02 agosto 2012

MARCHA CONTRA O DESEMPREGO



A CGTP-IN vai promover uma Marcha Contra o Desemprego entre os dias 5 e 13 de Outubro. Esta iniciativa de âmbito nacional terá o seu início em Braga e Faro, simultaneamente,  e terminará em Lisboa.


É uma acção que envolverá os desempregados, os jovens à procura do primeiro emprego, os trabalhadores que perderam os postos de trabalho devido ao encerramento das empresas e que continuam há anos a aguardar o pagamento dos créditos que lhes são devidos (salários em atraso e indemnizações); os que se encontram com salários em atraso e sujeitos ao lay-off; os das empresas em perigo de e encerramento. 

O desemprego é um flagelo que afecta uma grande parte das famílias. Mais do que constatar é preciso agir. Identificando os problemas, apresentando soluções, mobilizando os desempregados.


O desemprego é um flagelo que afecta uma grande parte das famílias. Mais do que constatar é preciso agir. Identificando os problemas, apresentado soluções, mobilizando os desempregados.

Neste sentido a CGTPIN vai promover uma Marcha contra o desemprego entre os dias 5 e 13 de Outubro. Esta iniciativa de âmbito nacional terá o seu início em Braga e em Faro e terminará em Lisboa.

É uma acção que envolverá os desempregados, os jovens à procura do primeiro emprego, os trabalhadores que perderam os postos de trabalho devido ao encerramento das empresas e que continuam há anos a aguardar o pagamento dos créditos que lhes são devidos (salários em atraso e indemnizações); os que se encontram com salários em atraso e sujeitos ao lay-off; os das empresas em perigo de encerramento.

Sendo uma acção aberta a todos os que nela queiram participar, a CGTPIN irá estabelecer no plano regional um conjunto de contactos com diversas entidades no sentido de apoiarem e se solidarizarem com esta marcha que também tem como objectivo que o direito ao trabalho e ao trabalho com direitos seja assegurado a todos quantos trabalham e vivem em Portugal.
O desemprego inibe a criação de riqueza e fomenta a pobreza.

O memorando da Troica e a política do Governo do PSD-CDS estão a trucidar o emprego, a banalizar os despedimentos e a precariedade, a fomentar o desemprego, a reduzir os salários e a protecção social, a aumentar as desigualdades e a generalizar a pobreza. Em 2012 serão destruídos mais de 200 mil postos de trabalho, situação que deve continuar em 2013, caso não se invertam as políticas em curso. Previsões do FMI apontam para alguma recuperação a partir de 2014 (incerta e pouco credível), mas mesmo a verificarem-se o nível de emprego em 2017 será inferior ao de 2011, ano em que o nosso país começou a ser submetido a uma denominada terapia de choque da Troica e do Governo PSD/CDS.

A taxa de desemprego deverá atingir os 15,5% no conjunto do ano de 2012 e os 15,9% em 2013. Isto significa que o número oficial de desempregados passará de 706 mil em 2011 para 881 mil em 2013. De acordo com estas previsões, em 2017, a taxa de desemprego (de 13,7%) não terá ainda descido sequer para o nível de 2009 (9,5%). Estamos perante um aumento brutal do desemprego estrutural para os próximos anos com a agravante de se acentuar a exclusão social, face ao aumento do número de desempregados sem qualquer protecção social.

A taxa real de desemprego (considerando os inactivos e os que estão em subemprego) ultrapassa os 20% abrangendo mais de 1,2 milhões trabalhadores desempregados. O desemprego de longa duração está a aumentar, assim como 45% dos desempregados são menores de 35 anos.

A situação dos jovens tornou-se dramática, nomeadamente entre os que têm menos de 25 anos, cuja taxa de desemprego em Maio era de 36,4% quando um ano antes se situava nos 29,4%.

Os jovens estão também mais sujeitos à precariedade dos vínculos laborais. Se 1/5 dos trabalhadores em geral têm contratos não permanentes, entre os menores de 25 anos são 56% e cerca de 30% entre os jovens dos 25 aos 34 anos.

Em consequência, muitos trabalhadores, particularmente os mais jovens, estão a emigrar. Só no 1º trimestre de 2012 terão saído do país cerca de 40 mil jovens entre os 25 e os 34 anos. Esta é uma política que está a pôr em causa o presente e a comprometer o futuro.

É preciso dinamizar o sector produtivo e o mercado interno.

A destruição de postos de trabalho e o aumento do desemprego devem-se ao declínio da economia, situação que se está a aprofundar com as políticas deste governo e da Troika. Segundo o FMI, o PIB deverá ter uma quebra de 3% em 2012 em termos reais, depois da queda de 1,6% em 2011 e de 2,9% em 2009. Para 2013 o FMI prevê um ligeiro aumento de 0,2% mas outras instituições, como o Banco de Portugal, prevêem uma estagnação em 2013. Aliás, todas as previsões a partir de 2014, e mesmo 2013, são muito pouco fiáveis e sustentadas. A recessão é de tal ordem que em 2012 o PIB será inferior ao de 2002.

Esta situação desastrosa deve-se em, primeiro lugar, à redução do consumo privado, cuja quebra em termos reais atingirá os 6% em 2012, e que tem como causas a diminuição dos salários (com destaque para a Administração Pública), as baixas pensões e o aumento do custo de vida. O investimento, com uma quebra de 12,2% em 2012, é o outro grande factor explicativo, e tem influência na destruição do aparelho produtivo do país.

Estamos neste momento perante uma política de abaixamento deliberado dos salários. De acordo com o FMI, em 2011, 2012 e 2013 há mesmo uma quebra nominal nas remunerações por trabalhador. Comparando com a evolução da produtividade apenas em 2009 a evolução das remunerações reais fica acima da evolução da produtividade. Isto significa que, com excepção de 2009, o trabalho perde peso no PIB face ao capital.

Os custos do trabalho/hora em Portugal são dos mais baixos da União Europeia e têm vindo a diminuir em relação à média (43,8% da média da Zona Euro em 2011 e 52,4% da União Europeia). São também substancialmente mais baixos do que na França, Alemanha ou Espanha e também têm diminuído em relação a estes países.

Já as exportações, embora em crescimento, estão em desaceleração (sendo um indicador dependente da situação internacional e dos riscos associados, nomeadamente na Zona Euro e em particular na Espanha) e não compensam o declínio da procura interna.

Mudar de politica para criar mais e melhor emprego

A criação de emprego depende fundamentalmente do crescimento económico, sendo necessário em primeiro lugar dar resposta a este problema. Não basta anunciar programas pontuais e avulsos dirigidos à criação de emprego. São fundamentais políticas macroeconómicas que fomentem o crescimento e o desenvolvimento económico, assegurem o aumento do PIB, o fomento do emprego e o combate à precariedade, bem como o apoio às pequenas e médias empresas.

Daqui decorre a exigência da renegociação da dívida (prazos, juros e montantes) para assegurar o crescimento económico como condição para a diminuição do défice público. O prazo para a redução do défice público deve ser alargado, para que se implemente outra política de crescimento e coesão social de forma a garantir a consolidação orçamental.

Para CGTP-IN é ainda necessário assegurar que não se alienem instrumentos de política económica, aumentando e reforçando o Sector Empresarial do Estado.

E no quadro do respeito pela Constituição da República Portuguesa é fundamental a revogação das normas do Código de Trabalho que fragilizam a contratação colectiva, provocam o aumento da precariedade e potenciam o desemprego, nomeadamente os novos regimes de bancos de horas, a redução do pagamento do trabalho suplementar, as novas formas de despedimento, e em geral todas as normas que aumentam o tempo de trabalho.

10 MEDIDAS PARA COMBATER O DESEMPREGO

Neste sentido a CGTP-IN apresenta as seguintes medidas urgentes:

1. Aplicar um Programa de Desenvolvimento dirigido à Revitalização do Tecido Produtivo, com o envolvimento e mobilização da sociedade e dos trabalhadores em particular, tendo como objectivos centrais o reforço das exportações e a substituição das importações por produção nacional, de forma a equilibrar a balança comercial e diminuir a dependência externa. O plano deverá incidir nos sectores primário (agricultura, pescas, diversos subsectores do mar, sector mineiro …), na indústria, com a reindustrialização do país e nos serviços transaccionáveis, devendo o QREN ser reprogramado com este objectivo. Devem ser encaradas medidas temporárias de protecção à produção nacional defendendo-a da concorrência externa com fundamento na situação excepcional do país.

2. Dinamizar a procura interna através do consumo o que passa pela melhoria de salários, incluindo o salário mínimo nacional, e das prestações sociais

3. Implementar políticas que assegurem o cumprimento do princípio constitucional do direito ao trabalho e ao trabalho com direitos, promovam o pleno emprego e combatam o desemprego. Para o efeito o horário de trabalho deve ser reduzido progressivamente para as 35 horas semanais, sem adaptabilidade e sem redução de salário.

4. Aplicar programas de gestão preventiva, que evitem os despedimentos ou a redução de efectivos em empresas em reestruturação ou que apresentem riscos de perdas de emprego.

5. Revogar, na legislação do trabalho, a discriminação relativa à contratação de jovens (e desempregados de longa duração), ao permitir a sua contratação a termo em qualquer situação, incluindo para preenchimento de postos de trabalho permanentes

6. Reforçar a fiscalização e limitar os contratos de trabalho de duração determinada a necessidades temporárias de trabalho (tanto no sector privado como no sector público). Passar a efectivos de todos os trabalhadores que exercem funções de carácter permanente; Regularizar os falsos recibos verdes, o que implica fiscalização reforçada das situações de falsos recibos verdes, tendo em conta a presunção do art.º 12º do Código do Trabalho.

7. Abandonar a intenção de reduzir o número de trabalhadores na Administração Pública e desbloqueamento das contratações de pessoal, garantindo que o número de trabalhadores é o adequado face às necessidades e ao bom funcionamento dos serviços públicos. Cumprimento da legislação do trabalho da Administração Pública no sentido de impedir a contratação ou subcontratação de trabalhadores por valores inferiores aos fixados no sector.

8. Prolongar o subsídio social de desemprego a todos os desempregados sem protecção social enquanto durar a crise e revogação de todas as medidas na área da protecção social que têm como objectivo o abaixamento de salários (redução do subsídio de desemprego após 6 meses de atribuição, redução do tempo de atribuição, acumulação do subsídio com empregos de baixos salários, trabalho “voluntário” obrigatório e gratuito dos beneficiários do RSI).

9. Reforçar o papel dos centros de emprego na captação de ofertas de emprego, assegurando ao mesmo tempo a qualidade e o respeito pelas normas legais e contratuais, incluindo salários. Rever as medidas activas de emprego, garantindo que apenas se apoiam postos de trabalho permanentes, privilegiando as que se dirigem a integrar trabalhadores em empresas que produzem com o objectivo de substituir importações.

10. Criar um imposto extraordinário que desincentive a distribuição de dividendos por parte das empresas e a transferência de mais valias para o exterior, incentivando a recapitalização das empresas e a criação de emprego permanente.

12 julho 2012

Entrevista de Paulo Morais da ONG "Transparência e Integridade"

Paulo Morais, ex-vice-presidente da CM do Porto e vice-presidente da ONG "Transparência e Integridade" diz que o parlamento é o grande centro da corrupção em Portugal e que a corrupção é a verdadeira causa da crise. Entrevista de Luís Gouveia Monteiro.



11 julho 2012

XXXII Festival de Folclore em Santo António das Areias, Marvão


Rancho Folclórico da Casa do Povo de Santo António das Areias vai organizar no próximo dia 14 de Julho de 2012, o XXXII Festival de Folclore, em Santo António das Areias, Concelho de Marvão.


09 julho 2012

05 julho 2012

Grandiosa Corrida de Toiros no dia 7 de Julho em Santo António das Areias


No próximo sábado, dia 7 de Julho, realiza-se na Praça de Toiros de Santo António das Areias, pelas 22 horas, a tradicional Corrida de Toiros.

Em praça vão estar os cavaleiros Sónia Matias, João Moura Caetano e Marco José e serão lidados toiros da prestigiada ganadaria de Manuel Rosa Tátá.

Em disputa estará também o troféu da Casa do Povo de Santo António das Areias para a melhor pega com os grupos de Forcados de Cascais, Portalegre e Arronches.

A iniciativa insere-se nas actividades da Feira da Gastronomia de Marvão.

Os bilhetes já estão à venda na Casa do Povo de Santo António das Areias - telefone 245 992 157

20 junho 2012

Escola Sindical de Verão do Instituto Ruben Rolo


Refundar a Europa
Em Defesa do Modelo Social Europeu
Por uma Resposta Solidária à Crise
Lisboa, 23 de Junho de 2012

10.00h           1ª sessão:
Abertura - Carlos Trindade - Presidente do Instituto Ruben Rolo

José Castro Caldas - CES, Universidade de Coimbra
Contra a destruição do estado social, refundar a Europa

10.30h           Debate em Grupos de Trabalho
11.50h           Apresentação das sínteses em plenário
12.10h           Resposta dos oradores e debate
12.55h           Breve síntese da sessão da manhã

13.05h           Almoço

14.30h           2ª sessão:
Abertura - Miguel Laranjeiro - Secretário Nacional para a Organização do Partido Socialista

Ulisses Garrido – ETUI - Instituto Sindical Europeu, Bruxelas - Bélgica
Acção política e sindical em defesa do Modelo Social Europeu, refundar a Europa

15.10h           Debate em Grupos de Trabalho

16.10h           Café

16.40h           3ª sessão:
Apresentação das sínteses em plenário, na forma de um “Prós e Contras”
17.40h           Resposta dos oradores e debate
18.40h           Breve síntese da sessão da tarde
18.55h           Conclusões

Apoio:

18 junho 2012

Conferência: Refundar a Europa


Conferência
«Refundar a Europa»

Em Defesa do Modelo Social Europeu
Por uma Resposta Solidária à Crise
Lisboa, 22 de Junho de 2012
Hotel Zurique (Sala Apollo), Rua Ivone Silva 18 (Metro “Campo Pequeno”)

17.45h        Recepção e inscrição dos participantes
18.00h        Abertura e apresentação do programa
Vivalda Silva - Instituto Ruben Rolo, Lisboa

18.15h        Refundar a Europa! Por uma política económica progressista, pela dinamização da democracia e por uma nova identidade do projecto europeu
Reinhard Naumann - Fundação Friedrich Ebert
João Ribeiro – Secretário Nacional para as Relações Internacionais e Cooperação do Partido Socialista
Viriato Soromenho Marques - Universidade de Lisboa
Carlos Trindade - Instituto Ruben Rolo

19.15h        Debate / Moderadora: Fernanda Moreira - Sindicato dos Operários da Indústria do Calçado, Malas e Afins dos Distritos de Aveiro e Coimbra

20.45h           Encerramento
Fernando Gomes - Instituto Ruben Rolo

Inscrições: 21 357 33 75, Fax 21 357 34 22, e-mail: info@feslisbon.org
Apoio:

14 junho 2012

Sampaio da Nóvoa, num discurso que merece ser escutado...


Sampaio da Nóvoa, Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do 10 Junho - Dia de Portugal, num discurso que merece ser escutado... repito, ESCUTADO!


31 maio 2012

Partido Socialista de Cascais organizou mesa redonda sobre Partidos, Sindicatos, e Movimentos Sociais


Aqui deixo intervenção no âmbito de iniciativa do PS de Cascais:

Está em curso o maior ataque, desde há décadas, contra os direitos dos trabalhadores e às suas organizações representativas, os Sindicatos, mas também às Comissões de Trabalhadores. O mesmo capital financeiro que capturou o poder político e submete a economia real, usa agora a crise global de que é o primeiro responsável para assegurar o seu domínio. Impõe os programas de austeridade que lhe permitem reforçar o poder do Capital, degradar a Democracia, proteger os poderosos, sacrificar e desvalorizar o Trabalho em nome da competitividade.

E como é visível o governo português, como capataz servil e acrítico do FMI e de instituições europeias, aproveita a crise, prega a culpa colectiva e a resignação perante os credores, para justificar o mais brutal programa ideológico visando uma profunda alteração estrutural no Estado e na economia, contra os trabalhadores e os direitos sociais alcançados desde o 25 de Abril.

Tudo à custa de um crescente e perigoso autoritarismo, da fusão e promiscuidade entre poder político e grandes negócios privados, da degradação da democracia política, do ataque ao Estado Social (Saúde, educação e segurança social) ao direito de negociação colectiva, ao diálogo social, da conversão da concertação social numa farsa instrumental, que tenta impor aos sindicatos o papel de cúmplices na execução de políticas anti-sociais e anti-laborais.

Os trabalhadores e a sociedade estão amarrados ao medo, à incerteza, aos encargos familiares, perdendo direitos mas preservando o emprego, muitas vezes à custa da própria dignidade.

A valorização do Trabalho, e dos sindicatos como eixo incontornável de uma política de desenvolvimento e de progresso social, o exercício da Democracia e do direito de oposição, o conflito e a pluralidade de interesses e opções, tornaram-se obstáculo incómodo aos propósitos de dominação ultraliberal do capital financeiro e dos grupos dominantes numa das mais desiguais das sociedades europeias.

A esta crise e a este programa de austeridade é preciso um movimento sindical mais forte, mais eficaz, mais unido na acção colectiva, mais representativo do conjunto dos trabalhadores, capaz de combinar uma mais elevada mobilização social nas ruas e nos locais de trabalho com uma maior iniciativa própria na negociação colectiva e na concertação social, em diálogo e convergência com os movimentos sociais.

Neste contexto, os Sindicalistas que se reúnem em torno da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, e que abrange não só os militantes socialistas, mas também muitos independentes que se revêem nas nossas posições, tem identificado desafios e elaborado propostas por cujo debate e por cuja consideração passam em nossa opinião o fortalecimento e o futuro da CGTP-IN renovada e à altura dos desafios contemporâneos com que se confronta o sindicalismo e o Mundo do Trabalho.

Fazemo-lo em defesa de um sindicalismo reivindicativo e ancorado na mobilização social, mas que saiba combinar a acção reivindicativa com a prática de um sindicalismo de proposta, de negociação e de diálogo social em articulação com a intervenção, acção e luta nos locais de trabalho; que assuma a defesa dos direitos conquistados, mas saiba ler e interpretar as mudanças no trabalho.

Medidas e propostas para um movimento sindical de classe, autónomo, e representativo; comprometido com o conjunto dos trabalhadores, permanentes, precários e desempregados e, solidariamente, com outros extractos desfavorecidos da população, como os reformados; mais democrático, mais plural, mais transparente e mais participativo; mais eficaz na sua acção colectiva, seja na relação com o poder político e na discussão das políticas públicas, seja na negociação com o patronato e na intervenção e organização nos locais de trabalho; mais disponível para procurar incessantemente denominadores comuns que fortaleçam a unidade dos trabalhadores e lhe dêem conteúdo, objectivos e sentido, promovendo a unidade de acção com todo o movimento sindical português, incluindo a UGT. É certo que o acordo celebrado, gravíssimo nas suas implicações, não é o fim da batalha da direita no poder pela alteração das relações de trabalho.

Queremos uma CGTP-IN e um sindicalismo mais aberto à cooperação e à convergência com os movimentos sociais e rejeitando pretensões hegemónicas ultrapassadas e sem sentido. Mais comprometido na construção do movimento sindical e da luta dos trabalhadores à escala global, na sua dimensão europeia e internacional, superando preconceitos e sectarismos que mantêm a principal central sindical portuguesa fora da grande central sindical mundial, a CSI, para cuja criação, aliás, contribuiu aquando a sua fundação.

É neste sentido que lutamos no dia a dia, contra os sectarismos, pela unidade na acção pois só assim estaremos a contribuir para a construção de um sindicalismo que traga aos trabalhadores, não só a resolução dos seus problemas mas alguns ganhos que minorem as perdas dos últimos tempos. Não é fácil. Hoje mesmo divulgámos uma posição que alerta para a violação de um princípio fundamental da CGTP-IN, o princípio da Unidade.

É neste contexto e tendo em conta o quadro desta análise politico–sindical que por ocasião do XII Congresso apresentámos em conjunto, várias propostas para uma CGTP-IN mais forte, mais representativa, mais democrática e mais eficaz na defesa dos trabalhadores:

1. Dinamizar uma posição mais ofensiva e proponente, e não meramente defensiva e resistente, quanto à negociação colectiva, núcleo essencial da ação dos sindicatos; que estude e aproveite as melhores práticas e experiências sectoriais e de empresa; que responda à tentativa de marginalização dos sindicatos da negociação colectiva nas empresas pelo reforço da cooperação e do envolvimento das CTs, ao lado dos sindicatos, neste domínio.

A resposta aos bloqueios e impasses actuais e ao ataque patronal e governamental, visando enfraquecer os sindicatos e destruir a negociação colectiva, passa por debater uma nova orientação sindical neste domínio: com o estudo mais sustentado e fundamentado da regulação das mudanças verificadas no trabalho; com o reforço dos meios técnicos especializados de suporte; com a articulação da negociação colectiva aos vários níveis, desde a negociação bilateral com as confederações patronais, à negociação sectorial e de empresa; com uma linha consistente de busca da mais alargada unidade de acção e dos denominadores comuns com outros sindicatos; sem perda de identidade e afirmação da diferença; com a defesa firme de que não é por imposição política e legal, mas através da negociação coletiva, que se deve promover a adaptabilidade laboral às mudanças verificadas no trabalho e na economia nos sectores e empresas, com respeito pelos direitos e dignidade dos trabalhadores.

2. A gravidade extrema da situação presente e da ofensiva anti-laboral e anti-social reforçam a exigência de que a acção da CGTP-IN e dos sindicatos em geral seja mais orientada para a busca permanente dos pontos e plataformas mínimos de convergência e de acção comum com o restante Movimento Sindical Português, incluindo a UGT, designadamente ao nível da concertação social, que permitam ampliar a resistência social e a capacidade negocial do movimento sindical. Não iludindo e assumindo as diferenças de orientação e de percurso das duas centrais sindicais, trata-se de superar uma cultura de confrontação e de fortalecer as condições para a unidade na ação, sempre que possível.
 
A utilização instrumental da Concertação Social por parte dos governos e das confederações patronais tem beneficiado grandemente da frequente oposição e desconfiança entre as duas centrais sindicais e da inexistência de uma relação e de uma cultura de diálogo para a construção de posições comuns nesta frente.

3. Enfrentar a questão do défice de representação dos trabalhadores precários como uma das principais questões estratégicas que determinarão a força ou a fraqueza futuras do movimento sindical e a sua capacidade de representar solidariamente o conjunto dos trabalhadores. Com essa finalidade, promover, em cooperação com os movimentos dos precários e com os sindicatos, o estudo desta exigente questão e a partilha das experiências e boas práticas existentes, para construir um programa de alargamento da representação sindical no plano orgânico e da incorporação dos problemas e interesses dos trabalhadores precários na negociação colectiva e no diálogo social com o poder político e com o patronato.

4. A CGTP-IN deve dinamizar o debate interno, as propostas e as iniciativas e os estudos necessários para que a resistência à destruição em curso do Estado Social e à subalternização do Direito do Trabalho seja sustentada, não apenas na, hoje dominante, orientação sindical de resistência na base dos direitos adquiridos, mas também de uma postura mais proponente e fundamentada que compreenda a necessidade de preservar o futuro do Estado Social, por um lado através de políticas públicas negociadas que garantam o justo equilíbrio entre os direitos sociais e a sua sustentabilidade e, por outro lado, recusando o primado dos direitos dos credores sobre os direitos concretos dos cidadãos, trabalhadores, desempregados ou pensionistas. Nesta perspectiva, afirmar a disponibilidade da CGTP-IN, num outro quadro político-social diferente do actual, para ser parte de um renovado contrato social que promova uma mais progressiva redistribuição da riqueza através do Estado Social, da participação na Concertação Social, do reconhecimento dos direitos, da valorização da negociação colectiva e da afirmação dos sindicatos.

5. Reforçar os princípios e a prática da autonomia e da democracia na CGTP-IN e no conjunto das organizações sindicais, repensando a relação dos sindicatos com os partidos, (exemplo CSS) e os métodos de participação, responsabilização e funcionamento interno, sem prejuízo da convergência de acção e de posições quando os interesses dos trabalhadores o exijam, e do respeito pela legítima diversidade de convicções político-partidárias dos sindicalistas. Fortalecer a formação aprofundada dos quadros, a informação e auscultação permanente aos trabalhadores e a prestação de contas, como caminho para a sua maior participação e responsabilização pela vida dos sindicatos. Contrariar práticas de opacidade, superar culturas de compartimentação, competição e fechamento e promover uma maior circulação e partilha da informação em todas as estruturas sindicais.

6. Promover uma reflexão alargada sobre o modelo actual de organização, da estrutura sindical, dos órgãos sindicais e sobre a democracia interna e as causas da reduzida participação dos trabalhadores, de modo a assegurar a maior ligação à realidade das empresas de hoje, a proximidade entre os trabalhadores sindicalizados e as direcções, aumentar a sua participação, superar fenómenos de burocratização das hierarquias e aparelhos sindicais.

7. Afirmar o apoio – naturalmente crítico – da CGTP-IN aos princípios, valores e objectivos fundadores do projecto europeu e, simultaneamente, combater com determinação a actual deriva ultraliberal e conservadora que prejudica as camadas populares e coloca em causa a sua própria existência, o desenvolvimento, o Bem-estar social e a Paz na Europa.

8. Acabar com a ficção da equidistância e neutralidade da CGTP-IN nas relações com o movimento sindical internacional, que tem servido de fundamento, até hoje, para o veto da maioria política interna, e promover a filiação na grande e dominante confederação sindical mundial que é a CSI – Confederação Sindical Internacional – de caráter unitário, onde hoje estão agrupadas centrais sindicais das mais diversas orientações, incluindo as centrais sindicais europeias e da CSPLP (PALOP), mais próximas da CGTP-IN.

A globalização neoliberal de um capitalismo submetido ao capital financeiro global implica, mais do que nunca, a unidade na acção dos trabalhadores à escala internacional. Só preconceitos políticos e ideológicos e um fechamento sectário às mudanças políticas e sociais verificadas no mundo nas últimas décadas justificam que a maioria interna mantenha a recusa de filiação da CGTP-IN na CSI, apesar de ter participado no processo da sua constituição a partir da fusão de duas centrais sindicais mundiais (a CISL e a CMT).

Estoril, 31 de Maio de 2012

Fernando Gomes
Secretariado e Comissão Executiva da CGTP-IN
Secretariado Nacional da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

Posição dos Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN sobre o Convívio de 2 de Junho de 2012



“Unidos nos ideais de Abril
Contra a exploração e o empobrecimento”

A propósito da iniciativa convocada pela CGTP-IN para o dia 2 de Junho de 2012, na Casa do Alentejo, em Lisboa, que é um encontro de confraternização entre antigos e actuais dirigentes, com o lema: “Unidos nos ideais de Abril – Contra a exploração e o empobrecimento”, os sindicalistas socialistas da Confederação informam que:

  1-   Desde o início do processo, de forma especial após o consenso encontrado sobre o lema da iniciativa, que demos o nosso contributo no âmbito dos órgãos dirigentes da CGTP-IN, no sentido de valorizar esta iniciativa como um espaço de afirmação da CGTP-IN, valorização do sindicalismo e dos sindicatos, no respeito pela Unidade, principio que desde sempre caracterizou a nossa Confederação;

  2-   Estivemos de acordo com a ideia de reconhecer e homenagear os antigos dirigentes, possibilitando a sua intervenção na iniciativa e, considerando o princípio da Unidade, propusemos a intervenção de vários sindicalistas socialistas que, no passado, exerceram funções dirigentes na CGTP-IN. Estas propostas foram aceites. Sugerimos, também, a intervenção de Ulisses Garrido, sindicalista reconhecidamente independente e da área católica, sem que a proposta tenha sido aceite;

  3-   Ao mesmo tempo propusemos que, quanto ao presente, fossem feitas intervenções de actuais dirigentes sindicais que, no quadro da composição dos actuais órgãos, expressam na actualidade e coerentemente o exercício do referido princípio de Unidade;

  4-   Por fim, Arménio Carlos, na sua qualidade e com a legitimidade que possui de Secretário-geral, encerraria os trabalhos, estabelecendo a ligação entre o passado e o presente e projectando o futuro, funcionando a sua intervenção como corolário das intervenções anteriores;

  5-   Esta proposta foi sendo constantemente recusada, sem qualquer preocupação quanto à expressão da Unidade da CGTP-IN, no presente, tão essencial nestes tempos em que sofremos o maior ataque do governo PSD/CDS, conservador e neoliberal, ao Estado Social, aos direitos dos trabalhadores e às suas organizações representativas;

  6-   Fizemos propostas que visavam valorizar a CGTP-IN e dignificar a iniciativa de 2 de Junho, mas parece que a maioria dos dirigentes da CGTP-IN tem uma interpretação da Unidade centrada e expressa somente no passado, sem qualquer relação objectiva com o presente e sem horizontes de futuro;

  7-   Neste sentido, e porque a maioria dos dirigentes não aceitou as nossas propostas, decidimos não participar no encontro de 2 de Junho de 2012, na Casa do Alentejo.

Reafirmamos que a CGTP-IN, sendo a mais bela construção dos trabalhadores e para a qual todos trabalharam no passado, continua a ser de todos e para todos no presente.

Por isso, os sindicalistas membros da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, tal como no passado, estão todos mobilizados e a mobilizar os trabalhadores, trabalhadoras e a Sociedade em geral para as grandes manifestações de 9 de Junho, no Porto, e de 16 de Junho, em Lisboa, com o objectivo de derrotar a política do Governo de direita e extrema-direita do PSD/CDS e contra a exploração e o empobrecimento.



Lisboa, 31 de Maio de 2012

O Secretariado Nacional da
Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

22 abril 2012

Caminhada pelas encostas de Marvão


O Centro Cultural de Marvão e a Maruam - Associação de Jovens vão organizar no próximo domingo, 29 de Abril de 2012, uma Caminhada pelas Calçadas Romanas de Marvão. Um percurso cuidadosamente escolhido para proporcionar uma saudável caminhada em que no final haverá um beberete para todos os participantes.
Uma experiência única pelas Encostas de Marvão... Participa...


21 abril 2012

Edições da CGTP-IN à venda na Feira do Livro


Dia Mundial do Livro assinalado pela CGTP-IN, através do seu Departamento de Cultura e Tempos Livres, que promove, no próximo dia 23 de Abril de 2012, das 09:30 às 12:30 horas e das 14:00 às 17:30 horas, no R/C da sua Sede, em Lisboa, uma Feira do Livro.

No cartaz que agora publico constam os livros editados pela CGTP-IN que estarão à venda por um preço de feira.

Para além destes, haverá dezenas de outros livros que estarão disponíveis para oferta.

19 abril 2012

Dia Mundial do Livro comemorado na CGTP-IN


No âmbito do Dia Mundial do Livro, a CGTP-IN, através do seu Departamento de Cultura e Tempos Livres, promove, no próximo dia 23 de Abril de 2012, das 09:30 às 12:30 horas e das 14:00 às 17:30 horas, no R/C da sua Sede, em Lisboa, uma Feira do Livro.

Nesta Feira estarão disponíveis para venda algumas edições publicadas pela CGTP-IN e outras para oferta, editadas ou não por esta Central.


17 abril 2012

Exposicão de Cartazes de Tauromaquia em Santo Antonio das Areias de Feliciano Hernandes



A Casa do Povo de Santo António das Areias organiza de 21 a 28 de Abril uma exposição de Cartazes de Corridas de Touros de Feliciano Hernandes no Ninho de Empresas em Santo António das Areias.
Entre muitos outros podem encontrar-se na exposição os antigos cartazes de Santo António das Areias e Valência de Alcântara entre.


10 abril 2012

Festival Taurino em Santo António das Areias


A Casa do Povo de Santo António das Areias vai organizar um Festival Taurino Misto de Beneficência, no próximo dia 21 de Abril, sábado.

Este reverte a favor da construção do Lar de Idosos de Santo António das Areias.

A Casa do Povo de Santo António das Areias e a Aficíon prestam homenagem, neste festejo ao saudoso crítico taurino Lourenço Mourato.

O evento terá lugar na Praça de Toiros de Santo António das Areias, pelas 16,30 horas. Estarão em Praça os cavaleiros João Moura, Joaquim Bastinhas, Tito Semedo, Bastinhas Jr. Miguel Moura e o matador Luís Procuna. Serão lidados 6 Toiros da Ganadaria Herdeiros de Rodolfo André Proença.

Os 2 grupos de forcados são de Cascais e de Portalegre. O Festival é abrilhantado por uma excelente banda de música.

Os bilhetes já estão à venda na Casa do Povo de Santo António das Areias que pode ser contactada através do telefone: 245 992 157.