03 março 2010

Projecto de recuperação da Cidade Romana de Ammaia ganha Prémio Gulbenkian


O projecto, promovido pela Fundação Cidade de Ammaia, foi escolhido por unanimidade, tendo o júri destacado "a grande relevância histórica, patrimonial e técnico-científica do projecto de recuperação e valorização de um sítio arqueológico ímpar no panorama nacional".

Atribuído anualmente pela Fundação Calouste Gulbenkian para distinguir acções meritórias na área da defesa do património, o Prémio Vasco Vilalva, no valor de 50 mil euros, será entregue a 09 de Março, no Auditório do Parque Natural da Serra de São Mamede, em Marvão.

Em comunicado a Fundação Calouste Gulbenkian explica que, com o intuito de salvaguardar as ruínas romanas, foi constituída em 1997 a Fundação Cidade de Ammaia, proprietária dos terrenos onde se localiza grande parte do monumento.

A coordenação científica dos trabalhos arqueológicos tem estado desde então a cargo da Universidade de Évora, e, como resultado dessa intervenção, é hoje possível observar nas ruínas de Ammaia um importante conjunto monumental que inclui o fórum e um complexo termal.

Naquele sítio arqueológico foi instituído o Museu Monográfico da Cidade de Ammaia, que apresenta duas exposições com materiais recolhidos ao longo do tempo na cidade.
Paralelamente aos trabalhos de escavação e de musealização, a Fundação Cidade de Ammaia procedeu também, com o apoio do Museu Nacional de Arqueologia, à implantação de um Laboratório de Conservação e Restauro, equipado com a mais recente tecnologia.

No futuro, a instituição pretende implementar uma rede ligada ao património arqueológico para demonstrar o papel que a cidade de Ammaia teve na época romana, permitindo estabelecer uma visão territorial que abarca grande parte do território do norte alentejano.

Considerada como um dos exemplares mais significativos da civilização romana na região, a cidade romana de Ammaia, situada a curta distância da vila de Marvão, terá sido fundada em finais do século I a.C. e terá sobrevivido enquanto unidade urbana durante seis séculos.

1 comentário:

Deseconomias disse...

Fernando, excelente noticia!
É mais prova que o interior do país tem capacidades para se desenvolver e consegue apresentar projectos de qualidade!