07 fevereiro 2013

Convocatória da Conferência "Vencer a crise com o Estado Social e com a Democracia"


O empobrecimento dos portugueses à força de decretos de austeridade está a conduzir o país à destruição da sua capacidade de produzir riqueza e bem-estar social. O resultado desta austeridade é sempre mais austeridade, num ciclo vicioso que, não sendo interrompido, levará o país ao colapso económico e social.

Agora que o país empobrece, sem outra saída por este caminho senão empobrecer cada vez mais, anunciam-nos que não há dinheiro para sustentar o actual Estado Social.

Com os cortes sucessivos na despesa social do Estado, o que na realidade se desenha é a substituição do Serviço Nacional de Saúde, do Ensino Público e do regime de Segurança Social construídos em democracia, a que todos podem aceder independentemente das suas posses e para o qual todos contribuem em proporção das suas possibilidades, por um sistema discriminatório. De um lado, o serviço público, pobre, mínimo e assistencialista, para quem não pode pagar; do outro, o privado, caro, para quem pode. Desta forma se transformaria o que a nossa Constituição consagra como direitos e bens públicos, em mais um negócio de privados. É nisso que o Governo pensa quando fala em reformar ou refundar o Estado Social.

Importa que os portugueses meçam bem o alcance desta mudança. O que o Governo quer sacrificar e destruir em nome das cedências à troika, aos credores e aos mercados financeiros, é a mais profunda das transformações da sociedade portuguesa das últimas décadas, o melhor que a democracia construiu: um Estado Social redistributivo e orientado para o combate à pobreza e para a redução das desigualdades.

Não nos resignamos nem desistimos do direito de escolher o Estado e o tipo de sociedade que desejamos para nós e que queremos deixar às gerações futuras.

O Estado Social e Democrático não é um peso ou uma “gordura” mas um músculo imprescindível da coesão social, do desenvolvimento e da nossa democracia. Uma economia criadora de riqueza e uma sociedade justa carecem de padrões sólidos de saúde e bem-estar, de qualificações elevadas, de condições para manter a dignidade das pessoas quando já não trabalham ou não podem trabalhar.

O futuro de Portugal como país desenvolvido só é verdadeiramente sustentável com um Estado Social mais robusto e mais qualificado, com a valorização do trabalho e o combate ao desemprego. É preciso vencer a crise, sim. Vencê-la com o Estado Social e com a democracia.

A Comissão Organizadora do Congresso Democrático das Alternativas, com o apoio dos abaixo assinados, convoca a Conferência “Vencer a Crise com o Estado Social e com a Democracia” para o próximo dia 11 Maio, em Lisboa.

Apelamos à participação cidadã para vencer a crise causada pela desvalorização do trabalho, a perda de direitos, o agravamento das desigualdades e da pobreza e a acumulação de poder e de riqueza por uma ínfima minoria. Precisamos de mais igualdade, mais solidariedade, mais democracia, mais e melhor Estado Social.

Lisboa, 27 de Janeiro de 2013.
A Comissão Organizadora do Congresso Democrático das Alternativas

SUBSCRITORES INICIAIS DE APOIO

Alberto Midões
Médico
Alexandre Abreu
Economista
Almerindo Afonso
Professor universitário
Amílcar Duarte
Professor universitário
Ana Benavente
Socióloga
Ana Drago
Deputada
Ana Gomes
Eurodeputada
Ana Sofia Ferreira
Economista
André Barata
Professor universitário
André Carmo
Geógrafo
Andrea Peniche
Coordenadora editorial e ativista feminista
António Avelãs
Professor / Sindicalista
António Arnaut
Advogado
António Borges Coelho
Historiador
António Carlos Santos
Professor universitário
António Chora
Trabalhador da Auto Europa
António Eduardo Pinto Pereira
Engenheiro
António Hespanha
Professor universitário
António Loja Neves
Jornalista
António Nabarrete
Professor / Sindicalista
António Teodoro
Professor universitário
Armandino Susano
Sindicalista
Artur Santos Silva
Produtor
Armindo Carvalho
Sindicalista
Augusta Sousa
Enfermeira 
Boaventura Sousa Santos
Professor universitário
Branca de Carvalho
Empresária
Brígida Batista
Professora e sindicalista
Bruno Moraes Cabral
Realizador
Bruno Maia
Médico
Carlos Fragateiro
Professor universitário
Carlos João Tomás
Sindicalista
Carlos José Gomes Pimenta
Professor universitário
Carlos Silva
Bancário e sindicalista
Carlos Silva Lopes
Sindicalista
Carlos Sousa
Consultor
Carlos Trindade
Sindicalista
Cipriano Justo
Professor universitário
Constantino Alves
Padre católico
Constantino Sakellarides
Prof. Catedrático Jubilado de Políticas de Saúde
Cristina Andrade
Psicóloga e ativsta
Daniel Cabrita
Bancário reformado e ex-Sindicalista
Daniel Oliveira
Jornalista
Daniel Sampaio
Médico e professor universitário
Domingos Farinho
Docente universitário (FDUL)
Domingos Lopes
Advogado
Duarte Cordeiro
Deputado 
Eduardo Maia Costa
Juiz conselheiro
Eduardo Vítor Rodrigues
Sociólogo, Professor universitário (FLUP)
Elza Pais 
Deputada 
Fernando Gomes
Recepcionista e sindicalista
Fernando Jorge
Sindicalista
Fernando Rosas
Historiador e Professor universitário
Fernando Vicente
Engenheiro
Francisco Louçã
Economista e Professor universitário
Francisco Medeiros
Sindicalista
Graça Carapinheiro
Professora universitária
Guadalupe Simões
Enfermeira / Sindicalista
Helena Dias
Jurista
Helena Pinto
Deputada
Helena Romão
Musicóloga e tradutora
Hélio Samorrinha
Consultor comercial
Henrique Sousa
Investigador de Ciência Política
Hermes Augusto Costa
Sociólogo e docente universitário
Hugo Dias
Sociólogo
Hugo Mendes
Sociólogo
Inês de Medeiros
Atriz, Deputada 
Irene Pimentel
Historiadora
Isabel Castro
Ex-deputada e ativista da IAC
Isabel do Carmo
Médica e professora universitária
Isabel Moreira
Constitucionalista e deputada
Isabel Rodrigo
Professora universitária
Isabel Tadeu
Funcionária pública
João Rosas
Professor universitário
João Duarte
Advogado
João Ferrão
Geógrafo
João Galamba
Deputado 
João Lopes
Sindicalista 
João Luís Lisboa 
Professor universitário
João Mineiro
Dirigente associativo no Ensino Superior
João Paulo Saraiva
Engenheiro
João Rodrigues 
Economista e Investigador
João Torres
Engenheiro Civil
Jorge Leite
Professor universitário jubilado
José Alberto Pitacas
Economista
José Carlos Martins
Enfermeiro e Sindicalista
José Castro Caldas
Economista e investigador
José Encarnação
Desempregado
José Joaquim Letras Pinheiro
Professor e sindicalista
José Luís Albuquerque
Economista
José Manuel Henriques 
Professor universitário
José Manuel Pureza
Jurista e professor universitário
José Manuel Sobral
Antropólogo
José Reis
Professor universitário
José Soeiro
Sociólogo
José Vitor Malheiros
Consultor
Licínio Lima
Professor universitário
Lígia Galvão
Professora e sindicalista
Luciano Caetano da Rosa
Professor aposentado
Luís Fontes Amaro
Sindicalista
Luiz Gamito
Psiquiatra
Luís Pacheco Cunha
Sindicalista
Luís Urbano
Produtor de cinema
Luísa Schmidt
Socióloga
Mafalda Serrasqueiro
Vice-Presidente dos Jovens Socialistas Europeus (ECOSY)
Manuel Alegre
Escritor
Manuel Carlos Silva
Sociólogo, Professor universitário
Manuel Carvalho da Silva
Professor universitário e investigador
Manuel Joaquim Gonçalves
Oficial de Justiça e Sindicalista
Manuel Pereira dos Santos
Professor universitário e sindicalista
Manuel Sarmento
Professor universitário
Manuela Graça
Empregada bancária e sindicalista
Manuela Mendonça
Professora e sindicalista
Manuela Silva
Médica psiquiatra
Marco Marques
Activista do precariado
Margarida Chagas Lopes
Investigadora
Maria Antónia Almeida Santos
Deputada 
Maria Conceição Sousa
Enfermeira e Sindicalista
Maria Eduarda Gonçalves
Professora universitária
Maria Emília Costa
Professora universitária UALG
Maria Fernanda Moreira
Operadora de costura e Sindicalista
Maria José Casa-Nova
Professora universitária
Maria Manuela Silva
Professora ISEG/UTL, aposentada
Maria Rosário Gama
Professora aposentada 
Mariana Aiveca
Deputada
Mariana Mortágua
Economista
Mário de Carvalho
Escritor
Mário Laginha
Músico
Mário Jorge
Médico e Sindicalista
Mário Ruivo
Biólogo 
Mário Ruivo
Deputado 
Miguel Vale de Almeida
Antropólogo
Miguel Gomes
Realizador
Nuno Artur Silva
Produtor
Miguel Real
Escritor, Professor
Nuno Calado
Radialista
Nuno David
Professor universitário
Nuno Fonseca
Designer gráfico
Nuno Serra
Geógrafo e doutorando em Economia
Nuno Teotónio Pereira
Arquiteto
Octávio Teixeira
Economista
Olinda Lousã
Bancária e sindicalista
Óscar Soares
Professor e sindicalista
Paulo Alves
Professor universitário
Paulo Fidalgo
Médico
Paulo Granjo
Antropólogo
Paulo Ralha
Sindicalista
Paulo Sucena
Professor
Pedro Abrunhosa
Músico
Pedro Delgado Alves
Docente universitário, Deputado 
Pedro Hespanha
Professor universitário
Pedro Lopes Ferreira
Professor da Universidade de Coimbra
Pedro Nuno Santos
Deputado 
Pedro Prista
Antropólogo
Renato Miguel do Carmo
Sociólogo
Ricardo Paes Mamede
Economista e professor universitário
Rui Caleiras
Sindicalista
Rui Lourenço
Médico, ex-Presidente ARS Algarve
Rui Santos
Deputado 
Rui Tavares
Historiador / Eurodeputado
Sandra Araújo
Técnica superior de serviço social
Sandra Monteiro
Jornalista
Sérgio Manso Pinheiro
Geógrafo/funcionário público
Sérgio Monte
Técnico de trâfego e condução, Sindicalista
Sílvia Portugal
Socióloga
Teresa Medina
Professora universitária
Teresa Pizarro Beleza
Professora catedrática 
Tiago Gillot
Ativista do precariado
Ulisses Garrido
Sociólogo e sindicalista
Veloso Gomes
Médico
Viriato Soromenho Marques
Professor universitário
Vítor Aleixo 
ex-Presidente CM Loulé
Vítor Ferreira
Advogado
Vítor Neves
Professor universitário
Vítor Sarmento
Empresário de restauração
Vivalda Silva
Sindicalista


Manifestação nacional da CGTP-IN em todos os distritos

Em reunião preparatória da manifestação nacional que a CGTP-IN realiza dia 16 de Fevereiro 2013 em todos os distritos do país, Açores e Madeira, contra a exploração e o empobrecimento - saúde, educação e segurança social para todos.

É preciso parar o roubo aos trabalhadores e ao Povo.

06 fevereiro 2013

Conferência, "Vencer a crise com o ESTADO SOCIAL e com a Democracia", a11 de Maio de 2013 em Lisboa

Estou na iniciativa que convoca a conferência, "Vencer a crise com o ESTADO SOCIAL e com a Democracia", a realizar dia 11 de Maio de 2013 em Lisboa.

Esta conferência realiza-se no âmbito do Congresso Democrático das Alternativas, sendo subscrita a sua convocatória por muitas pessoas, entre os quais muitos sindicalistas da CGTP-IN.

05 fevereiro 2013

Em defesa das funções sociais do Estado consagradas na Constituição da República


As funções sociais do Estado são indissociáveis da qualidade de vida dos cidadãos e do desenvolvimento do país. Foi com o 25 de Abril de 1974 que a generalidade das pessoas idosas passou a ter direito a pensões e reformas; foi construído um Serviço Nacional de Saúde assente na universalidade e qualidade, que permitiu ganhos substantivos em saúde, como o aumento da esperança de vida e a redução da mortalidade infantil; democratizou-se o ensino, foi prolongada a escolaridade obrigatória e desenvolveu-se o acesso gratuito a todos os níveis de ensino.

Estas funções sociais estão a ser postas em causa pelas políticas de austeridade do Governo do PSD-CDS. O anúncio de uma redução de 4.000 milhões de euros na Saúde, na Educação e na Segurança Social, a concretizar-se, porá em causa o próprio Estado Social.

Portugal não está, apenas, confrontado com um problema de ordem financeira, mas, sobretudo, com uma questão marcadamente ideológica de subversão da C.R.P. no que respeita a direitos, garantias e princípios, nomeadamente os que consagram a coesão social e o bem-estar das pessoas.

É necessário sublinhar que o Estado Português está abaixo da média europeia no que respeita a gastos com as funções sociais, embora essa realidade seja frequentemente deturpada. É ainda necessário ter presente que a destruição das funções sociais do Estado e a privatização dos serviços públicos, a par do aumento do desemprego, da precariedade, de salários cada vez mais reduzidos e do agravamento das condições de vida da população, fariam eclodir desigualdades sociais ainda mais profundas e explodir rupturas sociais gravíssimas.

O país não está condenado à espiral de recessão, empobrecimento, e também à fome que já atinge as famílias, crianças e idosos.

Por estas razões, os/as subscritores/as da presente Petição, que pagam os seus impostos e contribuições, exigem que os princípios da universalidade e da solidariedade dos Serviços Públicos e das Funções Sociais do Estado sejam respeitados, tal como a Constituição da República consagra.

Os peticionários consideram indispensável uma mudança de política urgente que assegure o crescimento e o desenvolvimento económico, aposte na produção nacional, crie mais e melhor emprego, promova uma justa distribuição da riqueza e garanta a defesa e melhoria das Funções Sociais do Estado.

04 fevereiro 2013

Comidas D' Azeite no Porto da Espada, Marvão (4)

No Porto da Espada, concelho de Marvão, no almoço de lançamento da quinzena das Comidas D'Azeite.
Carminda Silvério (minha professora na primária), António Silvério, Fernando Gomes e Tiago Pereira

Comidas D' Azeite no Porto da Espada, Marvão (3)


Um almoço e uma tarde muito bem passada. A animação foi uma constante, tanto pelo Grupo de Cantares Vozes da Aldeia, da Escusa, como pelo Grupo da Juellega Extremenha.

Aqui fica a reportagem...
Grupo de Cantares Vozes da Aldeia, da Escusa

Grupo da Juellega Extremenha

Alaska - A quien le importa


03 fevereiro 2013

Comidas D' Azeite no Porto da Espada, Marvão (2)

Decorreu hoje mais uma edição das Comidas D'Azeite que este ano contou com a brilhante organização da associação Portus Gladi, do Porto da Espada, tendo tido uma elevada participação e muita animação.

Uma saudação especial à Adelaide Martins e à dinâmica que coloca nas iniciativas em que participa. Estão todos de parabéns pelo sucesso que a iniciativa deste ano teve.

O almoço foi de grande qualidade, estando de parabéns o Restaurante Serrinha que sempre nos habituou à prestação de bons serviços.

Aqui ficam algumas imagens, mas a laranja com canela e as tibornas, foram comidas tão depressa, pela sua qualidade que não deu tempo para fotografar.
Entrada: Queijo aquecido com azeite, alho e orégãos 

 
Primeiro prato: Bacalhau, couve e batata com azeite

Segundo prato: Migas de pão com carne porco frita

Centro Cultural de Marvão organiza jantar das Comadres

O Centro Cultural de Marvão, fruto da nova dinâmica imprimida pelos actuais órgãos dirigentes, e que muito se saúda, vai organizar, recuperando uma tradição de largos anos, o jantar das Comadres.

Esta iniciativa realiza-se no dia 07 de Fevereiro de 2013 pelas 19:30 horas nas suas instalações. 


Comidas D' Azeite no Porto da Espada, Marvão (1)

No Porto da Espada, concelho de Marvão, no almoço de lançamento da quinzena das Comidas D'Azeite.

Quinzena que decorrerá de 9 a 22 de Fevereiro de 2013 em muitos dos restaurantes do concelho de Marvão.

02 fevereiro 2013

Conselho Nacional Coordenacão da Corrente Sindical Socialista daCGTP-IN reúne em Lisboa

O Conselho Nacional Coordenacão da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN está reunido em Lisboa, na FAUL - Federação Área Urbana Lisboa do Partido Socialista.

Na primeira sessão de trabalho contamos com a presença do deputado do Partido Socialista João Galamba que está abordar as questões ligadas ao estado social e à tentativa que este governo de direita PSD/CDS esta a fazer para o destruir, com cortes na saúde, educação e nos salários da administração pública.

Perante este debate, durante a tarde, discutiremos a nossa estratégia para no âmbito da actividade sindical esclarecermos os trabalhadores de forma a combatermos a destruição do estado social.