11 novembro 2010

Um fim semana em trabalho invisível, para dar visibilidade...


Passei o último fim semana, naquilo que alguns disseram, ser um trabalho invisível. Também acho isso. Mas eu não procuro visibilidade, até porque, devido à minha dimensão ocupo muito espaço.

Um trabalho invisível para mim, mas um trabalho que procura dar visibilidade a duas causas que me parecem ser essenciais no futuro para a causa do sindicalismo.

A primeira para por no ar as principais intervenções da Conferência Sindical Internacional 2010 e que visa discutir uma possível filiação da CGTP-IN na CSI - Confederação Sindical Internacional, em que a CGTP-IN primou pela ausência em termos formais, pois na prática, muitos dos seus dirigentes estiveram presentes.

A segunda actividade é a divulgação do IX Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN e outras actividades, que visa mostrar que na CGTP-IN, Sindicatos, Uniões e Federações há outras sensibilidades politico-sindicais, que no dia a dia lutam para construir uma CGTP-IN mais UNITÁRIA, menos sectária como alguns chegam afirmar, com maior autonomia em relação às forças políticas que lhe são externas.

Sindicalistas esses que fazem parte de um universo tão amplo, maioritário nos trabalhadores e trabalhadoras, que não pertencem à maioria comunista. É preciso perceber que a base social dos trabalhadores e trabalhadoras filiados nos Sindicatos da CGTP-IN não corresponde à dos seus dirigentes.

Há portanto uma maioria silenciosa de trabalhadores e trabalhadoras que são socialistas e independentes que é urgente sensibilizar para os problemas que nos afectam a todos e todas, desde os locais de trabalho, à nossa região, a Portugal ou no mundo.

É preciso que da luta social resultem ganhos para quem trabalha. Não basta lutar por lutar, é preciso que a luta mantenha os direitos de quem trabalha ou conquiste mesmo novos direitos.

Só assim construiremos uma sociedade mais justa e solidaria.

Foto: autor José Costa Velho