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02 julho 2026
Em ano de Mundial, é preciso olhar para 2030: O futebol não pode ignorar o Direito Internacional
16 maio 2026
Os Lobos de Marvão: novo livro de Florival Lança apresentado em Marvão
Intervenção de Fernando Gomes
16 de Maio de
2026 – 18:00 horas
Centro Cultural de Marvão
Boa tarde a todas e todos, obrigado pela vossa
presença,
Uma saudação ao Presidente da Assembleia Municipal de Marvão e à Senhora Vereadora da Cultura, pela vossa presença nesta sessão.
Uma saudação ao editor da Gandaia, Reinaldo Ribeiro.
Quero agradecer ao Nuno
Machado, Presidente da Direcção do Centro Cultural de Marvão e ao Gonçalo
Monteiro, Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria de Marvão, por terem
abraçado este nosso desafio para esta apresentação em Marvão. É de toda a
justiça homenagearmos o Florival, até porque escolheu Marvão, há muitos anos,
como território maior da sua escrita e cenário privilegiado de muitas das
histórias que nos tem oferecido.
Falar do Florival Lança
é falar de alguém que nunca separou a vida das convicções. Ex-comando,
ex-operário e ex-sindicalista. Foi o que ele me mandou ontem por WhatsApp, como
se a vida dele conseguisse ficar fechada nestas três dimensões.
Há pessoas que passam
pelas organizações, pelos cargos ou pelos livros. O Florival passou por tudo
isso, mas deixou sobretudo uma marca humana. E é isso que hoje importa lembrar.
O Florival vem do mundo
do trabalho, da realidade dura e concreta de quem conheceu por dentro a
condição operária. Foi metalúrgico, trabalhou na SOREFAME, viveu os tempos
difíceis antes do 25 de Abril e pertence a uma geração que não aprendeu a
palavra “solidariedade” nos livros, aprendeu-a na vida. Talvez por isso tenha
levado sempre tão a sério o sindicalismo: não como uma carreira, porque o
sindicalismo não é uma profissão, mas como compromisso com a luta da classe
trabalhadora.
Depois da Revolução,
dedicou décadas ao movimento sindical, particularmente na CGTP-IN, a nossa
Confederação, onde teve responsabilidades importantes, nomeadamente na área das
relações internacionais. Representou os trabalhadores portugueses em muitos
espaços nacionais e internacionais, sempre com enorme cultura política-sindical,
uma curiosidade intelectual rara e uma independência de pensamento que nunca
escondeu.
E é precisamente essa
independência que ajuda também a explicar alguns dos momentos mais difíceis do
seu percurso. O Florival nunca foi homem de silêncio confortável. Quando
defendeu que a CGTP devia aproximar-se da Confederação Sindical Internacional,
fê-lo por convicção, acreditando que o sindicalismo português ganharia força e
dimensão internacional.
Essa posição revelou
coragem. E eu próprio testemunhei e apoiei essa posição enquanto dirigente da
Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN. A polémica que então se gerou acabaria
por conduzir ao seu afastamento da direção da CGTP-IN, episódio que muitos conheceram
e que o próprio Florival descreveu, de forma frontal, como um afastamento por
“delito de opinião”.
Mas há uma coisa
importante a dizer: o Florival nunca deixou que a amargura falasse mais alto.
Continuou a pensar, a escrever, a intervir e, sobretudo, a olhar para o país
real, o das pessoas anónimas, das fronteiras esquecidas, das memórias
escondidas e das vidas duras que raramente entram nos livros de História.
E talvez tenha sido aí
que começou uma segunda grande viagem da sua vida: a literatura.
Os seus livros são
profundamente portugueses. Têm terra, têm memória, têm fronteira, têm luta e
têm gente dentro. Não são livros escritos de longe; são livros escritos por
alguém que conhece o peso da vida e a dignidade das pessoas.
Em O Mato Mata,
encontramos já essa atenção ao humano e ao território. É um livro que nos fala
também da guerra colonial e do ultramar. Confesso-vos que foi um livro que
deixei a meio, até hoje, porque me trouxe memórias difíceis da infância e
emoções que ainda não consegui arrumar totalmente. Como muitos sabem, o meu pai
foi soldado no ultramar. E há livros que não lemos apenas com os olhos, lemos
também com a memória.
Depois, em Marvão e
Ammaia – o Paraíso Prometido, o Florival leva-nos para um universo onde a
história, a herança islâmica, a paisagem e a ficção se cruzam com enorme
sensibilidade. Há ali fascínio pela memória profunda da nossa terra, pela
mistura de culturas e pelo passado escondido nas pedras e nas muralhas.
Mais tarde, em E da
Fronteira se Fez Pão, talvez um dos seus livros mais emocionais, devolve
voz às populações raianas, aos contrabandistas, às famílias pobres da fronteira
e às estratégias de sobrevivência de quem viveu décadas entre a miséria e a
coragem. O Florival escreve sobre essas pessoas com respeito, sem folclore,
porque percebe que ali também existe uma forma de heroísmo.
E ao longo de todos
estes livros há um fio comum: a defesa da dignidade humana. Seja no
sindicalista, seja no escritor, encontramos sempre a mesma pessoa, alguém que
nunca desistiu de acreditar que os homens e as mulheres comuns merecem ser
vistos, escutados e lembrados.
Talvez essa seja a
melhor maneira de apresentar o Florival: um homem livre. Livre nas ideias,
livre na escrita, livre na amizade e livre na forma como viveu o seu percurso.
E num tempo em que
tanta gente prefere o conforto da repetição, do seguidismo, isso continua a ser
uma qualidade rara.
Obrigado, Florival,
pelo teu exemplo, pela tua amizade e pela memória que continuas a construir, nas
lutas destes tempos difíceis, amargos, para quem viveu antes do 25 Abril 74, mas
também pelas palavras que nos deixas nos livros e na vida.
Agradeço a todas e
todos pela presença e por partilharem connosco este momento, que para mim, mais
do que a apresentação do novo livro é a homenagem a quem não sendo de Marvão,
pelo amor que tem à nossa terra se tornou Marvanense.
Obrigado Florival!
Obrigado Paula!
14 maio 2026
Defender o Trabalho Digno, combater a precariedade e valorizar o sindicalismo (Ação Socialista n.º 1938 de 14.05.2026)
Por Fernando Gomes
30 abril 2026
Convergência sindical: condição para uma grande Greve Geral (Acção Socialista n.º 1929 de 30.04.2026)
Por Fernando Gomes
27 março 2026
O Governo está a matar a concertação social (Expresso Online de 26.03.2026)
O que hoje assistimos,
com o afastamento da CGTP-IN das negociações sobre o pacote laboral, é um sinal
preocupante de degradação desse modelo. Mais do que um conflito conjuntural,
trata-se de um problema estrutural que levanta sérias dúvidas sobre o respeito
do Governo pelo quadro constitucional e legal da concertação social.
A concertação social
não é facultativa, é constitucional
O artigo 92.º da
Constituição da República Portuguesa estabelece claramente a existência do
Conselho Económico e Social (CES) como órgão de consulta e concertação no
domínio das políticas económicas e sociais. A Comissão Permanente de
Concertação Social (CPCS), que funciona junto do CES, é o espaço próprio para a
negociação entre Governo, confederações sindicais e patronais.
A Lei n.º 108/91, que
regula o CES, concretiza este mandato constitucional, atribuindo à CPCS
competências claras no domínio do diálogo social, designadamente na discussão
de políticas laborais, salários, condições de trabalho e legislação do
trabalho.
Ou seja, a concertação
social não é uma opção política do Governo do momento, é uma obrigação
constitucional e legal. Ignorá-la, esvaziá-la ou instrumentalizá-la é, na
prática, fragilizar a própria democracia.
Um Governo que simula
diálogo, mas impõe decisões
O que está em causa não
é apenas o afastamento da CGTP-IN, mas a forma como o Governo conduz o
processo: apresenta propostas fechadas, limita o espaço negocial e, na prática,
transforma a concertação social num ritual formal sem conteúdo.
Este comportamento
contraria frontalmente o espírito e a letra da Constituição e da Lei. A
concertação social exige negociação de boa-fé, abertura ao compromisso e
respeito pelos parceiros sociais, independentemente das suas posições de
partida.
Ao marginalizar a
CGTP-IN, a maior e mais representativa Confederação sindical do país, que
representa centenas de milhares de trabalhadores, o Governo não está apenas a
excluir um interlocutor, está a deslegitimar o próprio processo de concertação.
Enfraquecer os
sindicatos é enfraquecer a democracia
O ataque à concertação
social não pode ser dissociado do conteúdo do pacote laboral. As propostas em
discussão apontam, em muitos casos, para uma regressão de direitos,
desvalorização da contratação colectiva e maior desequilíbrio nas relações
laborais.
Como tem sido afirmado
pela Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, o trabalho digno assenta em
pilares inseparáveis: direitos no trabalho, emprego de qualidade, protecção
social e diálogo social.
Quando se enfraquece o diálogo social, está-se a minar um desses pilares fundamentais. E quando se enfraquecem os sindicatos, abre-se caminho a uma maior precariedade, desigualdade e insegurança.
A morte lenta da
concertação social
O que está em curso não
é um episódio isolado, é um processo de erosão. Primeiro esvazia-se o conteúdo
das negociações, depois desvaloriza-se o papel dos parceiros sociais e, por
fim, transforma-se a concertação social numa formalidade irrelevante.
Este caminho conduz a
uma conclusão clara: o Governo está a matar a concertação social.
E fá-lo não apenas por
omissão, mas por opção política, ao privilegiar decisões unilaterais, ao
reduzir o espaço de negociação e ao ignorar o pluralismo que caracteriza o
movimento sindical português.
Defender a concertação
social é defender a democracia
Perante este cenário,
torna-se urgente reafirmar princípios fundamentais:
- A concertação social deve ser
respeitada como espaço real de negociação;
- Todos os parceiros sociais devem
ser envolvidos de forma efectiva;
- O Governo deve agir de boa-fé e com
abertura ao compromisso;
- O diálogo social não pode ser
substituído por imposições políticas.
A história do movimento
sindical português demonstra que os maiores avanços sociais foram alcançados
através da negociação colectiva e do diálogo social, nunca pela imposição.
Defender a concertação
social é, por isso, defender a democracia, o Estado Social e os direitos dos
trabalhadores.
Se o Governo persistir
neste caminho, não estará apenas a romper com a CGTP-IN e os seus sindicatos,
estará a romper com um dos pilares essenciais do regime democrático construído
após o 25 de Abril.
Fui membro (suplente e efectivo) do Plenário do Conselho Económico e Social (CES) entre 01 de Outubro de 2004 e 19 Abril de 2024 e efectivo da sua Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS) de 21 de Fevereiro de 2020 até 19 Abril de 2024.
Expresso Online:
https://expresso.pt/opiniao/2026-03-26-o-governo-esta-a-matar-a-concertacao-social-22ad6ce5
30 outubro 2025
Mulheres Socialistas e Juventude Socialista: novos desafios, os mesmos compromissos (Ação Socialista n.º 1813 de 30.10.2025)
Ação Socialista:
19 setembro 2025
Construir alianças sociais, sindicais e políticas para derrotar o pacote laboral (Ação Socialista n.º 1783 de 18.09.2025)
Ação Socialista:
19 julho 2025
Intervenção na Conferência comemorativa dos 50 anos do STSS
10 julho 2025
Partido Socialista: um novo ciclo rumo a um futuro melhor (Ação Socialista n.º 1754 de 10.07.2025)
https://www.accaosocialista.pt/?edicao=1754#/1754/partido-socialista-um-novo-ciclo-rumo-a-um-futuro-melhor
30 maio 2025
O Sindicalismo como espaço de resistência (Ação Socialista n.º 1727 de 29.05.2025)
23 abril 2025
Doação de acervo documental de Américo Nunes à CGTP-IN
No dia 23 de Abril, formalizou-se a doação do acervo documental de Américo Nunes à CGTP-IN.
A cerimónia de assinatura do auto de doação, realizada no Espaço Memória da CGTP-IN, no Seixal, contou com as intervenções do doador, Fernando Gomes membro do Secretariado do Conselho Nacional da CGTP-IN e, responsável pelo Centro de Arquivo e Documentação e, do Secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira.
O acervo é composto pela biblioteca do histórico dirigente sindical, parte da qual já se encontra pesquisável, pelo arquivo que constituiu ao longo da sua vida sindical e de militante, e por um conjunto heterogéneo de peças de natureza museológica, com destaque para a bandeira da Intersindical que empunhava nas manifestações em que participou a seguir ao 25 de Abril.
Pela sua dimensão e diversidade tipológica, o fundo documental que Américo Nunes doou à CGTP-IN entre 2010 e 2024 não é apenas uma importante fonte para o estudo da história da CGTP-IN e do movimento operário e sindical. É também um caso de estudo sobre como se forma um dirigente sindical, os seus métodos de estudo e de trabalho, os seus interesses culturais, políticos e ideológicos.
Américo Nunes foi membro da Comissão de Trabalhadores do Hotel Tivoli até 2004, co-fundador da Federação Nacional dos Sindicatos de Hotelaria e seu coordenador de 1977 a 1986. Integrou a Direcção do Sindicato de Hotelaria do Sul entre 1974 e 2012, foi membro suplente do Secretariado da Intersindical entre 1975 e 1977, membro do Conselho Nacional da CGTP-IN entre os mandatos 1983-1986 e 1999-2004, do Secretariado do Conselho Nacional da CGTP-IN entre os mandatos 1996-1999 e 1999-2004, membro suplente da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN no mandato 1986-1989 e membro efectivo entre os mandatos 1989-1993 e 1999-2004. Entre 1986 e 2004, teve a seu cargo a coordenação do departamento de Organização Sindical e Política de Quadros.
13 março 2025
Eleições legislativas: desafios para o PS e para o mundo do trabalho (Acção Socialista n.º 1678 de 13.03.2025)
À crise política para a qual o país foi arrastado, por Luís Montenegro, devido à sua recusa em dar explicações claras e inequívocas sobre a actividade da sua empresa, a Spinumviva, junta-se a incompetência e incapacidade do Governo para resolver os problemas do país, como são os casos mais dramáticos da saúde, educação e habitação. O chumbo da moção de confiança do Governo da AD leva-nos à realização de eleições legislativas antecipadas.
Só o Partido Socialista é alternativa à direita e extrema-direita
Neste contexto social e político, cabe ao Partido Socialista (PS) a construção de uma alternativa política com um forte pendor social que valorize os trabalhadores, que promova o aumento dos salários e das pensões, que dê resposta à degradação das condições de trabalho (segurança e saúde no trabalho), tanto no sector público como no privado, e que defina uma estratégia de estudo e combate às doenças profissionais e acidentes de trabalho.
Precisamos que o PS estabeleça uma estratégia de desenvolvimento social e económico que promova emprego de qualidade e tenha como principal preocupação a fixação dos jovens no nosso país e que, ao mesmo tempo, combata a precariedade dos vínculos laborais.
Em especial, é urgente a resolução dos problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), desde a valorização dos salários e das carreiras de todos os seus profissionais à criação de incentivos que façam regressar quem nos últimos anos tem saído do SNS.
O PS deve reforçar a política que vinha a ser seguida pelos nossos governos, com um forte investimento na habitação, para que a oferta pública tenha um efeito regulador do mercado de arrendamento.
É reconhecido por todos os empresários a falta de mão-de-obra, que não se limita à altamente qualificada. Neste sentido, o problema da imigração tem de ser encarado com responsabilidade. Portugal tem de promover políticas públicas de acolhimento e integração dos imigrantes que nos procuram.
Tendo presentes os valores e princípios do Partido Socialista, da liberdade, da igualdade e da solidariedade, profundamente humanista, assim como o histórico de uma boa governação nesta área, deve ser aberto um processo de regularização extraordinária da situação dos imigrantes em Portugal, independentemente da sua origem e envolvendo todos os actores sociais (associações de imigrantes, sindicatos, associações empresariais, organizações e entidades de solidariedade, entre outros), que tenham entrado em Portugal até 31 de Dezembro de 2024 e que disponham de condições económicas mínimas para assegurarem a subsistência, designadamente pelo exercício de uma actividade profissional remunerada, demonstrada pelos respectivos recibos salariais ou, na sua falta, por atestados de organizações idóneas.
A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN) defende que um governo do PS deve ter uma relação privilegiada com as organizações sindicais, tanto da CGTP-IN como da UGT, ouvindo e respondendo aos anseios que emanam da classe trabalhadora.
Envolvendo os trabalhadores e o povo em geral, fomentando a confiança e gerando a esperança, o PS tem condições para vencer as próximas eleições.
Portugal necessita de tranquilidade, e os portugueses de bem-estar, justiça social e segurança para enfrentarem e vencerem os enormes riscos do presente e construírem o futuro que é necessário – e este somente o Partido Socialista tem condições para construir.
Os desafios para o mundo do trabalho
Os sindicalistas da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN têm defendido, no seio da Confederação, que se promovam convergências sindicais a todos os níveis, entre as organizações sindicais de empresas, sectores de actividade e das confederações sindicais, das quais resultem a melhoria dos salários e dos direitos para os trabalhadores e trabalhadoras.
Político-sindicalmente, entendemos que o movimento sindical, mantendo firmemente a sua autonomia, deve defender que os partidos das esquerdas devem trabalhar para a construção de alianças políticas alternativas à direita e extrema-direita, como forma de retomarmos o modelo de governação que existiu entre 2015 e 2019, com o objectivo de serem realizadas políticas que resolvam os problemas com que o país e os trabalhadores se defrontam.
Perante as incertezas que vivemos e os processos eleitorais que se avizinham, eleições legislativas, autárquicas e presidenciais, o movimento sindical, em geral, e de forma muito especial a CGTP-IN e os seus sindicatos, precisam de reforçar a sua influência nos locais de trabalho e na sociedade, em particular, relançando a CGTP-IN no espaço público.
Enquanto sindicalistas socialistas da CGTP-IN e também muitos independentes que trabalham com a Corrente Sindical Socialista, tudo faremos para reforçar e proteger a CGTP-IN e os seus sindicatos através do aprofundamento do seu funcionamento democrático e da construção da unidade na pluralidade, desde os locais de trabalho até à estrutura confederal, sempre tendo presente o objectivo primeiro de defender os justos interesses da classe trabalhadora.
É imperativo que a CGTP-IN faça uma discussão interna, em que participem activamente os sindicalistas de todas as correntes de opinião político-ideológicas (COPI), que leve à definição de um conjunto de reivindicações sindicais a discutir com os partidos das Esquerdas, no sentido de contribuir para a resolução dos problemas que afectam o país e os trabalhadores.
O combate eficaz à direita e extrema-direita faz-se com a resolução dos problemas do país e dos trabalhadores, e esse objectivo será mais facilmente conseguido se trabalharmos para a existência de convergências sindicais entre as organizações sindicais de empresas, sectores de actividade, mas também ao nível das confederações sindicais, CGTP-IN e UGT, sempre no respeito pela natureza e identidade de cada organização.














