12 março 2009
Movimento por Marvão - ¿ESQUERDA OU DIREITA?
O desejo de mudança que o Terceiro Estado impôs era tal que dos Estado Gerais resultou, em Junho de 1789, a Assembleia Nacional Constituinte, instituída para redigir uma Constituição que garantisse a todos os cidadãos igualdade perante a lei. No mês seguinte, face a uma nova subida do preço do pão, o povo de Paris revoltou-se e tomou a prisão da Bastilha. Era dia 14 de Julho de 1789 e a data tornou-se símbolo da Revolução Francesa e do fim do Antigo Regime, tal como a Declaração universal dos direitos do Homem e do Cidadão, aprovada pela Constituinte em Agosto.
Em Setembro de 1791 foi aprovada a Constituição e, por conseguinte, criada a Assembleia Legislativa onde os representantes dos povos, da pequena e média burguesia e os Jacobinos (extremistas partidários do fim da Monarquia) tomaram lugar à esquerda da Assembleia enquanto que os Girondinos e os representantes dos interesses da alta burguesia e da Nobreza tomaram lugar mais à direita.
É desta disposição que nasce a designação de “esquerda” e de “direita” para as ideologias políticas, ficando a esquerda associada ao progressismo, à imposição de direitos iguais para todos através da lei e a um maior centralismo do Estado na economia. A direita, por sua vez, ficaria conotada com o liberalismo económico, com o papel menos interventivo do Estado na economia e na sociedade e com a defesa dos valores mais conservadores.
Os ideais da Revolução Francesa generalizaram-se e com eles esta divisão do campo político. Em todo o mundo ocidental o liberalismo abriu espaço ao debate entre partidos que foram sendo identificados com a esquerda ou a direita, conforme os seus juízos sobre os mais variados temas e a sua própria génese.
Ainda hoje podemos ouvir estes conceitos aplicados às nossas forças políticas, mas esta distinção ainda faz sentido? São a esquerda e a direita tão diferentes que se constituam, de facto, como alternativa uma da outra?
Podemos dizer que no que respeita a certos assuntos específicos como o aborto ou os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo, ainda existe alguma fricção entre os dois campos, uma vez que a esquerda tendeu sempre para uma maior aceitação das mudanças da sociedade e dos tempos, enquanto que a direita tendeu sempre para a defesa dos valores tradicionais e muitas vezes viu com maus olhos essas mudanças, sobretudo quando mais radicais. Isto não significa que tenham sido sempre campos estanques e que não tenha havido pessoas da direita tão ou mais progressistas do que algumas pessoas que se identificam com a esquerda, claro está. Também não significa que uma delas esteja mais certa e a outra mais errada; são ambas necessárias ao equilíbrio. Aliás, quando houve uma imposição de uma das visões, através de ditaduras por exemplo, o resultado acabou por ser sempre, em última análise, um retrocesso. É hoje óbvio que a democracia não é um sistema perfeito, mas ainda não conhecemos um que seja mais equitativo que o nosso imperfeito sistema democrático.
Contudo, no mundo actual, dominado pela economia e pelas finanças, a linha é cada vez mais ténue e tende mesmo para desaparecer. Direita e esquerda, governando quase em todos os países em alternância, adoptam cada vez mais modelos semelhantes, ao ponto de mal poderem ser distinguidos pelo cidadão comum.
O paradigma na nossa sociedade de inícios do século XXI é bem diferente do que foi nos dois séculos anteriores. Paralelamente, a esquerda e a direita parecem caminhar em direcção ao centro e nesse sentido, servem a democracia?
Com os grandes partidos políticos a ocupar-se cada vez mais de questões económicas, num país como Portugal, onde apenas existe um governo central absorvido quase exclusivamente com a “crise”, o “deficit”, “as contas públicas”, “a produtividade” e a “avaliação dos Professores”, quem se ocupa das questões de carácter social, do bem estar das populações e dos interesses dos sítios pequenos? Pelo que se tem visto, ninguém!
É então compreensível e de salutar que surjam grupos de cidadãos independentes preocupados com os assuntos de carácter local que os partidos políticos tradicionais tendem a esquecer ou deixar para trás, ocupados que estão com a economia e a macroeconomia. Cidadãos que, sem importar direita ou esquerda, conheçam a sua terra, os seus desafios e problemas, e lutem por ajudar a resolvê-los com ideias construtivas e úteis para as populações. É por isso que o Movimento por Marvão é importante e extremamente necessário num concelho como o nosso, longe dos centros de decisão, com uma economia frágil, despovoado e com uma população envelhecida. Num concelho pequeno como Marvão e mais que nunca, as decisões têm que ser tomadas junto das pessoas e ouvindo-as e isso, melhor que ninguém, poderá ser feito por um grupo de pessoas jovens, com ideias e energia, sem ligações nem dependências partidárias e que apenas quer o melhor para a sua terra."
Texto publicado em Movimento Por Marvão
11 março 2009
Tiago Pereira, membro do Movimento por Marvão, nas comemorações do 10.º Aniversário da Associação Nacional do Direito ao Crédito (ANDC)...
Tiago Pereira está neste momento a fazer um estágio curricular, na Associação Nacional do Direito ao Crédito, no âmbito da Licenciatura em Ciência Política que frequenta no ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.
O Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre acolheu, na quarta-feira, um colóquio sobre a temática "Micro-crédito e Empreendedorismo" promovido pela Câmara Municipal e a Associação Nacional do Direito ao Crédito (ANDC). A esta sessão de trabalhos seguiu-se uma visita guiada à Galeria de São Sebastião onde, até 22 de Março, estará patente a exposição "10 anos de Microcrédito em Portugal".
Em Portalegre esteve também Mohamed Ahmed, presidente da ANDC, habitualmente denominada Microcrédito que, no ano transacto, estabeleceu uma parceria com a autarquia portalegrense e que, este ano, na comemoração dos seus 10 anos, escolheu Portalegre promover um colóquio direccionado às instituições e empresas que podem ser potenciais associados.
"Viemos aqui promover uma sessão de esclarecimento e de debate com as pessoas potenciais interessadas em recorrer ao apoio da Associação para montar o seu pequeno negócio", explicou o presidente, revelando ainda que, desde que foi estabelecida a parceria com a autarquia, "temos sentido uma maior procura dos empresários, não só da cidade, mas também de outros pontos da região".
Abordando o tema que mais marca a actualidade, Mohamed Ahmed confessou que, por vezes, a crise também "empurra" as pessoas a tomar a iniciativa e a arriscar.
"Montar o seu próprio negócio tem o seu risco, mas também pode trazer vantagens. Nós apoiamos, mas a pessoa tem de estar preparada e reunir as condições necessárias para levar o seu negócio em frente. A crise por um lado estimula as pessoas a investir e, por outro , aumenta o risco tanto nos micro como nos grandes empresários. A crise obriga as pessoas a reflectir melhor, ter ideias mais amadurecidas e a ser mais agressivas em termos comerciais", declarou o presidente, lamentando que, apesar do esforço e do dinamismo de muitos empresários, a população não tem poder de compra e, por essa razão, qualquer negócio fica afectado.
Fazendo um balanço dos 10 anos de existência da Associação, Mohamed Ahmed recordou que, aquando do seu aparecimento, nunca pensou que o crescimento real pudesse ser tão notório, mas salientou que o verdadeiro objectivo do Microcrédito foi ajudar as pessoas, não só com o apoio financeiro, mas também com o aconselhamento e o acompanhamento constante aos associados.
Na sequência do colóquio foi inaugurada, na Galeria de São Sebastião, a exposição de fotografia intitulada "Gente de Coragem", uma iniciativa da ANDC que inclui 30 quadros de micro empresários que nas, suas opções de vida, acabaram por ter sucesso. A iniciativa insere-se no 10 º Aniversário da Associação e só foi possível após convite a um grupo de jornalistas para um trabalho fotográfico e de textos colectivos que acabaram por resultar.
José Centeio, secretário-geral da ANDC disse, a propósito desta exposição, que "houve pessoas que arriscaram a criar o seu próprio emprego, uma forma de modificarem a sua vida. Penso que esta mostra é muito interessante, está num espaço maravilhoso e só foi possível porque temos um protocolo com a Câmara de Portalegre e a Caritas Diocesana.
José Centeio sublinhou ainda o facto de, através das fotos e textos, se poder tirar uma conclusão. "Estão ali histórias de muitas vidas num trabalho jornalístico que foi fundamental e com uma visão muito própria de pessoas que acabaram por ter êxito ao mudarem de vida", concluiu.
Textos de André Relvas"
07 março 2009
Greve das trabalhadoras do Refeitório do Hospital de Portalegre no Jornal Fonte Nova...
Adesão de 90 % - Greve no refeitório do Hospital
A última quinta-feira ficou marcada por uma greve dos funcionários do refeitório do Hospital de Portalegre. Agendada pela maioria dos trabalhadores do refeitório, cuja concessão pretende à empresa Gertal, esta greve teve como objectivo "lutar contra um conjunto de direitos dos trabalhadores que não estão a ser respeitados, nomeadamente no que diz respeito ao pagamento de horas extraordinárias, feriados, folgas trabalhadas e seguimento de turnos".
04 março 2009
03 março 2009
Em Bilbao, Euskadi
Este passarinho transportou-me ontem até Bilbao, País Basco (Euskadi), Espanha, onde participo, em representação dos trabalhadores portugueses, na reunião do Conselho Directivo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho.
Porquê Movimento por Marvão?
Tiago Pereira “Há polémicas em que os partidários ardentes têm um interesse demasiado para que estejam dispostos a fazer concessões ao público extrapartidário…” Assim, descrevia Fernando Pessoa, em 1919, as dificuldades que os cidadãos sem cor partidária tinham no acesso aos centros de decisão da época. Noventa anos mais tarde o panorama é idêntico, os partidos mudaram de nome mas a estrutura é semelhante, as cabeças transfiguram-se mas os interesses são os mesmos, encenam-se debates mas a hierarquia é quem manda. E assim é também em Marvão. As decisões que fixam o futuro do Concelho de Marvão não correspondem aos anseios da população, os partidos, por sua vez, actuam sem auscultar a população; isto é a falta de autenticidade do poder – a separação da constituição formal da realidade observada. Aqui está a primeira explicação etimológica do Movimento por Marvão. Este grupo independente de cidadãos constitui um novo espaço de participação cívica e política, que representa todos os que se identifiquem com ele, sem obedecer a critérios hierárquicos, sem a necessidade de acomodar clientelismos, numa perspectiva de inclusão. O nome Movimento por Marvão surge numa época de profunda depressão económica, social e cultural do Concelho de Marvão; exige-se, assim, uma nova dinâmica, um novo rumo e uma nova geração. O debate sobre o desenvolvimento de Marvão necessita de um Movimento integrador, que reflicta as necessidades reais do Concelho. O Movimento por Marvão não é uma construção a curto-prazo, enganem-se aqueles que pensam que este espaço tem os dias contados, porque a responsabilidade que os membros do MporM estão a assumir não termina em 2009, irá continuar, representando os anseios de todos os Marvanenses. Esta construção a longo-prazo influenciou o nome – “Movimento por Marvão” – onde os seus membros não se juntaram momentaneamente para atingir um determinado fim; ao invés, continuarão a trabalhar, nos próximos anos, para o desenvolvimento do Concelho de Marvão. Esta é a realidade do Concelho de Marvão, onde um grupo independente de cidadãos decidiu intervir, e criar um espaço de participação para todos os habitantes e amigos do Concelho de Marvão, e a que chamou: Movimento por Marvão! | |
Texto publicado em Movimento Por Marvão
02 março 2009
O XVI Congresso do Partido Socialista...
Este fim semana assisti como convidado a uma parte do XVI Congresso do PS em Espinho. Um Congresso de um partido de poder, onde a discussão política foi muito pobre. Mas sobre isso escreverei brevemente...
Neste Congresso a novidade foi a apresentação de Vital Moreira como cabeça lista às eleições europeias às 20 horas em ponto. À hora dos telejornais...
A Luta continua, sem medos...
Após dias de ausência, aqui do blogue, com diversas actividades, venho deixar alguns apontamentos sobre os últimos dias. Começo pela greve das trabalhadoras do hospital Dr. José Maria Grande, que pertencem aos quadros da Gertal, empresa de fornecimento de alimentação.
A greve destinava-se a fazer cumprir um conjunto de direitos, desde pagamento de folgas a reclassificações de trabalhadoras. Dois dias de greve. Dois dias sem salário para quem leva para casa pouco mais de 450 €.
Tenho que realçar a excelente greve, nas condições em que actualmente vivemos, e com a pressão, a chantagem, que o patronato actualmente exerce.
Estão de parabéns as trabalhadoras, pois conseguiram que a administração do Hospital, vá lançar um novo concurso para o fornecimento da alimentação ao hospital.
25 fevereiro 2009
A Vila de Marvão em promoção do EuroMilhões...
Vou de metro e vejo a Vila de Marvão,
ando nas ruas e vejo Marvão;
vou à Presidência da República e a zona toda cheia de Muppys com a Vila de Marvão... e eu, como sempre a chatear quem ia comigo... "olhem ali, Marvão".
Um dia em que a Vila de Marvão e a torre Eiffel invadiram Lisboa e talvez Portugal.
E já agora, o "excêntrico" sou eu... mas não digam nada a ninguém...
17 fevereiro 2009
Benfica - A piada do Mike....
15 fevereiro 2009
Benfica 3 - Paços de Ferreira 2
É sempre a sofrer...
Hoje não vi o jogo, só ouvi pela TSF Online, mas valeu a pena pela segunda parte do jogo e pelo que ouvi, pelos golos fantásticos do Rúben Amorim e do Di Maria.
Na verdade as equipas precisam de estabilizar, crescer... sou daqueles que dá o beneficio da dúvida.
É preciso ter confiança!
Maria Guinot - Silêncio e tanta gente...
Quando os festivais da canção ainda eram verdadeiros festivais, e depois de ouvir hoje este tema na RTP1 fui procurar e aqui está...
Letra e música também de Maria Guinot.
Também eu gostava, em certos dias, de trocar a minha vida por um dia de ilusão!
14 fevereiro 2009
Karl Marx em 1867...
“Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável.
O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado”.
10 fevereiro 2009
O Inverno - As Quatro Estações de António Vivaldi
Antonio Lucio Vivaldi, nasceu em Veneza - Itália, a 4 de Março de 1678, morrendo em Viena - Áustria a 28 de Julho de 1741.
Compositor e músico italiano do estilo barroco tardio, apelidado “il prete rosso” (o padre vermelho) por ser um sacerdote, ruivo. Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido popularmente como autor do concerto para violino e orquestra “The Four Seasons”, as quatro estações.
09 fevereiro 2009
Há palavras que ficam...
É sempre bom receber chamadas de amigos e amigas no dia dos nossos aniversários. Este ano ficou-me marcada uma frase de uma amiga muito especial, e que não posso deixar passar sem a deixar aqui.
"que este dia se repita por muitos anos, como florinhas que há no campo na primavera"
Bonito!
05 fevereiro 2009
Para a MORI, Scorpions - Holiday...
Um tema que traz tantas recordações... eram os tempos da Rádio Ninho D'Águias em Marvão.















Estive a ler no site oficial do clube que o glorioso SLB vai mudar o seu emblema.
Parece que a velhinha águia, vai agora ser substituída pelo elefante do Jumbo.
Desta forma, mostrará a grandeza do clube, as orelhas do presidente e as trombas dos 6 milhões de benfiquistas à segunda-feira.