suporta o nosso regime democrático e somando ilegalidade à ilegalidade – a encenação de uma auscultação do Conselho Consultivo (CC) do FEFSS, o qual não se encontra ainda formalmente constituído uma vez que os respectivos membros aguardam nomeação oficial.


Perante tal ofensiva do Governo, a CGTP-IN reitera a sua firme determinação de, utilizando todos os meios ao seu alcance, exigir que seja reposta a normalidade dos objectivos do Fundo de Estabilização da Segurança Social enquanto direito e pertença dos trabalhadores, pelo que ultimará a apresentação de queixa ao Sr. Provedor de Justiça.

03 julho 2013

Ilustração de Alex Gozblau

Palavras para quê? Está simplesmente genial...
Autor: Alex Gozblau

PELA DEMISSÃO DO GOVERNO, A 6 DE JULHO, TODOS A BELÉM

A Greve Geral constituiu uma jornada de luta vitoriosa e de excepcional importância. Convocada pela CGTP-IN com o objectivo expressamente declarado de exigir a demissão do Governo do PSD/CDS-PP, a Greve Geral já teve consequências no plano do desgaste e aprofundamento das contradições internas no seio dos partidos que suportam o Governo, levando, até ao momento em que se realiza este Conselho Nacional, à demissão de Vítor Gaspar e Paulo Portas.

Apesar de realizada num quadro de crescente agravamento da exploração e empobrecimento, de fortes condicionalismos económicos e de constrangimentos de direitos e liberdades fundamentais, os trabalhadores e trabalhadoras apoiaram e aderiram massivamente ao apelo da CGTP-IN e afirmaram de forma inequívoca a exigência de uma ruptura com o programa de agressão e a política de direita e a realização de eleições antecipadas, dando a oportunidade aos trabalhadores e ao povo de, pelo seu voto, abrir caminho a uma real alternativa politica, de Esquerda e Soberana.

A ampla unidade na acção construída nos locais de trabalho, a par de uma firme determinação e confiança dos trabalhadores na luta, como principal caminho para defender os seus direitos e condições de trabalho e garantir um futuro melhor, constituíram elementos decisivos para o êxito desta Greve Geral.

Uma Greve Geral marcada pela defesa dos direitos e da dignidade dos trabalhadores, a elevação da sua consciência social e a solidariedade intergeracional, traduzida pela grande participação dos jovens na construção da greve e nos piquetes, por um futuro melhor para as novas gerações.

Uma Greve Geral, cujo impacto extraordinário não pode estar desligado das lutas desenvolvidas nos mais diversos sectores, nomeadamente as mais recentes realizadas pelos trabalhadores dos Correios, dos Transportes, dos Enfermeiros e dos Professores que, neste último caso, forçaram o Governo a importantes recuos, alcançando vitorias que abrem caminho ao reforço da luta pelas Escola Pública.

A Greve Geral teve uma forte adesão nos locais de trabalho dos sectores privado, público e empresarial do Estado, em todo o país, desde a paralisação de empresas e sectores industriais ao encerramento da generalidade dos portos marítimos e paragem das lotas e frotas de pesca; da paralisação praticamente total dos sectores ferroviário, fluvial e metropolitano até às elevadíssimas adesões alcançadas nos transportes aéreos, rodoviários urbanos e outros transportes privados de passageiros e comunicações; da elevada participação da administração pública nos hospitais, centros de saúde, segurança social, nos sectores da educação, ensino e investigação, justiça e finanças, nas autarquias e serviços municipalizados; das perturbações nos serviços em grandes superfícies comerciais, na hotelaria e cantinas, passando pelo sector financeiro, nas IPSS e Misericórdias; no impacto que teve no encerramento de consulados no estrangeiro, na comunicação social e no sector das artes e do espectáculo, entre muitos outros.

Para além da denuncia e contestação da política de direita, a firmeza e combatividade dos trabalhadores rompeu com bloqueios patronais e obrigou várias empresas de diferentes sectores de actividade a responder positivamente ás reivindicações sindicais, pela melhoria dos salários e das condições de vida e de trabalho.  

O Conselho Nacional da CGTP-IN saúda as centenas de milhares de trabalhadores com vínculos precários, designadamente jovens e todos quantos, de norte a sul de Portugal e também nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, realizaram a Greve Geral, estando sujeitos a uma brutal exploração, à repressão e a múltiplas arbitrariedades do patronato e do Governo, dando mais uma poderosa demonstração de força, determinação e confiança na luta em defesa dos seus direitos e interesses, contra o memorando da tróica que agride os portugueses e humilha o país, por um Portugal Soberano, de Justiça e de Progresso Social.  

O Conselho Nacional saúda, igualmente, todos os que participaram nas concentrações e manifestações convocadas pela CGTP-IN para o dia 27 de Junho, incluindo os trabalhadores desempregados, os jovens, os reformados e outras camadas da população que, estando a ser violentamente atacados nos seus direitos e condições de vida, deram expressão de rua à Greve Geral, fazendo ecoar os seus protestos em todo o país.

O Conselho Nacional saúda, também, os milhares de dirigentes e activistas sindicais que, com grande empenho, coragem, abnegação e uma forte solidariedade, reforçaram a unidade na acção, construída a partir dos locais de trabalho, estendendo a saudação a todos quantos participaram nos piquetes de greve, porque todos eles contribuíram decisivamente para o êxito da Greve Geral.


Estamos perante um Governo que, em dois anos, impôs pesados sacrifícios aos trabalhadores e ao povo, agravando a exploração e o empobrecimento, ao mesmo tempo que desenvolveu uma política caracterizada pela destruição da capacidade produtiva e alienação de recursos nacionais, pela concentração da riqueza e comprometida com os interesses dos grupos económicos e financeiros nacionais e estrangeiros, os quais ampliaram ainda mais as suas taxas de lucro. Dois anos em que este Governo destruiu centenas de milhar de postos de trabalho, elevando o desemprego para mais de 1,5 milhões de pessoas, em que eliminou dias de férias e feriados, em que os trabalhadores e reformados foram roubados e obrigados a pagar as consequências dos inúmeros casos de corrupção que geraram fortes prejuízos ao erário público, como aconteceu com os processos especulativos do BPN e outros Bancos, bem como inúmeros negócios ruinosos, a privatização de empresas, as parcerias público privadas (PPP) ou os contratos de gestão de risco financeiro (SWAP).

Portugal, os trabalhadores e o povo não podem continuar subjugados a um Governo em alta rota de colisão com o quadro constitucional. No actual contexto, este Governo não tem legitimidade nem credibilidade politica para avançar com medidas legislativas em curso que agravam as condições de vida e de trabalho, nem com novos pacotes de austeridade que visam atacar os direitos dos trabalhadores da Administração Pública, do sector empresarial do Estado e do sector privado, mais uma vez com o objectivo central de desequilibrar as relações de trabalho a favor do patronato: com a redução dos salários, das pensões e dos subsídios; mais despedimentos e menos indemnizações; aumento do horário de trabalho; mais cortes na Educação, Saúde e Segurança Social; com a denominada “Reforma do Estado”; com o agravamento da carga fiscal e do custo de vida para os trabalhadores, os reformados e pensionistas e as famílias em geral, tornando impossível a concretização de uma vida digna para a generalidade dos que vivem e trabalham em Portugal.

O Governo PSD/CDS-PP está moribundo, corre contra o tempo e apenas encontra suporte no seu indefectível apoiante, o Presidente da República que, agindo em desprezo pela Constituição da República Portuguesa, afirma-se como cúmplice activo de uma política que está a destruir os direitos de quem trabalha e, ao mesmo tempo, destrói também económica e socialmente o país.

O Conselho Nacional considera que a situação de desastre económico e social do país não se ultrapassa com a alteração de ministros, mas sim com uma mudança de política. Não é com remendos, que mais não visam que dar cobertura à política neoliberal, que os problemas se resolvem. O futuro do país passa pela ruptura com a política de direita e o memorando da tróica e por uma política alternativa, de esquerda e soberana que assegure a dinamização do sector produtivo, a criação de trabalho com direitos, a melhoria dos salários e das pensões, a defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado e da Soberania do País enquanto elementos fundamentais para o bem-estar e qualidade de vida dos que vivem e trabalham em Portugal, a coesão social e o desenvolvimento.

O Conselho Nacional reclama que o Presidente da República ponha fim ao pesadelo que o Governo PSD\CDS constitui para os portugueses e convoque eleições imediatamente para devolver ao povo o poder soberano de decidir sobre seu o futuro. É urgente intensificar a luta e pôr este Governo na rua.

Revelando um profundo desprezo pela vontade do povo, o Primeiro-Ministro, Passos Coelho, afirma que não se demite. Obviamente, os trabalhadores e o povo demitirão este Governo que está a mais no Portugal Democrático, no País de Abril.

O Conselho Nacional, reunido em 3 de Julho decide:

Exortar ao alargamento e convergência da acção e da luta das massas trabalhadores
e populares, para que participem com grande força, determinação e confiança nas acções que vierem a ser definidas pela CGTP-IN, na certeza de que esse será o caminho certo para derrotar definitivamente o actual Governo e a sua política, contribuindo para a construção da alternativa política, de Esquerda e Soberana que é necessária e urgente;

Prosseguir e criar novas dinâmicas para o reforço da organização sindical de base, articulando a acção sindical nos locais de trabalho pelo aumento dos salários e a resolução dos problemas, com o aumento da sindicalização, a eleição de delegados sindicais e de representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho;

Convocar para o próximo sábado, dia 6 de Julho, às 15:00 horas, uma grande Concentração em Belém, apelando a todos os trabalhadores e à população para que, mais uma vez, exijam a uma só voz ao Presidente da República que assuma os seus deveres constitucionais, interrompendo com urgência o rumo de Portugal para o abismo económico e social, demitindo o Governo, dissolvendo a Assembleia da República e convocando eleições antecipadas.

O Conselho Nacional reafirma que está nas mãos dos trabalhadores e do povo a possibilidade real de derrotar o governo, a política de direita e de abrir o caminho de desenvolvimento e soberania, vinculado aos valores de Abril de que Portugal precisa.

02 julho 2013

The Gift - Primavera

Há muito que andava para partilhar este tema dos Gift, que adoro, e que ouço tantas vezes quando conduzo... 

Aqui fica!