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04 agosto 2021

Condecoração da CGTP-IN pelo Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa

Conforme havia anunciado no passado dia 1 de Outubro de 2020, aquando do 50.º aniversário da CGTP-IN, o Presidente da República condecorou a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) como Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.
O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa entregou as insígnias à Secretária-Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, numa cerimónia restrita realizada no Palácio de Belém na qual estiveram presentes, Ana Pires, Fernando Gomes, Joaquim Mesquita, José Carlos Martins, Rogério Silva, Sebastião Santana e Vivalda Silva, Membros da Comissão Executiva da CGTP-IN.

26 março 2020

FIQUEM EM CASA...

Voltou a fazer sentido a frase atribuída ao Marquês de Pombal: «enterrar os mortos e cuidar dos vivos».

26 outubro 2017

Associação Fórum Manifesto organiza debates sobre o trabalho do futuro, o futuro do trabalho

O Fórum de Outono, nos próximos dias 27 e 28 de Outubro, organizado pela Associação Fórum Manifesto, é este ano inteiramente dedicado ao tema do Trabalho, questão central e estratégica para uma política de esquerda, mas frequentemente menorizada no debate político e no espaço público. A conferência de abertura, na sexta-feira, é feita por um dos mais qualificados cientistas sociais europeus das relações de trabalho e do sindicalismo, Richard Hyman, tendo como tema "O passado, o presente e os futuros possíveis do Trabalho: Estamos à altura do desafio?".


Depois, na sexta-feira e no sábado, seguem-se debates sobre as principais dimensões do Trabalho: os desafios actuais da organização dos trabalhadores; as reformas laborais necessárias; a desconstrução de conceitos, indicadores e mitos sobre o trabalho; as mudanças tecnológicas e o futuro do trabalho; a avaliação das políticas laborais da actual governação.


Com a participação de um conjunto qualificado e plural de investigadores, sindicalistas e activistas sociais, o Fórum será uma oportunidade para todos os interessados participarem numa intensa reflexão colectiva sobre a centralidade e o valor do trabalho e o seu lugar nas alternativas necessárias, de política e de sociedade.

As inscrições podem ser feitas aqui: http://manifesto.com.pt/

06 junho 2017

O Mundo do Trabalho em Debate: Tendências, Poderes e Protagonistas

O CES Lisboa vai organizar um Seminário Internacional “O Mundo do Trabalho em Debate: Tendências, Poderes e Protagonistas”, que terá lugar no dia 7 de junho, pelas 9h30, no Auditório do Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza, R. Viriato, 13E).

Realizado no âmbito de um projeto de investigação sobre o poder sindical no contexto de austeridade, este Seminário Internacional, que apresenta um leque de oradores nacionais e internacionais de relevo, propõe-se debater as tendências das relações laborais na Europa e procurar respostas quanto ao papel atual dos sindicatos.

Apelamos à vossa participação e deixamos aqui o Programa:
9h15 Receção dos participantes

9h30 Abertura

Hermes Augusto Costa (Centro de Estudos Sociais-Fac. Economia UC/CES-FEUC) | Reinhard Naumann (Fundação Friedrich Ebert) | Philippe Pochet (European Trade Union Institute - ETUI)

MESA 1
9h45 Tendências europeias nas relações trabalho

Klaus Doerre (Universidade Friedrich-Schiller, Jena) | Philippe Pochet (European Trade Union Institute - ETUI) | Raquel Rego (Instituto de Ciências Sociais/UL)
Moderador: Elísio Estanque (CES-FEUC)

MESA 2
11h45 Poderes sindicais em debate (I)


Richard Hyman (Professor Emeritus, LSE) | Udo Bonn (ex-coordenador da CT da Atlas Copco Energas, Colonia) | Florian Butollo (Universidade Friedrich-Schiller, Jena)
Moderador: Dora Fonseca (CES)

MESA 3
14h30 Desafios da precariedade e reconfigurações do trabalho


António Chora (ex-coordenador da CT da Autoeuropa) | Marco Marques (Associação de Combate à Precariedade-Precários Inflexíveis) | Danilo Moreira (Sindicato dos Trabalhadores dos Call Centers)
Moderador: Rebecca Gumbrell-McCormick (Birkbeck University of London)

MESA 4
16h15 Poderes sindicais em debate (II)


Carlos Silva (Secretário Geral da UGT) | João Torres (Comissão Executiva da CGTP)
Moderador: Ulisses Garrido (European Trade Union Institute - ETUI)

18h00 Encerramento

Manuel Carvalho da Silva (CES-Lisboa)


O Seminário decorrerá em português, inglês e alemão e terá tradução simultânea.

MAIS INFORMAÇÕES E CONTACTOS
CES Lisboa |
ceslx@ces.uc.pt | 216 012 848

31 maio 2017

Assembleia de subscritores do Fórum Ambiental, Social e Económico (FASE)

Dia 3 de Junho terá lugar no ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e das Empresas - em Lisboa, a Assembleia de subscritores do Fórum Ambiental, Social e Económico (FASE).

As inscrições poderão ser feitas no formulário disponível em: https://goo.gl/k1ZivT.

Os objetivos desta Assembleia passam por:

a) fazer o ponto de situação sobre o movimento e partilhar os contributos dos grupos e sessões descentralizadas que têm tido lugar em diferentes pontos do país;

b) aprofundar o debate conjunto de áreas do manifesto do FASE, tendo em vista o seu desenvolvimento e ações futuras;

c) promover o conhecimento mútuo dos/as subscritores/as, na certeza de que esse conhecimento permitirá também ampliar o trabalho futuro a desenvolver;

Gostaríamos de sublinhar que esta Assembleia não esgota o FASE, mas é um momento importante de encontro e reconhecimento mútuo, a partir de onde trabalhamos para uma agenda que reflita a diversidade, o dinamismo e as questões emergentes na sociedade civil. Será, por isso, importante a presença de todos/as;

Para além da participação no programa de trabalhos, convidamo-lo/a a participar no jantar convívio que estamos a programar para o final do dia (19h00). Este jantar será num arraial popular em Campolide, pelo que não será possível fixar um preço, cada pessoa pagará o que consumir;

A Assembleia de subscritores/as está aberta a eventuais futuros subscritores, que poderão aderir ao FASE durante a assembleia. Pedimos pois a sua colaboração na divulgação do evento, designadamente através da nossa página de:
facebook: https://www.facebook.com/forumambientalsocialeconomico/ tendo em vista continuarmos a expansão do FASE, captando novas participações, quer individuais quer de entidades coletivas que se revejam nos princípios enunciados no manifesto.

Esperamos contar com a sua presença.

21 novembro 2016

Debate sobre a Concertação Social: entre interesses e visões estratégicas

A partir da leitura das atas da Comissão Permanente da Concertação Social, exercício nunca antes feito em Portugal, o Caderno do Observatório sobre Crises e Alternativas, intitulado “A atividade da CPCS de 2009 e 2015: ecos das políticas europeias”,aborda aquele período e conclui que o peso da agenda governamental naquele órgão institucional, opção inscrita desde a sua criação, transmutou-se numa supremacia dos assuntos e das agendas determinadas pelas instâncias comunitárias, em desvalorização de uma discussão mais específica de temas prementes para uma estratégia nacional, muitos vezes reclamada pelas confederações.

É a partir deste mote que o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra/ Observatório sobre Crises e Alternativas desafiou dois dos principais intervenientes nesse diálogo, António Saraiva (presidente da CIP) e Arménio Carlos (secretário-geral da CGTP), a refletir sobre as principais tendências da Concertação Social em Portugal e sobre o contributo que este corpo institucional do diálogo social poderá dar para o desenvolvimento do país.

23 de Novembro de 2016, 16:30 horas, Casa do Alentejo
(Rua das Portas de Santo Antão, 58 | Lisboa)


Programa

Breve apresentação do Caderno A actividade da CPCS de 2009 e 2015: ecos das políticas europeias, por Manuel Carvalho da Silva (Coordenador do CES/Lisboa).

Mesa Redonda com:

António Saraiva (Presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal)

Arménio Carlos (Secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) 

Moderador: António Casimiro Ferreira (Professor da FEUC/Investigador do CES)

14 setembro 2016

A propósito da discriminação legal das candidaturas independentes às autarquias locais em relação aos partidos políticos

No debate que começa a existir sobre a discriminação legal das candidaturas independentes às autarquias locais em relação aos partidos políticos, despoletado por Rui Moreira, noto muita gente incomodada.

Mas todos sabemos e muitos de nós conhecemos factos concretos que levam ao aparecimento de candidaturas independentes às autarquias locais. 

Quando há maus autarcas que não respondem aos anseios das populações, sejam eles de que Partidos forem, há espaço para aparecerem candidaturas independentes.

Quando os Partidos se fecham em torno de dois ou três caciques e não tem em conta o saber, os anseios da maioria dos seus militantes e simpatizantes, há espaço para aparecerem candidaturas independentes.

Onde há boas governações que envolvem os Munícipes, onde há boas direcções partidárias que acolhem o que militantes e simpatizantes anónimos propõem, onde por opinião divergente ninguém é excluído, não há candidaturas independentes.

Não há que ter medo do novo, se esse novo significar que tanto os movimentos independentes como os Partidos terão as mesmas condições na apresentação de candidaturas, pois isso pode significar uma maior e melhor participação cidadã na vida política.
Movimento por Marvão - Candidatura Independente em 2009

19 julho 2016

METRO DE QUALIDADE PRECISA-SE

Avaria de comboio na linha amarela, perturbações na linha verde.

Ainda estamos a viver as consequências dos cortes e ataques aos direitos dos trabalhadores das empresas de transporte feitos pelo Governo PSD/CDS.

Só tinham um intuito. Enfurecer os utentes dos transportes públicos para justificarem a entrega a privados. 

O Governo do PS, com o apoio do BE, PCP e PEV, reverteu as concessões aos privados, mas agora é hora de garantir transportes públicos de qualidade. 

É hora de ter noção que em dias de eventos especiais e em horários específicos é preciso reforçar o número de carruagens a circular. 

27 junho 2016

Manuel Carvalho da Silva no Jornal de Notícias: Vexame e morte no trabalho

Aqui deixo o artigo de opinião de Manuel Carvalho da Silva "Vexame e morte no trabalho" publicado na edição de 26.06.2016 do Jornal de Notícias.

A vida de um ser humano não pode valer menos no trabalho do que fora dele: o direito à segurança, à proteção do corpo e integridade do indivíduo, à dignidade, à saúde e à vida não podem ficar à porta das empresas e serviços, privados ou públicos. Trata-se de direitos humanos no trabalho.

Através de órgãos de comunicação social como o JN, de posições públicas da CGTP-IN e de partidos políticos da Esquerda, bem como de intervenções de instituições, tomamos conhecimento da ocorrência de graves acidentes de trabalho nas últimas semanas, que causaram mortes e feridos graves, de situações de tratamento indigno de trabalhadores, do aumento de casos de assédio moral e de doenças profissionais.

Muitas notícias sobre os acidentes de trabalho são superficiais; raramente são feitos com sensibilidade os retratos sociais dos seres humanos atingidos, da sua identidade pessoal e familiar, das relações sociais e papéis que partilhavam na comunidade. Este "esconder" do que no plano humano é mais valioso aligeira a observação que se pode fazer sobre o problema.

Os acidentes de trabalho não são inevitabilidades. Ninguém ignora que há perigos no trabalho, mas se houvesse cumprimento de regras de segurança, formação adequada dos trabalhadores, políticas de prevenção de riscos profissionais, combate sério à precariedade e a longos horários de trabalho, travões na ganância desmedida de patrões e na constante ladainha de que a "competitividade" depende da redução dos custos de trabalho, muitas mortes e sinistrados se podiam evitar e as doenças profissionais seriam reduzidas com grandes vantagens, até económicas, para a sociedade. Políticas de exploração desenfreada e de empobrecimento só podem gerar mais riscos, mais situações de rutura e miséria.

Condições indignas de alojamento de trabalhadores, o não pagamento de salários contratuais, a catalogação de processos de despedimento como "rescisões amigáveis", são práticas geradoras de sofrimentos e vexames que não podem ter lugar num Estado de direito. O assédio moral - tema em oportuno debate público, designadamente em decorrência de iniciativa legislativa do BE e do lançamento de uma campanha da CGTP-IN - prolifera no mundo do trabalho português. Patrões e chefias que perpetram ou permitem práticas intimidatórias de desestabilização, de hostilidade e degradação de relações, que levam os trabalhadores a desistirem do seu emprego ou a subjugarem-se de forma humilhante, devem ser responsabilizados por assédio moral, verdadeira tortura psicológica e fonte de doenças diversas. O direito dos trabalhadores a exigirem o cumprimento geral dos seus direitos, o exercício do direito à gravidez, à maternidade e à paternidade são direitos inalienáveis.

O trabalho pode ser menos sofrimento, mais espaço de dignidade, de realização, e forte ancoradouro do desenvolvimento. Para isso é necessário: i) colocar na agenda política estes temas e sobre eles consciencializar a sociedade; ii) os governantes acabarem com os discursos de promoção dos baixos salários, da flexibilização e desregulação laborais; iii) responsabilizar as grandes empresas e grupos económicos, que espremem as pequenas e se escondem atrás de complexas cadeias de contratações e subcontratações; iv) combater com coerência as precariedades e as novas praças de jorna; v) garantir liberdade de organização aos trabalhadores, o exercício da atividade sindical e a efetividade da negociação coletiva; vi) assegurar serviços de saúde e segurança nos locais de trabalho, e articular a ação dos médicos e enfermeiros do trabalho com a de outras áreas da saúde; vii) tornar mais eficaz a ação inspetiva e de fiscalização; viii na comunicação social, abordar-se com mais profundidade e consciência social os problemas do trabalho, em particular os que tocam profundamente a dignidade, a integridade, a saúde e a vida.

A sociedade portuguesa não deve condescender perante estes vexames e atentados à dignidade e à vida de quem trabalha: por uma questão de valores e de justiça, mas também porque jamais seremos uma sociedade desenvolvida e moderna se não formos capazes de os combater com êxito.

INVESTIGADOR E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

19 junho 2016

Marcha em defesa da escola pública...

Decorreu ontem a Marcha em defesa da escola pública com a concentração e algumas intervenções a decorrerem no Marquês de Pombal e o desfile a realizar-se até ao Rossio.

Uma marcha que serviu para afirmar princípios em defesa da escola pública. Os colégios privados são complementares e não substitutos do ensino público. Quem quer escolher um colégio privado, tem que pagar, pois o Estado garante uma rede de ensino público de qualidade e universal que promove a igualdade.

A Marcha contou com a participação da CGTP-IN.

Estiveram também presentes muitos dirigentes sindicais da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN que depois de terem participado a 17 e 18 de Junho no Curso de Verão da Escola Sindical do Instituto Ruben Rolo fizeram questão de participar na Marcha.
Foto de Henrique Borges
Foto de Henrique Borges
Foto de Henrique Borges
Foto de Henrique Borges

21 janeiro 2016

NUNO TEOTÓNIO PEREIRA FALECEU, PORTUGAL PERDEU UMA REFERÊNCIA ÉTICA, MORAL E POLITICA FUNDAMENTAL

Informação prestada pelo Blogue da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN:


Faleceu Nuno Teotónio Pereira.

Homem integro e de fé, profissionalmente realizado e reconhecido pelos seus pares, Nuno Teotónio Pereira teve um empenhamento total na luta por um Mundo Novo no qual exista Justiça Social e os seres humanos tenham uma vida digna.

Neste projecto de vida, Nuno Teotónio Pereira colocou a sua inteligência e dedicação e empenhou todas as suas capacidades e conhecimentos. 

Estas características pessoais e esta disponibilidade estava sempre presente nas suas acções mas sempre cerzida com a sua fé – por isso, está no cerne da constituição dos designados “católicos progressistas” e da importância social e politica que esta sensibilidade religiosa teve durante décadas em Portugal.

Primeiramente contra a Ditadura fascista e a Guerra Colonial, em que a sua participação e empenhamento deu um contributo indispensável para a Revolução do 25 de Abril e a Liberdade.

Em seguida, depois do 25 de Abril, em que se empenhou politicamente, sendo um dos fundadores do então MES – Movimento da Esquerda Socialista.

A sua personalidade e activismo influenciou decisivamente os movimentos católicos e, muitos dos militantes que neles participavam, foram contagiados pela sua visão da fé e do Mundo.

A CGTP-IN é tributária deste movimento e, por esta razão, da própria acção de Nuno Teotónio Pereira.

Em particular na década de sessenta do século passado e aquando da sua fundação, em 1 de Outubro de 1970, os sindicalistas católicos progressistas estiveram na primeira linha da defesa dos direitos dos trabalhadores e da luta anti-fascista. Muitos participaram nas acções e lutas então existentes e, inclusive, integraram as direcções dos sindicatos da época.

O exemplo mais relevante deste movimento é o de Manuel Correia Lopes, presidente da Direcção do então Sindicato dos Lanifícios de Lisboa, que foi um dos sindicatos fundadores da Intersindical em 1970, e que durante muitos anos foi membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, até à sua morte, em 15 de Maio de 1999.

Este papel de Nuno Teotónio Pereira era incontestado e por todos reconhecido e respeitado – por isso ele foi um dos oradores no primeiro 1º. Maio em Liberdade, logo em 1974.

Nuno Teotónio Pereira, em época recente, aderiu ao Partido Socialista. 

Com a morte de Nuno Teotónio Pereira, Portugal perdeu uma referência ética, moral e política fundamental!

A Corrente Sindical Socialista presta sentida homenagem ao Homem de fé, ao militante anti-fascista e ao cidadão empenhado cujo exemplo guardaremos na memória. 

À família enlutada a CSS da CGTP-IN endereça as suas condolências.

Paz à sua alma!
Lisboa, 20 e Janeiro de 2016

O Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN

21 dezembro 2015

SINDICALISTAS SOCIALISTAS DA CGTP DEFENDEM ACORDO SOBRE AUMENTO SMN

APOIAMOS CONVICTAMENTE O AUMENTO DO SALÁRIO MINIMO NACIONAL (SMN) PARA 530 €
ESTE É O PRIMEIRO PASSO PARA ALCANÇARMOS OS SEISCENTOS EUROS

No âmbito da Comissão Permanente Concertação Social (CPCS) está em debate um aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) para 530 euros a partir de 1 de Janeiro de 2016 proposto pelo Governo de António Costa.

O aumento de 25 euros mensais (dos actuais 505 euros para os 530 euros) representa um incremento de 4.95%.

A reivindicação da CGTP-IN, que apoiamos, é que o SMN tenha o valor de 600 euros.

Este é o primeiro passo do Governo do Partido Socialista para se vir a concretizar o valor de 600 euros.

É fundamental que as confederações patronais assumam este aumento para 530 euros a partir de 1 de Janeiro e, sem dramas, resistências ou chantagens, o cumpram.

A forma como este aumento for acordado e aplicado terá naturalmente consequências positivas na concretização das próximas negociações na Concertação Social para os futuros aumentos plurianuais, até alcançarmos o SMN de 600 euros.

Com a participação de todos e sem a exclusão de ninguém, integrada numa estratégia global de negociação, a Concertação Social é um factor de progresso social.

Por isto, apoiamos convictamente o aumento do Salário Mínimo Nacional para 530€ e a celebração de um Acordo nesse sentido.

Este processo tem, porém, um factor negativo, porque toca no princípio da sustentabilidade financeira da Segurança Social – referimo-nos à continuação, em 2016, da medida de excepção da redução em 0,75 pontos percentuais da TSU das empresas para os trabalhadores que auferem o SMN.

Contudo, este factor negativo, que reivindicamos desde já que seja eliminado definitivamente em 2016, não nos impede de considerar globalmente positivo este aumento do SMN e que a sua concretização, projectando o futuro, seja fixada num Acordo de Concertação Social.


O SMN de 600 euros vem a caminho!
Sector têxtil, onde predomina o salário mínimo nacional

19 setembro 2015

DEBATE: A TRAGÉDIA HUMANITÁRIA NO MEDITERRÂNEO E NA EUROPA

Decorreu ontem, pelas 15 horas, no auditório da Escola Bento Jesus Caraça em Lisboa, organizado pela CGTP-IN, um debate sobre a tragédia que esta afectar milhares de refugiados que na sua maioria são oriundos da Síria.

O debate contou com a participação de Augusto Praça, responsável departamento relações internacionais da CGTP-IN; Teresa Tito de Morais, Presidente do Conselho Português para os Refugiados; Vítor Silva, da Direcção do Movimento pelos direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM); Eugénia Quaresma da Obra Católica Portuguesa de Migrações; Pedro Vaz Patto, Presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz e José Batista Alves, Vice-Presidente do Conselho Português para a Paz e Cooperação. Esta iniciativa foi encerrada por Arménio Carlos, Secretário-Geral da CGTP-IN.

 

31 julho 2015

Aquilo que eu não fiz - Tiago Bettencourt

Ouvir e ler... basta!


Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Não fui eu que gastei
Mais do que era para mim
Não fui eu que tirei
Não fui eu que comi

Não fui eu que comprei
Não fui eu que escondi
Quando estavam a olhar
Não fui eu que fugi

Não é essa a razão
Para me querem moldar
Porque eu não me escolhi
Para a fila do pão
Este barco afundou
Houve alguém que o cegou
Não fui eu que não vi

Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Talvez do que não sei
Talvez do que não vi 
Foi de mão para mão
Mas não passou por mim
E perdeu-se a razão
Todo o bom se feriu
foi mesquinha a canção
Desse amor a fingir
Não me falem do fim
Se o caminho é mentir
Se quiseram entrar
Não souberam sair
Não fui eu quem falhou
Não fui eu quem cegou
Já não sabem sair

Meu sonho é de armas e mar
Minha força é navegar
Meu Norte em contraluz

Meu fado é vento que leva e conduz.

14 julho 2015

DEBATE, LGBT - VIVÊNCIAS E DIREITOS

Está a decorrer nos jardins da Sede Nacional do Partido Socialista um debate sobre vivências e direitos LGBT.

O debate é moderado pela Deputada do Partido Socialista, Isabel Moreira, e tem como oradores/as Gustavo Briz, da Rede Ex-aequo, Margarida Lima de Faria e Maria da Luz Góis da AMPLOS e Paulo Corte-Real da ILGA Portugal.

O encerramento do debate estará a cargo de Wanda Guimarães, Secretária Nacional para o Trabalho do Partido Socialista.

05 julho 2015

RELATOS IMPRESSIONANTES SOBRE AS DIFICULDADES DAS PESSOAS QUE VIVEM NO INTERIOR NO DEBATE EM FRONTEIRA

Falta de especialidades no hospital de Portalegre, acessos difíceis aos hospitais, centros de saúde com horários reduzidos, uma população muito envelhecida e encerramento de escolas por falta crianças suficientes para abrir turmas.
Um cenário comum a muitos Concelhos que exige uma resposta de todas as populações do interior.
Um agradecimento ao Álvaro Beleza, Eurico Brilhante Dias e Francisco Cabral pela disponibilidade e militância em vir a um Concelho do Interior falar de saúde e democracia de proximidade numa zona cada vez mais distante de tudo.

04 julho 2015

DEBATE EM FRONTEIRA SOBRE DEMOCRACIA DE PROXIMIDADE E O ACESSO AOS CUIDADOS SAÚDE

Está a decorrer em Fronteira um debate sobre democracia de proximidade e o acesso aos cuidados saúde.
O debate, organizado pelo “Grupo de Cidadãos Fronteira Merece”, tem como oradores o médico Álvaro Beleza, o Professor e economista Eurico Brilhante Dias, e Francisco Cabral, gestor hospitalar e especialista em Saúde Pública. A moderação é de António Luís Palrão. Eu próprio fiz uma pequena introdução.

03 julho 2015

ÁLVARO BELEZA, EURICO BRILHANTE DIAS E FRANCISCO CABRAL NUM DEBATE EM FRONTEIRA SOBRE DEMOCRACIA DE PROXIMIDADE E O ACESSO AOS CUIDADOS DE SAÚDE

Fronteira debate democracia de proximidade e o acesso aos cuidados de saúde mas também a actualidade política.

Amanhã, 4 de Julho, a vila de Fronteira vai falar de democracia de proximidade e de acesso aos cuidados de saúde.

O debate, organizado pelo “Grupo de Cidadãos Fronteira Merece”, vai ter como oradores o médico Álvaro Beleza, o Professor e economista Eurico Brilhante Dias, e Francisco Cabral, gestor hospitalar e especialista em Saúde Pública. A moderação é de António Luís Palrão e Fernando Gomes, e a entrada é livre.

Fronteira, que é sede de um município com 3 freguesias e cerca de 3500  habitantes, é afectada pelos problemas da interioridade, que se agudizaram com a crise, e que não garantem à população uma situação de igualdade no acesso à saúde e a outros serviços públicos. Esta situação de desgaste do Estado Social, aliada ao desencantamento dos portugueses com a política, agudiza o afastamento das populações relativamente às instituições democráticas e seus representantes.

Assim, um dos objectivos deste debate é discutir caminhos de reaproximação dos cidadãos à política e conhecer melhor as novas ferramentas de contacto com os eleitores. Aliás, o facto de estes encontros decorrerem fora de Lisboa integra-se na estratégia de descentralização política e aproximação às populações defendida pelos oradores.


Hora e local – 4 de Julho, sábado, 21:30h,  Centro Cultural de Fronteira.