No concerto de André Rieu e a Orquestra Johann Strauss no Altice Arena em Lisboa.
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31 março 2019
05 novembro 2018
A MINHA HOMENAGEM A MARIA GUINOT E A SUA PARTICIPAÇÃO NUM DUPLO LP DA CGTP-IN
Em 1986, Maria Guinot compôs "Homenagem às mães da Praça de Maio",
nos dez anos do início da concentração das mulheres que, em Buenos
Aires, exigiam saber dos filhos desaparecidos durante a ditadura militar
argentina (1976-1983).
A canção foi incluída no duplo álbum da
CGTP-Intersindical "Cem anos de Maio" e foi uma das 'bandeiras' do
programa "Deixem Passar a Música", da RTP, no qual Maria Guinot foi
acompanhada por José Mário Branco, que produziu e dirigiu a orquestra.
06 janeiro 2017
22 fevereiro 2016
Pedro Abrunhosa, Para os Braços da Minha Mãe, com Camané
Uma música que me faz recordar os braços da minha avó Teresa... Minha Mãe...
Tempo para recordar com saudades...
Tempo para recordar com saudades...
31 julho 2015
Aquilo que eu não fiz - Tiago Bettencourt
Ouvir e ler... basta!
Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei
Não fui eu que gastei
Mais do que era para mim
Não fui eu que tirei
Não fui eu que comi
Não fui eu que comprei
Não fui eu que escondi
Quando estavam a olhar
Não fui eu que fugi
Não é essa a razão
Para me querem moldar
Porque eu não me escolhi
Para a fila do pão
Este barco afundou
Houve alguém que o cegou
Não fui eu que não vi
Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei
Talvez do que não sei
Talvez do que não vi
Foi de mão para mão
Mas não passou por mim
E perdeu-se a razão
Todo o bom se feriu
foi mesquinha a canção
Desse amor a fingir
Não me falem do fim
Se o caminho é mentir
Se quiseram entrar
Não souberam sair
Não fui eu quem falhou
Não fui eu quem cegou
Já não sabem sair
Meu sonho é de armas e mar
Minha força é navegar
Meu Norte em contraluz
Meu fado é vento que leva e conduz.
06 dezembro 2014
24 julho 2014
11 abril 2014
FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE MARVÃO – CARTA ABERTA AO MAESTRO POPPEN
Aqui deixo, por subscrever inteiramente, esta carta aberta da autoria de Luísa Assis, Miguel Teotónio Pereira e Vera Assis Fernandes.
"Maestro:
Goethe
escreveu: “[a música] é completamente forma e conteúdo e eleva e enobrece tudo
quanto exprime” (“Os anos de viagem de Wilhelm Meister”).
A
música, como toda a Arte, como toda a actividade humana, não escapa à polémica
e à controvérsia. Mas, dada a natureza que lhe foi assinalada por Goethe, mesmo
na controvérsia ela é universalmente aceite como uma linguagem universal. Os
séculos são testemunha dessa qualidade da música. Essa mesma qualidade, como de
igual modo os séculos sempre foram testemunha eloquente, é causa de uma outra
qualidade da música: ela promove a união – a união das comunidades e dos povos
–, mas também a união do indivíduo consigo próprio, e a união do indivíduo com
o outro indivíduo. Na sua “imaterialidade”, a música teve sempre força bastante
para vencer os particularismos, fossem eles históricos, geográficos ou étnicos.
A música enobrece, porque reconcilia e resgata, eleva, porque liga e une. Quando
a música desunir e aviltar, quando for instrumento de dominação ou de
arrogância, ela trair-se-á a si mesma.
As
pedras de Marvão são lindas, as paisagens encantadoras. Se isso é verdade, é
porque elas vivem num contexto humano. As pedras e as paisagens de Marvão são
mais obra das mulheres e dos homens do que de Deus. A paisagem humana é a maior
riqueza de Marvão. As pedras são consequência desta, e é só graças a ela que
brilham. Quem a ela não for sensível, das pedras e da Natureza só poderá ter
aquela visão que se tem das coisas mortas. E desperdiçará a grande
oportunidade: a de se incluir, harmoniosamente, nessa grande harmonia. Como as
coisas mortas, pôr-se-á a si próprio de fora, tal uma excrescência. Ora, essa
fatalidade está proibida a um espírito musical, que verdadeiramente o seja.
“Toda
a música não é mais do que uma sucessão de impulsos que convergem para um
definitivo ponto de repouso”. Esta frase é extraída da segunda das seis lições proferidas
por Stravinsky na Universidade de Harvard. Como seria belo que o Festival Internacional
de Música programado para Marvão para os finais de Julho deste ano pudesse ser
ele próprio um “ponto de repouso” de um conjunto de actividades – de “impulsos”
– de dinamização e de animação musicais que para ele convergissem! Actividades
locais, ligando e unindo colectividades populares, associações, organismos
juvenis. Seria talvez pedir muito. Mas seria talvez pedir muito aos homens, não
à música. Esta, enobrecendo, seria enobrecida.
A
população de Marvão foi totalmente arredada da preparação daquele Festival. Mas
verdadeiramente lamentável é o facto de a sua presença nesse festival não ser,
aparentemente, desejada. O cartaz que há cerca de um mês por todo o lado
(espaços públicos, cafés, etc), em Marvão, em Castelo de Vide, e noutros
locais, promove o Festival, é totalmente escrito em inglês – nem uma só palavra
na língua “nativa”. Ou seja: aparentemente, o Festival destina-se
exclusivamente a “estrangeiros”.
Sereis
o primeiro a reconhecê-lo: nunca o povo de Marvão fez qualquer distinção entre
“nativos” e “estrangeiros”. Essa distinção é agora introduzida a propósito de
um Festival de Música, e é introduzida por quem se sente em Marvão como em sua
própria casa, porque foi esse o espírito com que foi acolhido. Pergunte-se a si
próprio: tal cartaz seria tolerado no vosso país?
Esse
cartaz constitui uma ofensa ao povo de Marvão, mas isso não é tudo; constitui
uma ofensa ao povo português, mas isso não é tudo; constitui uma ofensa às
organizações locais e nacionais que acolheram e viabilizaram o Festival, mas
ainda isso não é tudo; constitui, acima de tudo, uma ofensa à própria Música, à
essência da Música. Em síntese: constitui uma ofensa ao Festival, porque este
Festival de Música está a ser promovido por um cartaz que é, basicamente, antimusical.
Não
avaliamos o grau dessa ofensa porque em tudo o que diga respeito à Arte não há
ofensas mínimas e máximas; em Arte, qualquer ofensa, mínima que pareça, é máxima.
Qualquer espírito musical, que verdadeiramente o seja, facilmente o
reconhecerá.
Maestro:
Em
Maio de 1906 um outro poeta de língua alemã – Rilke – escreveu uma dolorosa
carta ao seu venerado Mestre – Rodin –, em qual carta o Poeta tentou desagravar
uma ofensa que teria sofrido daquele. No final dessa carta, escreveu: “Nós
estávamos de acordo em que há uma justiça imanente na vida, justiça essa que se
cumpre lentamente mas sem falta; é nessa justiça que eu ponho toda a minha
esperança”.
Por
nosso lado, esperamos dos homens a reparação da ofensa que motivou a presente
carta; todavia, em caso de não ser suficiente a grandeza dos homens para que
isso aconteça, estamos certos de que as pedras de Marvão serão o garante de
que, tarde ou cedo, essa reparação se cumprirá.
Respeitosamente,
Marvão,
9 de Abril de 2014
Luísa
Assis
Miguel
Teotónio Pereira
Vera
Assis Fernandes "
15 março 2014
Maria Guinot - Silêncio e tanta gente...
No dia em que se realiza a última fase do Festival da Canção, na RTP, deixo o tema com que a Maria Guinot ganhou o Festival de 1984.
21 fevereiro 2014
FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE MARVÃO
O Festival Internacional de Música de Marvão está
agendado para os dias 25, 26 e 27 de Julho de 2014. Este evento está a ser
pensado e programado pelo maestro alemão Christoph Poppen, que desde 2011 tem
residência na vila.
Este Festival de música clássica pretende atrair,
todos os anos, durante um fim-de-semana de Julho, músicos de nível mundial para
concertos em alguns dos locais mais emblemáticos da vila de Marvão, como os
jardins do Castelo, as Igrejas de Nossa Senhora da Estrela, de Santiago e do
Espirito Santo, ou a Cisterna.
“O pôr-do-sol em Marvão é inesquecível. Concertos ao
entardecer, vão permitir ao público ouvir grandes nomes da música clássica
mundial, à medida que o sol cai lentamente por detrás da orquestra”, explica
Christoph Poppen, director artístico do evento.
Já são conhecidos alguns aspectos do programa que
poderão ver em:
15 fevereiro 2014
Introspecção por Manuela Azevedo - Clã
"Não é segredo, todos vemos, são casos reais, vivemos a dormir e cada vez perdemos mais...."
Talvez seja com este género de música que as novas gerações despertem para a realidade e ajudem a combater este Governo antes que seja tarde demais...
02 janeiro 2014
Mariza, Miguel Poveda e a Orquestra Nacional de Espanha em "Meu fado meu"
Mariza, Miguel Poveda e a Orquestra Nacional de Espanha em "Meu fado meu" no Auditório Nacional de Madrid, em 12 de Junho de 2010, por ocasião dos 25 anos da assinatura da adesão de Portugal e Espanha à então Comunidade Económica Europeia.
29 dezembro 2013
22 dezembro 2013
02 julho 2013
The Gift - Primavera
Há muito que andava para partilhar este tema dos Gift, que adoro, e que ouço tantas vezes quando conduzo...
Aqui fica!
20 abril 2013
04 fevereiro 2013
30 outubro 2012
João Só e Abandonados com Lúcia Moniz - Sorte Grande
HÁ SONS QUE VALEM A PENA OUVIR... E OUTROS QUE VALEM A PENA SENTIR E VIVER...
04 novembro 2011
18 outubro 2011
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