02 novembro 2010

Liga dos Campeões, Benfica 4 - Lyon 3


Uma primeira parte em grande do Benfica com 3 golos, Kardec, Fábio Coentrão e Javi García, até aos 42 minutos. 

A segunda parte não foi tão boa mas ainda vimos mais um golo de Fábio Coentrão que fez um grande jogo. Após esse golo. com a equipa a baixar de rendimento assistimos a várias trapalhadas da equipa de arbitragem, veja-se o segundo golo do Lyon na sequência de um fora jogo não assinalado. 

Mesmo assim a vitória não nos escapou. 

Eu, o Gonçalo e o Luís

Benfica - Lyon

O resultado final

01 novembro 2010

Discurso de vitória de Dilma Rousseff, a primeira mulher Presidente(a) do Brasil

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Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui. Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para  além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.
Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.
Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família. É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem  e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos  gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo. Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.

Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos  para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredí-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa. Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é  difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada.

Um outdoor para a campanha de Cavaco Silva... financiado pelo BPN.

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29 outubro 2010

Marvão na Casa do Alentejo, dia 5 de Novembro de 2010, entre as 11:30 e 17:00 Horas...

Marvão na Casa do Alentejo

Homenagem ao Castanheiro e à Castanha

5 de Novembro de 2010 entre as 11:30 e 17:00 Horas


A Casa do Alentejo vai receber a Vila de Marvão numa acção que visa promover a Castanha e a sua utilização na gastronomia, doçaria e artesanato regional.


26 outubro 2010

Dilma Rousseff candidata do PT e PMDB a Presidente(a) do Brasil... está quase...


Agora que a campanha para a 2.ª volta da eleições no Brasil se aproxima, Dilma Rousseff, candidata do PT e do PMDB à Presidência do Brasil, está em vantagem nas sondagens, antevendo a vitória que fugiu na 1.ª volta. 

Espero que a 31 de Outubro de 2010 o Brasil opte por continuar o legado de Lula da Silva com Dilma Rousseff.



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25 outubro 2010

Medidas do PEC III - CGTP-IN TEME QUE ESTEJA EM CAUSA TAMBÉM O ABONO DE FAMÍLIA PRÉ-NATAL



Foi hoje publicado o D.L. n.º 116/2010 que altera as regras relativas à atribuição de prestações familiares, para entrar em vigor no dia 1 de Novembro.

Assim, é eliminada a atribuição do abono de família em relação aos dois escalões mais elevados e cessa, também, a majoração de 25% para o valor do abono do 1º e 2º escalões de abono que foi fixado em 2008.
Como a CGTP-IN já tinha referido, a retirada dos 25% de bonificação do abono de família às crianças e jovens cujo agregado tem baixíssimos rendimentos é intolerável. Pois trata-se de famílias que em muitos casos o único rendimento é o valor do salário mínimo nacional ou mais baixo ainda. E, 45 euros e 20 euros mensais a menos, segundo a idade da criança ou jovem, são muito significativos.
E há famílias, cujo rendimento é de 18.200 euros brutos anuais, que se situavam no 4º escalão e que deixam de receber o abono, como se de ricos se tratassem.
Aos trabalhadores tudo se lhes é exigido para diminuir o défice que foi causado pelas astronómicas transferências de dinheiros do O.E., ou seja, dos nossos impostos, para o BPN e para grandes grupos financeiros e económicos.
Nos sacrifícios, o Governo com o apoio do PSD, mantém os detentores das grandes fortunas fora destas exigências e sacrifícios. Ou seja, os sacrifícios são só para o povo.
A publicação deste diploma não esclarece o que se vai passar com o abono de família pré-natal, mas a CGTP-IN teme que também esteja em causa esta prestação familiar, no que se refere, quer à eliminação da majoração no 1 e 2º escalões, quer ao corte do 4º e 5 escalões, dado que as condições de atribuição de ambas as prestações são comuns. A CGTP-IN exige, por isso, o esclarecimento desta situação.

Maria do Carmo Tavares
Comissão Executiva da CGTP-IN

15 outubro 2010

A greve geral está aí...

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Contra as injustiças - Mudar de políticas
Emprego, Salários, Protecção Social, Serviços Públicos


Do Conselho Nacional da CGTP-IN que hoje se realizou, há uma ideia que ressalta, que há uma enorme aceitação da greve geral, compreensão das razões que estiveram na origem da sua marcação e uma crescente dinamização para a concretização da Greve Geral.
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Greve geral...

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Decreto-Lei n.º 02/2007 de 03 de Janeiro 2007... e a discussão de hoje em torno do salário mínimo nacional...

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O ACORDO TRANSFORMADO EM LEI... DE 2007...

"A retribuição mínima mensal garantida (RMMG) apresenta ainda hoje em Portugal um valor demasiado baixo, que importa actualizar de modo gradual, tendo em conta a realidade económica do País, a fim de permitir a recuperação da função reguladora de relações laborais que lhe está associada.

Neste contexto, é desejável que a evolução da RMMG se faça por relação a um objectivo de médio prazo, tendo em vista assegurar previsibilidade e confiança a empresas e trabalhadores, e que a sua fixação anual seja ponderada de forma flexível - quer quanto a montante anual quer quanto a período de referência dos aumentos - tendo em conta índices concretos definidores da situação económica para o período em causa.

Em consequência, Governo e parceiros sociais acordaram nos termos da fixação da RMMG com vista a atingir o valor de (euro) 450 em 2009, assumindo-se como objectivo de médio prazo o valor de (euro) 500 em 2011.

O acordo tripartido obtido é da maior relevância para a credibilização e viabilização da evolução da RMMG, bem como para a afirmação do diálogo social como espaço de referência de construção de soluções para a sociedade portuguesa.

Foram ouvidos os parceiros sociais com assento na Comissão Permanente de Concertação Social do Conselho Económico e Social.

Assim:
Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Artigo 1.º
Valor da retribuição mínima mensal garantida

O valor da retribuição mínima mensal garantida a que se refere o n.º 1 do artigo 266.º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto, é de (euro) 403.

Artigo 2.º
Norma revogatória

É revogado o Decreto-Lei n.º 238/2005, de 30 de Dezembro.

Artigo 3.º
Produção de efeitos

O presente decreto-lei produz efeitos desde 1 de Janeiro de 2007.

Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 6 de Dezembro de 2006. - José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa - Fernando Teixeira dos Santos - Manuel António Gomes de Almeida de Pinho - José António Fonseca Vieira da Silva.

Promulgado em 21 de Dezembro de 2006.
Publique-se.
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA
Referendado em 22 de Dezembro de 2006.
O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa"
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Salário mínimo nacional, um instrumento no combate à pobreza...

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Muito se tem falado e escrito sobre o aumento, em 2011, para 500,00 € do salário mínimo nacional, valor que resultou de um acordo com todos os parceiros sociais e que agora alguns não querem cumprir.

O salário mínimo nacional é na verdade, um instrumento no combate à pobreza, e portanto é impensável não atingir os 500 euros em 2011.

O aumento do salário mínimo nacional de 475,00€ para 500,00€, significa o seguinte:

1- Um aumento diário (30 dias) de 0,83 cêntimos. (Nem dá para um pão de kilo)

2- Quem receber 475,00€ sabe que tem que descontar 11% para a segurança social (52,25€), ficando só com 422,75€.

3- Se for necessário adquirir um passe social com um valor de 20,00€, o valor fica reduzido a 402,75€.

4- Considerando que o valor limiar da pobreza é de 420,00€ fácilmente constatamos que há milhares de trabalhadores e trabalhadoras, que tendo emprego, tem rendimentos abaixo do limiar da pobreza.

É por isso que devemos lutar pelo aumento do salário mínimo nacional.
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09 outubro 2010

Facebook versus Blogues-Percursos e a esperança de um novo tempo no PS, um tempo "seguro"...


Desde que o Facebook tomou conta das nossas vidas, com uma dinâmica imparável, que os blogues esmoreceram.

Há blogues que sigo que não são actualizados há meses.

O Percursos foi criado a 10 de Agosto de 2008. Estava de férias no Algarve. Nesse dia escolhi o nome do blogue, que traduzia o conjunto de actividades que então desenvolvia, em que me empenhava.

Sobre a data já lá vão quase 26 meses, com uma média mensal de 18 apontamentos. Não está mal.

Quando o Facebook domina todas as atenções, deixo aqui novamente, e reformulada, a declaração de princípios do Percursos.

Escrevia na altura que:
"Há muito tempo que pensava em criar um Blog. Mas sempre esbarrei no tema, naquilo que queria tratar.

Afinal, as nossas vidas são o conjunto de diversos Percursos, que vão nascendo sobre aquilo que pensamos, fazemos, somos e até da forma como agimos com os outros e como nos relacionamos com a sociedade.

Os meus Percursos são vários e nem poderia ser de outra forma.

A paixão por Marvão, a política, o associativismo popular e nos últimos anos o sindicalismo são as causas sobre as quais tenho construído o meu percurso. Ah, e temos ainda outros prazeres que os percursos nos vão proporcionando, o Mar, a descoberta do mundo, o conhecimento."

Já em 2009 acrescentei aos meus Percursos o empenho na construção de uma alternativa política à Câmara Municipal de Marvão, através do Movimento por Marvão.

Na política, tal como em 2005, apoio Manuel Alegre para Presidente da República.

No PS de que sou militante, espero ardentemente por um novo tempo, um tempo em que ninguém viole os princípios do Partido, e que todos aqueles e aquelas que actualmente apoiam Sócrates não venham dizer que o líder de então é o melhor dos lideres... espero um tempo "seguro" que transmita ao país esperança e motivação para o futuro e que nos tire das contradições que actualmente nos asfixiam.

Nesta altura o maior "Percurso" da minha vida, em termos pessoais, é a frequência da licenciatura em Ciência Política, que frequento no ISCTE. Um desafio difícil de conciliar com a actividade sindical, mas que se torna um objectivo de vida. Custe o que custar.

É sobre estes Percursos que o Blog continuará a construir-se...

08 outubro 2010

PENSIONISTAS COM RENDIMENTOS ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL PODEM PERDER O REGIME ESPECIAL DE COMPARTICIPAÇÃO NOS MEDICAMENTOS


O Governo continua a tomar medidas que atingem essencialmente os que têm menos rendimentos, como os reformados e pensionistas.

Foi publicado o D.L. 106A/2010 que altera o regime de comparticipações dos medicamentos.

Para ter acesso ao regime especial de comparticipação, o diploma refere que os pensionistas não podem exceder o rendimento total anual de 14 vezes o salário mínimo nacional (SMN) do ano civil anterior.

Até aqui tudo parece igual à situação anterior. Mas a grande transformação que irá afastar milhares de pensionistas do acesso a este regime especial, é que o valor total anual é do agregado familiar.

Até aqui, um casal em que os dois são pensionistas e que auferiam pensões até ao valor de 14 vezes o SMN do ano civil anterior, tinham ambos, acesso a uma maior comparticipação nos medicamentos; agora com a introdução do método de capitação do rendimento familiar previsto no D.L. 70/2010 ambos deixarão de ter acesso.

Um dos pensionistas aufere a pensão mensal de 450 euros e o outro de 400 euros, a média anual dos dois é de 7.000 euros, segundo o método de capitação, estando acima dos 6.300 euros anuais exigidos, ambos os pensionistas vão perder o direito que anteriormente tinham.

Sabendo-se o peso que os medicamentos têm nos orçamentos das pessoas mais idosas, muitos milhares vão ver a sua situação duplamente agravada, dado que os medicamentos com 100% de comparticipação passaram para 95%.

Esta medida fragiliza o direito à protecção na saúde consagrado no artigo 64º da C.R.P. como um direito universal que assiste a todos os cidadãos.

Bem que o Primeiro-Ministro pode falar do Estado Social, mas com todas estas medidas está é a fragilizá-lo e a aumentar as desigualdades e a pobreza.

Maria do Carmo Tavares
Comissão Executiva do CN da CGTP-IN

07 outubro 2010

A crise em que nos meteram e o corte de salários...

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Em Portugal cortam-se os salários para baixar o défice e não se quer aumentar o salário mínimo nacional.

Na Alemanha há um ministro que defende o aumento dos salários como forma de incrementar o crescimento económico.
É preciso dizer que o aumento dos salários, de forma especial o salário mínimo, contribui para o aumento das receitas da segurança social.

Ora, numa altura em que o desemprego continua a subir, o aumento de receitas vinha mesmo a calhar. Será que alguém percebe isto?
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04 outubro 2010

Manuel Alegre, um Presidente justo e solidário...


Participei hoje, em representação da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, no jantar de apoio a Manuel Alegre no âmbito da sua candidatura a Presidente da República, que se realizou no Barreiro. Como é bom ouvir as suas preocupações sobre os problemas que afectam os jovens, desde logo a precariedade, e os problemas dos trabalhadores em geral.


01 outubro 2010

Dias alucinantes...


Estes últimos quinze dias tem sido alucinantes...

Por um lado comecei as aulas, por outro lado, a actividade sindical desenvolve-se em várias frentes: (I) reuniões sobre o Pacto para o Emprego, estando eu no grupo das Qualificações e Emprego; (II) preparação reunião da Comissão Executiva da CGTP-IN de 27 Setembro; (III) dia nacional de luta, inserido no dia de luta europeu promovido pela CES - Confederação Europeia de Sindicatos a 29 Setembro; (IV) a reunião extraordinária da Comissão Executiva da Inter nessa noite fatídica em que o Governo apresentou as novas medidas combate ao demónio do défice; (V) e a reunião do Conselho Nacional da CGTP-IN que aprovou a proposta da realização de uma Greve Geral a 24 de Novembro de 2010.

... e hoje, 01 de Outubro de 2010, em que a CGTP-IN celebra o seu 40.º aniversário, terminando esta fase intensa, celebrámos uma grande assembleia de dirigentes e activistas sindicais na Aula Magna da Universidade Lisboa, onde participaram também antigos dirigentes, alguns deles fundadores da Intersindical Nacional.

Terminou há pouco, um grande jantar comemorativo, no Inatel da Costa da Caparica...

Agora, é preparar lançamentos de livros, um portal de arquivos, uma exposição no Rossio e um ciclo de debates "Conversas no Rossio", tudo a ter lugar até final do ano.